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terça-feira, 19 de setembro de 2017

MIOMA E FITOTERAPIA


Há tratamento fitoterápico para miomas uterinos?

Ceci Mendes Carvalho Lopes*
           
Um número muito grande de mulheres é de portadoras de miomas uterinos, algo como um quinto delas! Porém a maioria dos casos nem pede tratamento, pois são de pequena monta, não causam sintomas e, com alguma frequência, são descobertos por casualidade. No entanto, um certo contingente deles exige alguma intervenção. Às vezes, medicamentos dão conta, pois basta tratar os sintomas desagradáveis associados à presença desses tumores benignos. Por outro lado, outros exigem tratamento cirúrgico, que pode, inclusive, ser radical. Cada caso é diferente do outro.
Muitas vezes somos procurados por pacientes que já souberam da possibilidade de tratamento ‘natural’, por ouvir falar, ou porque viram na mídia. Faz-se mister ‘separar o joio do trigo’ e checar o que é fato e o que é mera crendice.
Tratando sintomas mais incômodos, geralmente, como já dissemos, não há necessidade de intervenções mais agressivas. Assim, solucionando a dor (é comum a associação com fortes cólicas menstruais), ou o sangramento excessivo (que pode comprometer seriamente a saúde), em muitos casos é o bastante, uma vez que o mioma é um tumor benigno, cuja expectativa é que permaneça benigno.
As principais preocupações são o sangramento, a anemia e, quando possível, a redução tumoral: tópicos a serem levados em conta.
            Como a cólica menstrual tem sido associada à liberação de prostaglandina e vasopressina, causando contratura miometrial, isquemia uterina, com conseqüente sensibilização das fibras sensitivas, é possível tratamento com analgésicos, ou, ainda melhor, com antiinflamatórios não-esteroidais e contraceptivos hormonais1. Resolve-se, assim, a dor e regulariza-se a perda sanguínea.
Mas há vários fitoterápicos úteis na sua terapêutica, com resultados variados.

1-Ácidos graxos essenciais
            Por atuar deflagrando a cascata das prostaglandinas, as gorduras Omega-6 podem desencadear a cólica. Considerando que a dieta pode ser rica em Omega-6,  recomenda-se aumento da ingestão de omega-3 (presentes em peixes e nozes), a fim de que a relação omega-3/omega-6 seja mais favorável. Além disso, a ingestão de vitamina B12 (7µg ao dia) potencializa o efeito dos omega-3. Essa medida pode favorecer a diminuição do uso de analgésicos e anti-inflamatórios3.     
Estudo realizado com 42 mulheres utilizando óleo de peixe mostrou-se efetivo na redução da dor menstrual. As autoras consideram que a dosagem usual de omega-3, de 3 a 4g por dia é bem tolerada e segura. Aconselham seu uso, embora reconheçam a necessidade de mais estudos4. O estudo foi feito com óleo de peixe, por ser rico em Omega-3, mas a ingestão de sementes oleaginosas é uma opção.

Revisão de vários estudos controlados por placebo atesta a eficácia dos omega-3 no tratamento da cólica menstrual, porque o ácido eicosapentanóico (EPA) e o docosaexanoico (DHA) competem com o ácido araquidônico, interferindo na cascata, o que vai resultar em menor produção de prostaglandinas e leucotrienos, resultando, em conseqüência, sintomas de menor intensidade. Dados epidemiológicos  demonstram que a baixa ingestão de alimentos ricos em omega-3 eleva a possibilidade de cólica menstrual.  Não mencionando fitoterápicos, os autores recomendam a ingestão de peixe, em vez de óleo de peixe, porque a estabilidade do óleo varia muito no correr dos dias5. No mercado existem cápsulas de óleo de peixe, que não são fitomedicamentos, por não terem origem vegetal. Não há produtos padronizados de origem vegetal, que sejam fonte de Omega-3, portanto recomenda-se a adequada providência alimentar, se o objetivo for tratar com produtos vegetais: linhaça, castanha do Pará, amêndoas, etc.

2- Rosa

Em vários países asiáticos é comum o uso do chá de rosa, feito com botões da flor, ou com folhas dela (Rosa gallica), como tratamento da cólica menstrual. Foi feita uma revisão bibliográfica, buscando informações sobre a rosa, e foi encontrado um único estudo controlado, realizado em Taiwan, com 130 pacientes adolescentes às quais foi administrado o chá (2 xícaras ao dia, por 12 dias), com eficácia5.

É importante ressaltar, portanto, a escassez de referências, além do que, habitualmente a flor, salvo as dos nossos jardins, costuma ser encontrada em floriculturas, e seu cultivo pode incluir aditivos agrícolas, desconhecidos do público comum, com possíveis efeitos sobre a saúde. E também faz-se mister cosiderar que há muitos tipos de rosa, além da estudada, e sempre existe a possibilidade de que atuem de forma muito diferente. Além disso, não há fitomedicamento disponível. 
           

3-Harpagophyton procumbens (garra do diabo)



Esta é uma das 12 plantas liberadas pelo Ministério da Saúde para uso no SUS. É um poderoso antiinflamatório, e atua de forma bem similar aos antiinflamatórios não-hormonais, reduzindo a inibição da síntese de leucotrienos e de tromboxano, dose-dependente, atribuindo-se essa ação ao harpagosíde6. Se estamos imaginando utilizá-lo no tratamento da cólica menstrual, parece paradoxal, pois  em monografia cita-se seu uso como ocitócico, sem, no entanto entrar em detalhes. Ressalta-se sua atividade anti-inflamatória e analgésica. O que se menciona é ação estimulante da musculatura miometrial, e se recomenda não utilizar durante a gestação. Confirma-se esse efeito, através de estudo, em ratas, em que se comprovou propriedade uterotônica, espasmogênica, justificando, assim, o uso folclórico no trabalho de parto e na retenção placentária8. Não encontramos estudos especificamente sobre a cólica menstrual. Parece fazer mais sentido, por ser ocitócico, seu uso no tratamento do sangramento profuso, em casos de miomas. Mas também não há referências, no caso.
            


