sexta-feira, 12 de dezembro de 2003

ESTUDO DE UM CICLO MENSTRUAL EM ADOLESCENTES EUMENORRÉICA

Pós-graduando: Zuleide Aparecida Félix Cabral
Orientador: Prof. Dr. Laudelino de Oliveira Ramos
Data da defesa: 12/12/03
A falta de informações relativas ao ciclo menstrual e perfil hormonal de adolescentes com ciclos menstruais regulares, combinada com a diversidade de resultados sobre a investigação da fase folicular e lútea em mulheres não adolescentes descrita até o momento, suscitaram a idéia da presente pesquisa. Este estudo avaliou um ciclo menstrual de 55 adolescentes com idade entre 14 e 19 anos, com ciclos menstruais regulares e tempo decorrido da menarca de doze ou mais meses. Nenhuma adolescente avaliada era tabagista, praticante de esportes extenuantes, portadora de endocrinopatias ou doença neoplásica, tampouco estava em fase de lactação ou uso de anticoncepção hormonal. Investigou-se a correlação entre os valores séricos de FSH entre o segundo e o quinto dia do ciclo menstrual e a duração da fase folicular, o diâmetro floicular médio pré-ruptura ovular, a correlação entre a duração da fase folicular e o tempo decorrido da menarca, a distribuição da ovulação, o datamento do endométrio, a intensidade de vascularização e o índice de resistência do corpo lúteo, valores de progesterona na fase lútea e a correlação destes com a fase folicular, o tempo decorrido da menarca, a vascularização e o índice de resistência do corpo lúteo. A analise estatística dos resultados foi feita usando o software estatístico SPSS 11,0 tendo sido adotado o nível de significância de 5%. A média etária das adolescentes participantes deste estudo na ocasião da menarca foi de 12,2±1,2 anos. Observou-se correlação negativa, estatisticamente significante, entre os valores de FSH no início do ciclo menstrual e a duração da fase folicular, e ausencia de correlação entre a duração da fase folicular e o tempo decorrido da menarca. O diâmetro folicular médio pré-ruptura ovular no dia anterior à eclosão floicular foi de 1,87 cm. A porcentagem de ovulação diagnosticada pela ultra-sonografia transvaginal foi de 100%. A ovulação ocorreu entre o décimo segundo e o vigésimo oitavo dia do ciclo menstrual, com média de 17,1 dias. A totalidade das biópsias de endométrio revelou padrão histológico de aspecto secretor, sendo 85,5% dos endométrios compatíveis com a fase lútea. A média das concentrações de progesterona foi de 10,6ng/ml. A análise da comparação entre a duração da fase folicular e os valores de progesterona na fase lútea, nesta pesquisa, demonstrou que as concentrações de progesterona no décimo segundo dia após a ovulação foram menores no grupo com duração da fase folicular maior ou igual a dezesseis dias, em comparação ao grupo com fase folicular menor do que dezesseis dias. Os valores de progesterona no sexto e nono dia da fase lútea entre os dois grupos não apresentaram diferenças estatisticamente significantes. Intensidade de vascularização do corpo lúteo escassa foi evidenciada em 34,6%; moderada em 23,6% e exuberante em 41,8%. O índice de resistência do corpo lúteo foi de 0,4. Não foi evidenciada correlação entre as progesterona com a vascularização e o índice de resistência do corpo lúteo. Os resultados deste estudo sugerem que adolescentes que adolescentes eumenorréicas demonstram elevada capacidade reprodutiva.

sexta-feira, 22 de agosto de 2003

CONTRIBUIÇÃO DA ELETROCAUTERIZAÇÃO LAPAROSCÓPICA OVARIANA BILATERAL NO TRATAMENTO DE MULHERES INFÉRTEIS COM SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS CLOMIFENO-RESISTENTES

Pós-graduando: Carlos Roberto Izzo
Orientador: Prof. Dr. Hans Wolfgang Halbe
Data da defesa: 22/08/03
Foram estudadas prospectivamente 49 mulheres inférteis com síndrome dos ovários policísticos clomifeno-resistentes, separadas aleatoriamente em dois grupos. Vinte e quatro mulheres foram submetidas à eletrocauterização laparoscópica ovariana bilateral com corrente monopolar e as restantes, a até ciclos de hiperestimulação ovariana controlada com hormônio folículo-estimulante recombinante. Os objetivos do estudo foram: 1) avaliar os efeitos da eletrocauterização laparoscópica ovariana bilateral sobre o volume ovariano e as dosagens séricas do hormônio folículo-estimulante, hormônio luteinizante, testosterona, androstenediona e insulina; 2) determinar a associação entre as variáveis hormônio luteinizante > 12UI, índice de massa corpórea, quociente glicemia de jejum/insulinemia de jejume teste de tolerância à glicose e a taxa de gestação no grupo de mulheres submetidas a eletrocauterização laparoscópica ovariana bilateral e 3) comparar as taxas de gestação dos dois grupos de tratamento. Houve diminuição estatisticamente significativa do volume ovariano após a eletrocauterização laparoscópica ovariana bilateral. Observou-se queda estatisticamente significativa dos níveis séricos de testosterona e androstenediona e uma tendência à queda na média dos níveis séricos de hormônio luteinizante. Não houve influência do nível sérico de hormônio luteinizante, do índice de massa corpórea, do índice de massa corpórea, do quociente glicemia/insulina de jejum e do teste de tolerância à glicose oral na taxa de gestação após a eletrocauterização ovariana laparoscópica. A taxa de gestação obtida com a eletrocauterização ovariana lapasroscópica, doze meses após o procedimento, não diferiu da taxa de gestação obtida com três ciclos de indução ovulatória com hormônio folículo-estimulante recombinante.