4-Lotus-da-neve



           Tibetanos usam o lótus-da-neve (snow lotus), que, na realidade corresponde a qualquer uma de 3 plantas semelhantes (Saussurea involucrata, Saussurea laniceps, Saussurea medusa), para problemas reumáticos, gastrites e dismenorréia. Estudo em camundongos, demonstrando efetividade nas 3 plantas, porém nitidamente melhor com S. laniceps9. Na medida que seu uso é indicado para dismenorréia, talvez seja útil no controle doloroso menstrual em portadoras de miomas. Só que não é um produto usualmente disponível em nosso meio, embora possa ser encontrado pela internet (sem referências confiáveis).
 Entre os uigures, tibetanos, habitantes da cadeia do Himalaia, é difundido o uso do lótus-da-neve (snow lotus), que, na realidade corresponde a qualquer uma de 3 plantas semelhantes (Saussurea involucrata, Saussurea laniceps, Saussurea medusa). Seu uso é indicado para problemas reumáticos, gastrites e dismenorréia. Para avaliar seu efeito, foi realizado estudo em camundongos, demonstrando efetividade nas 3 plantas, porém nitidamente melhor com S. laniceps9. Na medida que seu uso é indicado para dismenorréia, talvez seja útil no controle doloroso menstrual em portadoras de miomas. De qualquer modo, não é um produto correntemente utilizado entre os ocidentais, e as referências são muito escassas.
Há produto comercial disponível em sites da internet, mas sem referência farmacológica.
5-Combinações herbáceas
            Medicações que incluem várias plantas são comuns em alguns países, especialmente os asiáticos.
Muito utilizado na Coreia e China, há uma formulação muito tradicional denominada Gyejibongneyong-hwan, ou Ghizhi Fulling formula, com cinco componentes, em proporções iguais (Cynnamomi ramulus, Poria, Moutan cortex, Persicae semen, Peoniae radix). Autores coreanos o estão estudando, mas ainda não dispomos dos resultados 10, 11 .
            No Japão, utiliza-se uma mistura herbácea denominada toki-sakuyaku-san, contendo 6 plantas (Angelica sinensis, raízes, Paeonia lactiflora, raízes, Lingusticum, rizoma, Atractiloides, rizoma, Alismatis, rizoma, Sclerotia poria), mas que podem ser utilizadas em proporções diferentes, e não há padronização. Pertence ao arsenal da Medicina Kampo (geralmente exercida por não-médicos), tradicional no Japão, e usada para tratamento de cólica menstrual e sintomas climatéricos, com boa efetividade. Há estudo que demonstra melhora de dismenorréia, hipermenorréia, tonturas, sensação de frio, cefaléia12. Portanto, talvez se aplique ao objetivo de tratamento que procuramos.

            Relata-se que curandeiros dominicanos recomendam preparado de beterraba (Beta vulgaris L, Chenopodiaceae) e melaço (produzido a partir de Saccarum officinarum, a cana de açúcar) como tratamento para os miomas, como também para endometriose, menorragia e calores da menopausa. A quantidade de fibras vegetais contidas na beterraba pode afetar, ao menos teoricamente, os níveis estrogênicos, pois altos níveis de fibras reduzem a recirculação enteroepática de estrogênios, aumentando a excreção urinária e fecal. Como os estrogênios influem sobre o crescimento dos miomas, a sua redução seria um fator inibidor. Além disso, as folhas de beterraba contêm fitoestrogênios que, durante a menacma, atuam como antiestrogênios, e já foi demonstrado que gado alimentado com essas folhas apresentou infertilidade (por ser antiestrogênica), mas também se demonstrou crescimento do volume uterino em camundongas (atuação estrogênica). A beterraba é rica em carotenóides, que também se sabe podem reduzir o crescimento de miomas, uma vez que se demonstrou em culturas de tecidos que as células do músculo liso contêm receptores do ácido retinóico, e que há redução dose-dependente de seu crescimento com ácido trans-retinóico. Relata-se ainda que a coloração da urina após ingestão dessa raiz é mais comum em pacientes anêmicos, e que a coloração diminui com a suplementação de ferro, sugerindo que possa ser usado esse dado, inclusive, como indicador da redução da deficiência em ferro de pacientes tratados. Como os miomas podem causar anemia ferropriva, em função do sangramento genital, essa seria mais uma aplicação do tubérculo, especialmente se associada ao melaço, rico em ferro. Apesar de inexistirem estudos clínicos que confirmem o benefício desse tratamento popular, ele merece ser considerado e, como tal, estudado13. Em nosso meio, também não é incomum encontrarmos referências populares quanto a esse uso da beterraba.


C- Plantas citadas especificamente para tratamento dos miomas

1- Unha de gato (Uncaria tomentosa)



   Essa planta tem uso popular no tratamento de miomas na região amazônica. Não há referências científicas a respeito. Muitas são as menções a ela na mídia eletrônica14. Por outro lado, seu efeito antiinflamatório é conhecido e reportado, e se trata de uma das doze espécies liberadas para uso no SUS; além disso, existem fitomedicamentos que a contêm. Assim, eventualmente a sua fama como útil no tratamento de miomas poderia ser focada nesse aspecto, apenas minorando o quadro doloroso, e talvez valesse a pena utilizá-la como recurso terapêutico, pela sua disponibilidade. Pela sua atividade antiinflamatória, talvez tenha boa aplicação para diminuir a cólica menstrual, mas também não há menção em literatura.
Autores da UNIFESP estudaram, em ratos, sua ação, visando a endometriose. Essa doença tem em comum com os miomas o fato de se desenvolver na dependência da atividade hormonal. Administraram extrato da planta, ou acetato de leuprolide (antagonista do GnRH), ou placebo, a ratas. Observaram que o extrato levou a anovulação equivalente (quiçá superior) ao leuprolide, demonstrando a supressão da atividade ovariana15.  Esse estudo nos aguça a curiosidade sobre a possível eficácia na redução volumétrica dos miomas, que também se obtém com antagonistas do GnRH, que é um tratamento que, se não faz os tumores desaparecerem, ao menos propicia, por causarem sua diminuição, maior facilidade num posterior tratamento cirúrgico.


2-uxi amarelo (Endopleura uchi Cuatrec)
            

A referência ao uso dessa planta amazônica é basicamente popular, e existem chás disponíveis à venda. É uma planta característica da Amazônia brasileira, e é conhecida por vários nomes, como uxi, uxi amarelo, cumatê, axuá, pururu, uxi-ordinário ou uxi-pucu. É disseminado seu uso folclórico para tratar artrite, colesterol, diabete, diarreia, e como antiinflamatório e inclusive como anticancerígeno16.
Quanto aos miomas, o tratamento é de utilizar o chá, diariamente, geralmente no período da manhã, alternando com chá de unha de gato à tarde, ou vice-versa.
 A literatura é escassa. Os constituintes de sua casca, potencialmente terapêuticos, são predominantemente taninos, cumarínicos e saponinas. Foram analisados os efeitos dos taninos: atividade antioxidante, ausência de citotoxicicidade, baixo efeito antimicrobiano. Seu uso é bastante seguro. Há boa perspectiva, em se fazendo novos estudos, como possível antineoplasico 16.
O arabinogalactano encontrado no seu chá, na concentração de 25 a 500mg/ml, inibiu aproximadamente 20% das células HeLa, em 48 a 72 horas, porém sem efeito dose-dependente. E também, na dose de 100mg/ml reduziu em 25% a proliferação celular. Não parece haver influência do arabinogalactano, devendo estar envolvidos outros mecanismos, na inibição celular17.
Os estudos demonstram a boa potencialidade medicamentosa do uxi, mas em nenhum deles há menção à possível atuação sobre os miomas, embora todos mencionem esse uso de cunho tradicional.
Miscelânea
Reunimos neste tópico informações não tão precisas, ou seja, que demandam mais estudos, porém que indicam possibilidades na terapêutica.
1-    Medicina chinesa
Foi realizada revisão de múltiplos estudos duplo-cegos, abrangendo um total de 3475 mulheres. Os autores avaliaram em especial o controle da dismenorréia, comparando com os tratamentos convencionais, como antiinflamatórios não-hormonais, ou contraceptivos, e concluíram que os diferentes produtos herbáceos abrangidos na medicina chinesa são efetivos, inclusive às vezes melhores até que a acupuntura, porém a qualidade da maioria dos estudos deixa a desejar. Não foram mencionados efeitos adversos significativos1.
Grupo de pesquisadores chineses pesquisou, em ratos, o efeito de fórmula tradicionalmente utilizada em medicina chinesa (já a mencionamos como tratamento de dismenorréia), a Guizhi Fuling, demonstrando redução acentuada do útero, diminuição da proliferação celular miometral, decréscimo de estradiol e de progesterona séricos. O efeito foi dose-dependente18.
Autores de Taiwan pesquisaram em um milhão de prontuários aqueles que se referiam a mulheres portadoras de mioma, chegando a cerca de 46mil casos, dos quais selecionaram aqueles atendidos entre 2002 e 2010 (37.786 casos). Entre esses, 31.161 mulheres utilizavam a medicina chinesa tradicional, e as demais eram tratadas pela medicina ocidental. As técnicas chinesas abrangiam acupuntura, moxabustão e outras. Cerca de dois quintos delas foram tratadas com medicamentos herbáceos. Foram identificadas 5 fórmulas que tinham várias ervas, e 5 ervas utilizadas exclusivamente. As fórmulas foram Ghi-zhi-fu-ling-wan, a Guizi fulling, (Cinnamomi ramulus, Poria, Peoniae radix, Moutan cortex, Persicae semen), Jia-wei-xiao-yao-san (Angelicae sinensis radix, Peoniae radix, Atractylodis macrocephalae rhizoma, Bupleuri radix, Moutan córtex, Gardeniae fructus, Glycirrhizae radix preparata, Menthae haplocalycis herba, Zingiberis rhizoma), Dang-gui-shao-yao-san (Angelicae sinensis rdix, Peoniae radix, Poria, Atractylodis macrocephalae rhizoma, Alismatis rhizoma, Chuanxiong rhizoma), San-zhong-kui-jian-tang (Eckloniae thalus, Phellodendri cortex, Anemarrhenae rhizoma, Trichosanthis radix, Platycodiradix, Sparganii rhizoma, Curcumae rhizoma, Gentianae radix, Coptidis rhizoma, Scutellariae radix, Puerariae radixPeoniae radix Alba). Os autores atribuem ação metabólica redutora de estrogênio, ou inibidora de prostaglandinas, antiproliferativa, e outras, que explicariam a redução dos miomas, e também a ação que muitas dessas fórmulas têm sobre a endometriose19. No entanto, como se associam muitas plantas, é muito difícil definir qual delas produz o efeito, nem qual das associações delas, nem se alguma delas tem até efeito antagônico. No mesmo estudo, foram identificadas 5 plantas utilizadas isoladamente: San-leng (rhizoma Sparganii), com a qual se descreveu supressão da proliferação celular e aumento da apoptose, E-zhu (rhizoma Curcumae), inibindo a proliferação celular, Xiang-fu (rhizoma Cyperi), com atividade antioxidante e inibição de radicais livres, Yi-mu-cao (herba Leonuri), da qual se descreve atividade antioxidante, analgésica, vasodilatadora e sedativa, Yan-hu-suo (rhizoma Corydalis), analgésica. Com todos esses produtos, ervas únicas ou combinadas, descreveu-se algum efeito, sendo a mais utilizada a fórmula citada acima em primeiro lugar, a Ghizi fulling19.
      O uso dos medicamentos da medicina tradicional chinesa, de forma indireta, demonstram sua eficácia, pois as pacientes  que os utilizam precisam de muito menos apoio de agentes terapêuticos utilizados na medicina ocidental, conforme estudo realizado em Taiwan. Isso inclui antianêmicos, hemostáticos e drogas de influência sobre os hormônios. Os autores do estudo concluem pelo benefício, abrangendo, como vantagem, mais baixo custo20.
2-    Plantas utilizadas por imigrantes dominicanos nos Estados Unidos
Foi feito um levantamento procurando verificar sobre que plantas havia estudos e quais eram mencionadas entre curandeiros usualmente consultados por imigrantes dominicanas radicadas em New York, Estados Unidos, para alívio de várias condições relacionadas, tais como miomas, menorragia, endometriose e calores da menopausa. Foram anotadas ainda outras aplicações, descritas nos estudos, como emenagogos (reguladores menstruais) e abortifacientes (e, muitas vezes, estas duas aplicações significavam o mesmo). Como muitas plantas não são fáceis de obter nos centros urbanos, e mesmo em alguns lugares na própria República Dominicana, esses curandeiros muitas vezes acabam adaptando suas prescrições às disponibilidades, incluindo, até, em algumas circunstâncias, plantas não-nativas da região caribenha, européias e africanas. Foram relacionadas 87 plantas, dentre as quais algumas se destacaram. Espécies de Agave foram mencionadas no tratamento de miomas uterinos, cólica menstrual e regulação menstrual. Aloe vera também foi referida como adequada para remover miomas e ‘limpar o corpo’, com sugestão de que regule a quantidade menstrual, e também como abortivo. Já mencionamos acima a beterraba. Dezenove plantas eram de uso corrente em New York, e foram citadas especificamente no tratamento de miomas, 6 delas sendo consideradas adequadas para tratar menorragia também. Os autores consideram que, embora todas tenham algum tipo de estudo, ao menos na literatura local, há necessidade de mais investigação21.

Considerações finais
            A fitoterapia é um campo em que a necessidade de mais investigação é enorme. Como pudemos ver, há muitos recursos com possíveis aplicações no tratamento de miomas. Não esgotamos o tema, pois há muitas menções, às vezes, até, ‘escondidas’ em textos que se referem a outro assunto. No entanto, mesmo os que parecem mais eficazes carecem de embasamento. Assim, parece ser um campo muito promissor, porque inclusive pode permitir, em alguns casos, até mesmo economia, pois muitas das opções são acessíveis facilmente. Só depende do empenho em investir na pesquisa.