terça-feira, 26 de novembro de 2002

ANTICONCEPÇÃO COM ESTROGÊNIO NATURAL NA FORMA INJETÁVEL MENSAL EM PACIENTES CARDIOPATAS: AVALIAÇÃO DOS ASPECTOS CLINICOS, DE HEMOSTASIA E DE PERFIL LIPIDICO

Pós-graduando: Rogério Ciarcia Ramires
Orientador: Prof. Dr. Nilson Roberto de Melo
Data da defesa: 26/11/02
Realizou-se estudo prospectivo e comparativo durante 18 meses em 104 mulheres portadoras de cardiopatia compreendidas em 2 grupos. o primeiro constituido por 61cardiopatas que iniciaram o uso do anticoncepcional injetavel mensal (IM) composto pela associação de 5mg de valerato de estradiol e 50mg de enantato de noretisterona e o segundo composto por 43 cardiopatas que não utilizaram medicação hormonal, denominado de grupo controle (GC). Foram analisados os efeitos do IM sobre os parãmetros clinicos, hemostaticos e de perfil lipidico antes de receberam a medicação e a cada 6 meses de seguimento. A análise estatística foi realizada pelo método de Coorte, sendo considerado p< 0,05. Não ocorreram alterações estatísticas entre os dois grupos quanto aos eventos cardíacos e ginecologicos adversos, ao peso corporal, e à pressão arterial durante o seguimento. As usuárias de IM apresentaram maior alteração do padrão menstrual aos 6 meses de seguimento, sem apresentar diferença aos 12 aos 18 meses em comparação ao GC. As variáveis hemostáticas no TTPA, plasminog~enio e fibrinogênio não apreentaram diferença significante entre 2 grupos. Ocorreu diminuição estatística nas variaveis TT e TP e aumento no teste de Owren e antitrombina III no grupo de usuárias de IM em relação ao GC. No perfil lipídico ocorreu diminuição significante no colesterol toal, HDL, VLDL e triglicerides nas usuarias de Im quando comparadas ao GC, sendo que não houve diferença estatistica entre os grupos para as variaveis LDL e lipoproteina (a).

sexta-feira, 22 de novembro de 2002

AVALIAÇÃO HISTOLÓGICA E MORFOMÉTRICA DE MAMAS DE RATAS CASTRADAS SUBMETIDAS À TERAPÊUTICA COM ESTERÓIDES SEXUAIS

Pós-graduando: Luciano de Melo Pompei
Orientador: Profa. Dr.a Filomena Marino Carvalho
Data da defesa: 22/11/02
Ao longo das últimas décadas, a terapêutica de reposição hormonal se estabeleceu como tratamento para a sintomatologia climatérica, além de propiciar importante redução no risco de desenvolver enfermidade cardiovascular, osteoporose, doença de Alzheimer e outros. No entanto, a ação hormonal no tecido mamário sempre foi alvo de discussões, particularmente quanto à progesterona e aos progestógenos, com estudos concluindo haver diminuição da atividade proliferativa induzida pelos estrog~enios, enquento vários outros concluem que essas substâncias estimulam a proliferação mamária. Neste estudo, as ações do benzoato de estradiol (BE2) e do acetato de medroxiprogesterona (AMP) na mama foram estudadas em 40 ratas com 250 dias de vida, sendo que 20 haviam procriado e 20 não. Todas foram submetidas à ooforectomia bilateral e, depois de quatro semanas, receberam tratamento hormonal injetável cinco dias por semana, durante 10 semanas. Cada grupo foi dividido em 4 subgrupos, que receberam um dos seguintes: 1 - BE2 5ug/dia; 2-AMP 60ug/dia; 3-BE2 5ug/dia + AMP 60ug/dia; 4-placebo. Ao f inal do tratamento, os animais foram savrificado e suas segunda glândulas mamárias torácicas foram estudadas em microscópio óptico com aumento de 400x. A ocular continha gratículo de 100 pontos permitindo a contagem dos coincidentes com cada estrutura estudada, permitindo p cálculo dos parâmetros morfométricos, isto é, as frações do volume: a) lobular, b) acinar no lóbulo, c) acinar na mama, d) epitelial no lóbulo, e) epitelial na mama, f) luminal acinar. Foi feita também avaliação qualitativa de atrofia, secreção e microcalcificações. Compararam -se todos os tratamentos para cada parãmetro analisado, encontrando-se: a) o tratamento 3 aumentou, significativamente em relação aos tratamentos 2 e 4, todos os parãmetros morfométricos, exceto a fração de volume epitelial no lóbulo; b) somente o tratamento 3 aumentou significativamente a fração do volume epitelial na mama em comparação com os tratamentos 2 e 4; c) não houve diferença significativa entre os tratamentos 1 e 3 para nenhum parãmetro, embora a maioria deles tenha apresentado tendência de maior elevação com o último; d) nenhum parãmetro morfométrico mostrou diferença significativa entre os tratamentos 2 e 4; e) houve predomínio de atividade secretora e de ausência de atrofia com os tratamentos 1 e 3. Os resultados permitem concluir que a adição de progestógeno ao tratamento estrog~enico não reverteu o aumento do compartimento epitelial da mama; pelo contrário, houve potencialização da ação estrog~enica proliferativa. Houve também diferenciação do tecido mamário, evidenciado pela atividade secretora tanto no tratamento estrog~enico quanto no estroprogestacional. Há ncessidade de ação estrogênica para que o progestogeno possa agir. A condição de prole não influencial significativamente a resposta da densidade epitelial, mas houve tendência a maior aumento epitelial no grupo sem prole.