Referências bibliográficas
1-- Zhu X, Proctor M, Bensoussan A, Wu E, Smith CA- Chinese herbal medicine for primary dysmenorrhoea. Cochrane Database of Systematic Reviews 2008 Issue 2. Art No.: CD005288 DOI: 10.1002/14651858.pub3
2- Proctor M, Farquar C- Dysmenorrhoea. Clin Evid  2002; 7: 1639-53
3- Saldeen P, Saldeen T- Women and omega-3 fatty acids. Obstetrical and Gynecological Survey 2004; 59(10): 722-30
4- Lloid KB, Hornsby LB- Complementary and alternative medications for women’s health issues. Nutr Clin Pract 2009; 24: 589-608
5- Zoorob RJ, Sidani M, Williams J, Grief SN- Women’s health: selected topic. Prim Care Clin Office Pract 2010; 37: 367-87
6- Loew D, Möllerfeld J, Schrödter A, Puttkammer S, Kaszkin M. -Investigations on the pharmacokinetic properties of Harpagophytum extracts and their effects on eicosanoid biosynthesis in vitro and ex vivo. Clin Pharmacol Ther. 2001 May;69(5):356-64.
7- Sem autor mencionado. Harpagophyton procumbens (Devil’s claw). Monograph.  Alt Med Rev 2008; 13(3): 248-52
8- Mahomed IM, Ojewole JAO- Uterotonic effect of Harpagophyton procumbens DC (Pedaliaceae) secondary root aqueous extract on rat isolated uterine horns. J Smooth Muscle Res 2009; 45(5): 231-9
9- Yi T, Zhao ZZ, Yu ZL, Chen HB- Comparison of the anti-inflamatory and anti-nociceptive effects of three medicinal plants known as “Snow lotus” tradicional Uigur and Tibetan medicines. 2010; 128(2): 405-11
10- Jung J, Lee JA, Ko MM, You S, Lee E, Choi J, Kang BK, Lee MS- Gyejibongneyoung-hwan, a herbal medicine for the teratment of dysmenorrhoea with uterine fibroids: a protocol for a randomised controlled Trial. BMJ Open. 2016; 6(11): e013440.
11- Jung J, Lee JA, Ko MM, You S, Lee E, Choi J, Kang BK, Lee MS- Gyejibongneyoung-hwan, a herbal medicine for the teratment of dysmenorrhoea with uterine fibroids: a protocol for a randomised controlled Trial. BMJ Open. 2016; 6(11): e013440.
12- Akase T, Akase T, Onodera S, Jobo T, Matsushita R, Kaneko M, Tashiro S- A comparative study of the usefulness of Toki-shakuyaku-san and an oral iron preparation in the treatment of hypochromic anemia in cases of uterine myoma. Yakugaku Zasshi 2003; 123(9): 817-24
13- Fugh-Berman A, Balick MJ, Kronenberg F, Osoki AL, O´Connor B, Reiff M, Roble M, Lohr P, Brosi BJ, Lee R- Letter to the editor. J Ethnopharmacol 2004; 92: 337-9
14-www.beneficiosnaturais.com.br  Chás para tratar miomas.
15- Nogueira Neto J, Cavalcante FLLP, Carvalho RAF, Rodrigues TGPM, Xavier MS, Furtado PGR, Schor E- Contraceptive effect of Uncaria tomentosa (cat’s claw) in rats with experimental endometriosis. Acta Cir Bras 2011; 26(suppl 2): 15-9
16- Politi FAZ, Melo JCP, Migliato KF, Nepomuceno ALA, Moreira RRD, Pietro RCLR. Antimicrobial, cytotoxic and antioxidant activitoes and determination of the total tannin contento f bark extracts Endopleura uchi. Int J Mol Sci 2011; 12(4): 2757-68
17-Bento JF, Noleto GR, Petkowicz CLO- Isolation of na arabinogalactan from Endopleura uchi bark decoction and its effect on HeLa cell.Carbohydrate Polymers 2014;101:871-7
18-Heng QQ, Cao L, Ding G, Wang ZZ, Xiao W- Effect of Guizhi Fuling capsule and combination of active ingredients with uterine myoma. Zhongguo Zhong Yao Za Zhi 2015; 40(11): 220609
19-Yen HR, Chen YY, Huang TP, Chang TT, Tsao JY, Chen BC, Sun MF- Prescription patterns of Chinese herbal products for patients with uterine fibroid im Taiwan: a Nationwide population-based study. J Ethnopharmacol 2015; 171: 223-30
20- Su SY, Muo CH, Morisky DE- Use of Chinese medicine correlates negatively with the consumption of conventional medicine and medical cost in patients with uterine fibroids: a population-based retrospective cohort study in Taiwan. BMC Complement Altern Med 2015; 15:129
21-Ososki A, Lohr P, Reiff M, Balick M, Kronenberg F, Fugh-Berman A, O’Connor B- Ethnobotanical literature survey of medicinal plants in the Dominican Republic used for women’s health conditions. 2002; 79: 285-98




* Ceci Mendes Carvalho Lopes é Assistente Doutora, Especialista em Fito-Ginecologia, da Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. 

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Curso Continuado de Fitoginecologia & Fitoterapia

COMBATE NATURAL AOS MOSQUITOS EM TEMPOS DE ZIKA, DENGUE, CHIKUNGUNYA & ALL

Neem (ou Nim), árvore-maravilha

Profa. Ceci Mendes Carvalho*



            A Azadirachta indica, o Nim (muitas vezes citado, entre nós, sob a forma em inglês, Neem), é uma planta que tem apresentado tantas qualidades, em termos medicinais, como também econômicos, tem sido designada como árvore-maravilha (wonder tree), ou farmácia da natureza (nature’s drugstore)1.
            São citados cerca de cem nomes para essa planta, em revisão feita por autor com atuação no Egito e na Malasia2.
            O Nim é uma árvore perene, original do subcontinente indiano, e reverenciada há milhares de anos. É conhecida desde a pré-história. Seu nome em persa pode ser traduzido como “a árvore livre da Índia”. Conhecem-se citações sobre ele desde mais de 4000 anos atrás. Foi utilizado numa das formas mais antigas de medicina, a medicina Siddha (empregada desde cerca de 10mil anos antes de Cristo, até cerca de 4000 anos AC), entre o povo Tamil, sendo a primeira planta citada por eles, como neem ou margosa. Textos da literatura tâmil, em folhas de palmeira, têm sido bem conservados, existem hoje em bibliotecas em vários pontos do mundo (especialmente na India, Alemanha, Grã-bretanha e Estados Unidos) e, hoje em dia, com os recursos tecnológicos de fotografia e digitalização, tornaram-se acessíveis amplamente, até mesmo pela internet. Nesses textos com freqüência se descrevem plantas medicinais, incluindo não só sua descrição, como incluindo o modo de uso, proporções, partes da planta, etc.3. Em escritos sânscritos antigos é denominado por arishtha, que significa “que cura doenças”. Tem sido utilizado amplamente pelos terapeutas das medicinas ayurvédica e unani, pois, dependendo da parte utilizada da planta, tem capacidade de combater a febre, a dor, e tem várias outras atividades terapêuticas, inclusive como antimalárico e contra a lepra. È também muito eficaz como repelente de vários tipos de insetos. Estudos do formato que se faz no ocidente só se iniciaram após os anos 50, século XX4.
            O nim é uma árvore da mesma família do mogno (Meliaceae), tem crescimento rápido, e se adapta a diferentes climas, mesmo à seca (embora seja de clima tropical), tem copa densa e pode alcançar 20m de altura. Tem sido cultivada em várias partes do mundo, nas Américas, na Alemanha, e, no Brasil, foi introduzida por Belmiro Pereira das Neves, em 1993, como capaz de evitar o uso de agrotóxicos. Ele argumenta que a árvore não só pode ser utilizada na produção de pesticidas, mas também na agricultura familiar, porque oferece sombra e frutos. Tem sido utilizada em projetos de reflorestamento, em substituição aos pinheiros e eucaliptos, porque seus frutos atraem animais e sua cultura é considerada de baixo custo. Comercialmente pode ser aproveitada de vários modos, desde sua madeira, resistente e bonita, como na produção de repelentes, pesticidas e vários tipos de fármacos e cosméticos5.


Uso medicinal do nim


Leia na íntegra clicando abaixo.

sábado, 8 de novembro de 2014

Fitoterapia

Hipérico como tratamento no climatério?

Dra. Ceci Mendes Carvalho Lopes*


          O hipérico, ou hipericão, (Hypericum perforatum), também denominado Erva de São João, é conhecido há cerca de 2000 anos e utilizado para distúrbios emocionais, desde então.  Hoje em dia, é reconhecida sua ação antidepressiva, e, como tal, empregado como tratamento para estados depressivo leves e moderados.
           O nome ‘perforatum’ decorre do aspecto das folhas, que, olhadas contra a luz, parecem apresentar vários pequenos orifícios.
       Embora anteriormente fossem utilizadas plantas selvagens, hoje utilizam-se plantas cultivadas. A parte utilizada são as folhas, flores e botões terminais.  Seus principais componentes são as hipericinas (substâncias do grupo das  naftodiantonas), e as hiperforinas, compostos instáveis, sujeitos a oxidação, aparentemente protegidas disso, na planta, pela presença de flavonóides, e, nos produtos farmacêuticos, pela adição de antioxidantes como o ácido ascórbico. As hipericinas têm atuação antidepressiva, porém podem, na dependência da sensibilidade pessoal, e da quantidade, causar fotossensibilização no usuário. As hiperforinas têm ação antidepressiva mais marcante do que a das hipericinas.
            Os produtos comercias usualmente são apresentados em comprimidos com 300 mg de extrato, padronizado por  90 mg de hiperforina, como ingrediente ativo1.

Saiba mais

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

CURSO DE FITOTERAPIA PARA GINECOLOGISTAS


A Dra. Ceci Mendes Carvalho Lopes, Doutora em Ginecologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, preparou um curso de Fitoginecologia para Médicos Ginecologistas. A razão, além do conhecimento científico robusto no assunto, é a inclusão  de vários fitoterápicos no Sistema Único de Saúde, como medicamentos complementares  ao arsenal tradicional já em uso.

ADVERTÊNCIA:
EVITE A AUTOMEDICAÇÃO .  CONSULTE SEU MÉDICO.  FITOTERÁPICOS, APESAR DE ORIUNDOS DE PLANTAS NATURAIS, NÃO SÃO ISENTOS DE EFEITOS COLATERAIS, CONTRAINDICAÇÕES E POTENCIAIS DANOS A SUA SAÚDE.
                                              -o-o-o-

Politica Nacional de Práticas Integrativas e Complementares

Ceci Mendes Carvalho Lopes

            Muito se tem discutido sobre a utilização de métodos tradicionais de tratamento em diversos problemas de saúde. Há práticas consagradas pelo uso popular, pela tradição, pela observação diária, embora nem sempre apoiada em apreciação com fundamento científico. A opinião da classe médica é de que devem ser avaliadas cuidadosamente, pois, não havendo uma avaliação científica, a confiabilidade é posta em questão.
            A Organização Mundial da Saúde pôs o tema em discussão há bom tempo,  e também o nosso Ministério da Saúde não ficou alheio a essas práticas, colocando em discussão o seu uso. Foram feitas propostas e o assunto foi abordado, inclusive em pesquisa pública.

CLICK ABAIXO  NO  "mais informações" E LEIA O TEXTO COMPLETO

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Artigo para leigos


TPM.  Que será isso?


Dra. Ceci Mendes Carvalho Lopes *


                É mote corriqueiro ver mulheres sendo, com bom ou com mau-humor, acusadas de estarem nervosas, ou sem controle, por “estarem de TPM”. Já virou rótulo. E parece argumento sem resposta, porque redarguir parece só confirmar a ideia do acusador (geralmente do sexo oposto...) de que a moça esteja mesmo descompensada, fora de si, desgovernada. Ou seja, sem razão.
                Afinal, que vem a ser essa coisa horrorosa, motivo de acusação sem defesa?
                Desde a antiguidade é descrito que as mulheres podem sofrer mudanças de comportamento, ou queixas, que se repetem periodicamente, nos dias que precedem a menstruação. Mas somente no século XX foi definido um quadro e lhe foi dado um nome: tensão pré-menstrual. A maioria dos autores prefere chamá-lo de síndrome, ou seja, conjunto de sintomas. Fica, então, SPM, ou STPM (síndrome pré-menstrual, ou síndrome da tensão pré-menstrual).
                Então, são vários sintomas que atingem mulheres, na época antes de menstruar. Isso mesmo! E quais são esses sintomas? Alguns são físicos: inchaço, dor nas mamas, algum ganho de peso (que se perde após menstruar). Alguns são de ordem psicológica: irritabilidade, nervosismo, agitação, depressão. Mas o complicador é que cada pessoa afetada tem um conjunto sintomático diferente, podendo predominar um aspecto, ou outro.
                A grande maioria, embora possa apresentar esse quadro, não o tem de forma muito acentuada. Porém existem casos tão graves que são rotulados como doença psiquiátrica. Felizmente, são muito poucos.
                Mas há muitas medidas que podem ser tomadas para que esse problema deixe de ser um problema, ou, pelo menos, seja atenuado.
                A própria mulher pode, e deve tomar certos cuidados, às vezes bem fáceis. Por exemplo, reduzir a sua ingestão de sal. Essa medida tão simples auxilia muito a reduzir a retenção de água, diminuindo o inchaço e o aumento temporário de peso. Além de que, como as pessoas não incham localizadamente, todos os tecidos, submetidos ao excesso de líquido, ao terem diminuído esse fator, reagem de forma mais uniforme com os dias que não são os pré-menstruais. E, portanto, deixam de existir alguns dos outros sintomas, que podem estar ocorrendo em função desse excesso nas células.
                Por paradoxal que possa parecer à primeira vista, outra medida fácil é beber água. Porque, ao ser eliminada pelos rins leva consigo o excesso de sal em circulação. E, com isso, fica reduzido o acúmulo. É isso mesmo: beber mais água, para inchar menos!
                Restringir alguns alimentos também pode ser útil. Aqueles em que o sal seja um componente importante, como salgadinhos e frios. O motivo é óbvio. Mas outros podem estar envolvidos em outros caminhos metabólicos. É o caso do chá (preto ou mate) e também do chocolate.
                Em alguns casos, massagens podem ser úteis. Especialmente aquelas rotuladas como “de drenagem linfática”. Porque ajudam não só a remover o inchaço, mas também são relaxantes.
                Como o componente emocional é importante, atitudes e atividades que auxiliem seu controle são bem efetivas. Assim, praticar ioga, ou exercícios do tipo tai-chi-chuan. Meditação, também é efetiva. Mas a prática de quaisquer outros exercícios pode ajudar muito, pois eles mobilizam as endorfinas, substâncias produzidas pelo sistema nervoso, que levam a sensação de bem-estar e mesmo de euforia. Claro, eles devem ser realizados conforme a aptidão e a preferência individual (para que causem, de fato, benefício, em vez de deixarem a pessoa ainda mais enervada...).
                Em algumas circunstâncias, pode ser necessário medicar. Como o quadro da síndrome é muito variável, o médico deverá avaliar caso a caso. Mas ele só poderá saber fazer esse trabalho se a pessoa que o procura lhe fornecer todas as informações. Uma boa ideia é levar anotadas as queixas, para não se esquecer de mencioná-las durante a consulta. De acordo com a avaliação, o profissional tem um farto leque de opções. Nem sempre vai obter a resposta desejada, portanto deve haver um retorno, com as informações sobre o efeito do tratamento.
                A escolha poderá recair sobre um contraceptivo hormonal, por exemplo. Costuma resolver muitos casos, porque a dose diária, sempre igual, propicia certa uniformidade da reação do organismo. Além da vantagem de promover o controle adequado do ciclo menstrual e da fertilidade (quando desejáveis). No entanto, há mulheres em que há aumento dos sintomas com esse tratamento, pois a reação também é individual.
                Em alguns casos, podem ser prescritos diuréticos, que irão promover redução do inchaço. Mas também podem influenciar sobre a pressão arterial e sobre o equilíbrio do metabolismo de algumas substâncias importantes, como sódio e potássio.
                Para aplacar os sintomas nervosos, muitos medicamentos atuantes sobre o sistema nervoso podem ser úteis: tranquilizantes, antidepressivos, e outros. Porém todos eles têm seus prós e contras.
                Vários medicamentos fitoterápicos são de grande ajuda. Por exemplo, óleos ômega-6, como o óleo de borragem ou de prímula, que agem regularizando o metabolismo em vários setores do organismo. Ou fitomedicamentos atuantes sobre o metabolismo nervoso, como ansiolíticos (exemplos bons são a Passiflora e a Valeriana) ou antidepressivos (como o Hiperico). São efetivos e com muito poucos efeitos adversos. Mas isso não significa que não os tenham...
                Os benefícios que se podem obter com a acupuntura são grandes, em alguns casos. Lamentavelmente, não para todos.
                Enfim, a Síndrome Pré-menstrual não é o monstro que merece o rótulo que chega a ser folclórico, mas não é para ser menosprezada, nas pessoas incomodadas por ela. Desaconselhamos a automedicação, pois deve ser bem avaliada, por profissional competente, que poderá tratá-la, se necessário, com vistas a prover melhor qualidade de vida à mulher e aos seus circunstantes. 

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* Dra. Ceci Mendes Carvalho Lopes 
Doutora em Ginecologia, faz parte do Staff da Clínica Ginecológica do HCFMUSP
Especialista em Fitoginecologia. 

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Fitoginecologia – Aspectos Práticos

Centro de Convenções Rebouças

9, 10 e 11 de novembro de 2010.


Curso com a chancela da Sobrafito – Associação Médica Brasileira de Fitomedicina.





Assuntos:
Fitoterapia em Ginecologia com ênfase no uso em vulvovaginites, tensão pré-menstrual e dismenorréia, na transição menopausal e na pós-menopausa, climatério e outras aplicações.





Veja entrevista com a Dra. Ceci Lopes no Blog Notícias e Eventos





P R Ê M I O S DURANTE O CURSO
-Os participantes concorrerão ao sorteio de diversos exemplares de literatura médica específica de Fitoginecologia por cortesia da Livraria Atheneu, no final das sessões do curso, durante todos os dias.
-Sorteio de inscrições para o VCongresso Brasileiro de Fitomedicina em março de 2011 - Sobrafito
-Sorteio de convites para I Encontro de Amigos da Fitomedicina ( 4 dezembro 2010).
-Sorteio de Inscrições para a 5a. Jornada de Obstetrícia e Ginecologia da USP
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Inscrições On Line(ENCERRADAS)Inscrições diretamente no local.


Atenção :
Sócios da SOBRAFITO que não são associados à FEBRASGO/SOGESP podem fazer inscrição pelo preço da categoria Médicos Associados, apenas no local, comprovando estar quite com a SOBRAFITO.

NO LOCAL
Médicos residentes R$ 80,00

Sócios Febrasgo/Sogesp(*) R$ 140,00

Médicos não sócios R$ 260,00

(*) observação - Sócios adimplentes da Febrasgo ou entidades estaduais federadas à Febrasgo. Lembre-se que a inscrição faz a checagem através do CPF diretamente no cadastro da Febrasgo. As entidades estaduais é que mantém esse cadastro atualizado. Caso não consiga realizar a sua inscrição on line entre em contato conosco.

Maiores informações eventosginecologia@hcnet.usp.br
fone fax 11 3069 7192 Sra. Eunice
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Programa do Curso - 09, 10 e 11 de Novembro de 2010


09/11/2010 - terça-feira


18:30 -19:00 Secretaria – Inscrições e material
19:30 - 20:15 Fitoterapia: Conceitos Gerais - Eduardo Pagani - SOBRAFITO
20:15 - 20:30 Discussão
20:30 - 21:00 Coffee Break

21:00 - 21:45 Fitoterapia: O que mostram as Evidências - Eduardo Pagani - SOBRAFITO
21:45 - 22:00 Discussão

10/11/2010 - quarta-feira

18:30 -19:00 Secretaria

19:30 - 20:15 Fitoterápicos em Vulvuvaginites - Lana Maria Aguiar - HCFMUSP

20:15 - 20:30 Discussão

20:30 - 21:00 Simpósio patrocinado ACHÉ ("snack box").
Palestra com o Dr. Odair Albano

Médico Ginecologista/obstetra formado pela Unicamp/TEGO-FEBRASGO/ Administração em Saúde (FGV-SP)
Especialista em Fitomedicamentos.
Autor de capítulo do livro "Fitomedicamentos na Prática Ginecológica e Obstétrica" da Dr. Sonia Maria Rolim Rosa Lima - Editora Atheneu e também em capítulo no livro "Fitoestrogênios" do Dr. Edmund Baracat; Geraldo R. de Lima e Mauro Abi Haidar.

Secretário de Saúde Campinas, Vice Presidente COSEMS-SP, Conselheiro CES-SP e membro C.T.MS (1997-2000)
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Continuação do programa do dia 10/11

21:00 - 21:45 Sexualidade Feminina e fitoterápicos. - Sonia Maria Rolim Rosa Lima- FCMSCSP

21:45 - 22:00 Discussão

11/11/2010 - quinta-feira

18:30 -19:00 Secretaria
19:30 - 20:15 Fitohormônios nas transição menopausal e na pós-menopausa - José Maria Soares Junior - UNIFESP

20:15 - 20:30 Discussão

20:30 - 21:00 Coffee Break

21:00 - 21:45 Tensão Pré-Menstrual e Dismenorréia. - Lucia de Fátima Cahino da Costa Hime / UNISA

21:45 - 22:00 Discussão

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Entrevista com a Dra. Lúcia Hime, palestrante do Curso de Fitoginecologia , UNISA.

1-Doutora Lucia, a senhora vem utilizando fitoterápicos no seu dia-a-dia como ginecologista? Qual a sua impressão?


Como autêntica nordestina sempre tive as plantas fazendo parte do arsenal de substâncias utilizadas no tratamento das mais variadas afecções. Claro tudo feito de maneira observacional. A partir do momento que começamos a encontrar evidências científicas que comprovam o que antes era só observacional o meu interesse ficou cada vez maior e desde então introduzi a prescrição de fitoterápicos na minha vida médica.
Quanto a minha impressão, acho que a crença do médico é passada para os seus pacientes portanto a partir do momento que acredito meus pacientes se sentem seguros e em raras situações não aceitam a prescrição.

2-Doutora Lucia, a senhora utilizou óleo de borragem como tratamento do climatério nos seus estudos tanto para seu mestrado, como para seu doutorado. Quanto isso mudou a sua conduta no caso do atendimento dessas pacientes, desde então?

Não falaria que mudou minha conduta. Diria que encontrei mais uma opção para o tratamento dos sintomas do climatério.

3-A senhora acha que, no dia-a-dia do ginecologista, há lugar para o uso de fitoterápicos, com vantagem em relação a outros medicamentos?

Acho que a prescrição de fitoterápicos de maneira consciente e com respaldo científico encontra lugar de destaque no dia a dia do ginecologista. Acho que nenhum medicamento apresenta vantagem em relação ao outro. Cada um tem sua indicação precisa.

4-A senhora, como chefe da clínica ginecológica na UNISA, tem muito contacto com alunos e residentes. Qual a sua impressão sobre a aceitação por parte desses jovens, sobre os fitoterápicos? É diferente do que a senhora observa, quanto a profissionais mais antigos?

Sim. Nos dias atuais existe um interesse cada vez mais crescente por terapias não consideradas convencionais . Na faculdade temos ambulatório de acupuntura e de fitoterapia e percebemos uma grande procura por parte dos alunos. Estamos pensando em criar cursos de extensão na universidade para que possamos oferecer capacitação.

5- Qual a sua opinião em relação à formação das novas gerações, quanto aos fitoterápicos? Mudanças curriculares? Cursos independentes?

Na minha opinião deveríamos ter dentro da grade curricular do curso de medicina a disciplina de fitoterapia. É muito importante que se ensine o mecanismo de ação e a prescrição. Acho que só dessa forma vamos parar de ouvir a frase irritante “ Se bem não faz, mal não faz”.


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Profa Dra Sônia Maria Rolim Rosa Lima
Profa Adjunta do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia
Faculdade de Ciências Médicas Santa Casa de São Paulo
Pioneira em Fitoginecologia e autora de vários livros sobre o assunto.


1- Dra Sonia, a senhora tem o primeiro ambulatório de fitoterapia em ginecologia num serviço universitário no Brasil. Qual a sua impressão sobre o interesse e a procura dessa terapia por parte das pacientes?

Realmente, nos últimos anos, muito se tem ouvido falar sobre medicamentos que possuem como característica comum serem derivados de produtos ativos de plantas: os fitomedicamentos. Vale lembrar que no Brasil, em 2005, a 11a Conferência Nacional de Saúde recomendou, com ênfase, a implementação de Programa de Fitoterapia na rede pública, com regularização do uso de plantas medicinais, garantindo parcerias com Universidades para pesquisas e controle de qualidade, sob a fiscalização da Vigilância Sanitária. Recomendou, ainda, a regulamentação da produção e comercialização de produtos fitoterápicos e plantas medicinais, bem como a implementação de programas de incentivo ao desenvolvimento de projetos de fitoterapia e o fomento à implantação de laboratórios fitoterápicos, inseridos dentro da política de assistência farmacêutica do Estado.
Em decreto publicado no DOU, em 18.02.2005, foi criado o Grupo de Trabalho Interministerial com o objetivo de formular a proposta da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, o que demonstra a preocupação do Estado com essa área da terapêutica, ainda pouco explorada de forma científica, no país.
Desde 1998, após a participação no Encontro Anual de Especialistas da Sociedade Norte Americana de Climatério (NAMS), o interesse pelos produtos derivados de princípios ativos provenientes de plantas foi-nos despertado e pudemos observá-lo, também, entre os profissionais de saúde dos Estados Unidos e do mundo, apesar de ser assunto de sobejo discutido no continente europeu. Trouxemos então a proposta de abrir linha de Pesquisa sobre o tema e tivemos a aprovação do Curso de Pós-Graduação do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Quanto à criação do Ambulatório foi consequência do fato de termos alunos interessados também em fazer pesquisa científica e teses no assunto. Existe também excelente demanda e aceitação por parte das mulheres que procuram e participam dos trabalhos de pesquisa.

2- Em quais situações há maior procura e necessidade do tratamento com fitoterápicos?

Parafraseando as palavras do saudoso Professor José Júlio de Azevedo Tedesco “Considerando-se que os medicamentos sintéticos tiveram sua origem há pouco mais de cem anos, verifica-se que a arte de curar e, dentro deste contexto, a história da própria Medicina, está intimamente ligada ao uso das plantas medicinais. Desde a mais remota Antigüidade, as plantas medicinais fazem parte do arsenal terapêutico do curador. Em escritos considerados os mais antigos, há cerca de 3000 anos a.C os chineses faziam referências à raiz do ginseng como a cura para todos os males; relatavam, ainda, o uso do ruibarbo, do acônito e da cânfora. Hipócrates (460 – 377 a.C.), considerado o “pai da Medicina”, seguido de outros como Dioscórides e Galeno, indicava, para cada doença, ao lado de tratamentos considerados adequados, o tratamento vegetal correspondente. Assim evoluiu o uso de fitomedicamentos até os dias atuais. Em 1978 a Organização Mundial de Saúde, levando em consideração o uso histórico dos vegetais, a facilidade de obtenção, o baixo custo e os efeitos benéficos, determinou o início de programa mundial com o objetivo de avaliação e utilização destes métodos naturais para a cura das doenças”.
Portanto podemos dizer que, em todas as especialidades médicas há medicamentos fitoterápicos que podem ser indicados.



3- Quais as principais vantagens no uso desses fitomedicamentos?


Trata-se de medicamentos então acreditamos que o conhecimento de suas indicações e contra-indicações devam ser respeitadas. A aceitação e a adesão por tratamento com fitoterápicos são altas. O médico deverá saber qual a terapia mais indicada para cada caso. Somos a favor do conhecimento de todas as opções terapêuticas reconhecidas pelos órgãos governamentais sempre visando o melhor para nossa paciente.


4- Qual a sua opinião sobre a possibilidade de desenvolvimento de novos produtos, a partir do uso em ambulatório universitário?

Muito interessante e creio que tal prática deva ser incentivada; novas pesquisas deverão se realizadas em parceria com Laboratórios conceituados, após prévia análise e aprovação dos respectivos Comitês de Ética das Instituições de Ensino.


5- A indústria farmacêutica tem sido acusada de ser contra a fitoterapia, porque plantas não podem ser patenteadas. No entanto, grande número de medicamentos é originado de plantas. Qual sua opinião?

Quando verificamos o grande número de medicamentos derivados de plantas produzidos por Indústrias Farmacêuticas de renome nacional e internacional, reconhecidas pelos Órgãos competentes no Brasil, causa-me estranheza tal afirmação. Creio que deva ser oriunda de pessoas mal informadas.


6-Como docente de uma das mais respeitadas Faculdades de Medicina do país, o que pensa sobre o interesse dos alunos de medicina sobre os fitoterápicos?


Creio ser dever de todo Professor mostrar de modo franco e honesto as indicações e contra-indicações de qualquer medicamento. Procuramos desenvolver em cada um o senso crítico, mostrando as diferentes opções terapêuticas. Sabemos que, grande parte da cura depende da adesão ao medicamento, e este fato relaciona-se diretamente com o modo de atendimento do médico responsável. O conhecimento do uso, as explicações competentes das características próprias cada medicamento são fatores primordiais no sucesso terapêutico. O Professor interessante e interessado pode passar estas recomendações de modo claro e transparente. Notamos interesse crescente dos alunos no tema.



7- Quais sugestões faria no intuito de aumentar o conhecimento desse ramo na classe médica?


Há necessidade de incremento da parceria entre Laboratórios e Centros de Pesquisa e Ensino de Pós-Graduação. Há produtos já regulamentados e muitos outros em fase de pesquisa. O incentivo governamental também é fundamental. Voltando a minha primeira resposta: “....recomendou, ainda, a regulamentação da produção e comercialização de produtos fitoterápicos e plantas medicinais, bem como a implementação de programas de incentivo ao desenvolvimento de projetos de fitoterapia e o fomento à implantação de laboratórios fitoterápicos, inseridos dentro da política de assistência farmacêutica do Estado.” Creio que os setores citados deveriam seguir esta recomendação!



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Entrevista com a Dra. Lana Maria de Aguiar – Assistente Doutora e Chefe do Setor de Patologia Vulvar da Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da FMUSP.
Dra Lana participa do Fitoginecologia em novembro falando do uso de Fitoterápicos em vulvovaginites.





1) Qual é a sua impressão sobre o uso de fitoterápicos para o tratamento de afecções vulvares?


Quando tratamos as doenças vulvares, muitas vezes lançamos mão de fitoterápicos, que associados a antibióticos, antifúngicos, antivirais e outros medicamentos pertinentes para cada caso. Essa abordagem é o que se denomina atualmente a terapia integrativa. Uma terapêutica mais abrangente.


2) Qual sua opinião e experiência com o uso de fitoterápicos em outros problemas do trato genital inferior?

Muitas vezes algumas doenças vaginais (como as leucorréias / corrimentos) são tratadas com medicação fitoterápica, quer seja por via vaginal, quer seja para banhos de assento, externos, fazendo o tratamento da região vulvovaginal. A nossa experiência é maior com o uso de fitoterápico na região externa (vulva)

Costuma utilizar os fitoterápicos em outras situações? Quais?

Além das afecções vulvares, principalmente ligadas ao prurido vulvar e prurido sistêmico, nas quais podemos usar um fitoterápico (óleo de prímula), também o usamos na dor mamária (mastodínia ou mastalgia), tensão pré-menstrual e climatério

Qual o seu conselho aos mais jovens em relação aos fitoterápicos?

Penso que a medicina integrativa seja uma forma válida de melhorar as condições das pacientes. Acredito que em doenças com condutas bem estabelecidas, como as DSTs (doenças sexualmente transmissíveis ), por exemplo, não devamos trocar o antibiótico ou antiviral já recomendado e reconhecido. Em algumas eventualidades, no entanto, podemos usar a terapia fitoterápica associada a chamada terapia convencional conjuntamente e com reais benefícios às pacientes.

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Conceitos novos - Aprendendo

A Medicina Integrativa é a prática terapêutica que aborda de forma integral e completa o processo de cura do paciente, envolvendo sua mente, corpo e espírito. Ela combina a Medicina Convencional com as práticas de Medicina Complementares, que tenham se mostrado mais promissoras. Exemplo: usar conhecimentos de relaxamento para reduzir o estresse durante a quimioterapia


Dr Paulo de Tarso Lima



Médico Responsável pelo Setor de Medicina Integrativa e Complementar do Programa Integrado de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo/SP.
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Reciclagem em Ginecologia Baseada em Evidências
Centro de Convenções Rebouças – São Paulo


Atualize-se no sábado de manhã e ainda aproveite a tarde para o seu lazer!

Programas registrados na CNA - Comissão Nacional de Acreditação

Pontuação 2,5 pontos. Cadastro no. 21009.

INSCREVA-SE AQUI (Inscrições on line somente até dia 8 de dezembro).



INSCRIÇÕES

Residentes com comprovação - R$ 80,00

Sócios Sogesp/ Febrasgo(*) - R$ 150,00

Não sócios - R$ 260,00

(*) observação - Sócios adimplentes da Febrasgo ou entidades estaduais federadas à Febrasgo. Lembre-se que a inscrição faz a checagem através do CPF diretamente no cadastro da Febrasgo. As entidades estaduais é que mantém esse cadastro atualizado. Caso não consiga realizar a sua inscrição on line entre em contato conosco.


Maiores informações eventosginecologia@hcnet.usp.br
fone fax 11 3069 7192 Sra. Eunice


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Programa Reciclagem - 11 de Dezembro de 2010

Módulo : Ginecologia Endócrina, Infertilidade e Menopausa


Supervisão: Edmund Chada Baracat

Coordenação: Angela Maggio da Fonseca/ Paulo Serafini/ Vicente Renato Bagnoli

08:30-10:30 Sessão 1 - Coordenador Edmund Chada Baracat

08:30-08:50 Genitália Ambígua - Como proceder? - Vicente Renato Bagnoli - FMUSP

08:50-09:10 Amenorréia Marcos Felipe Silva de Sá - FMRP-USP

09:10-09:30 Sangramento disfuncional do endométrio - Como
conduzir? - José Maria Soares Júnior - UNIFESP

09:30-09:50 Hirsutismo e Acne - Poli Mara Spritzer - UFRGS

09:50-10:10 Infertilidade no dia-a-dia do Ginecologista - Paulo Serafini - FMUSP

10:10-10:30 Discussão

10:30-11:00 Coffee Break

11:00-13:00 Sessão 2 - Tsutomu Aoki

11:00-11:20 SOP e Infertilidade - Como proceder? Carlos Roberto Izzo - FMUSP

11:20-11:40 Osteopenia e Osteoporose - Angela Maggio da Fonseca - FMUSP

11:40-12:00 Androgênios na pós menopausa - Cesar Eduardo Fernandes - FMABC

12:00-12:20 TH na pós menopausa - Estado atual - José Mendes Aldrighi – Santa Casa SP

12:20-12:40 TH e mama - Afonso Celso Pinto Nazário - UNIFESP

12:40-13:00 Discussão