terça-feira, 7 de dezembro de 1999

Ação dos análogos do GnRH na estrutura do leiomioma uterino de mulheres nuligestas

Pós-Graduando: Nilo Bozzini
Orientador: Domingos Auricchio Petti
Data de Defesa: 07/12/1999

Foram estudadas no Depto. de Obst. e Gin. do HC/FMUSP, no período de 1994 a 1998, 67 mulheres portadoras de leiomiomas do útero com idade de 24 a 39 anos, nuligestas e desejosas de gravidez. Destas, 31 receberam goserelina 3,6mg a cada 28 dias durante 6 meses (grupo I) e 36 não receberam medicação (grupo II ou controle). Das pacientes que receberam medicação, 16 apresentaram redução volumétrica igual ou menor a 36% (subgrupo Ia) e outras 15, redução maior do que 36% (subgrupo Ib). Todas foram submetidas à miomectomia e os nódulos foram encaminhados para estudo anatomopatológico. Um único leiomioma de cada mulher foi submetido ao estudo histoquímico e imuno- histoquímico para avaliação das concentrações de receptores de estrógeno e progesterona, de vasos sanguíneos, de colágeno, do AgNOR e da celularidade. Observou-se que o grupo que apresentou maior redução volumétrica após o uso dessa medicação mostrou variações de concentração de receptores de estrógeno (p<0,001) e de progesterona (p=0,019), de vasos sanguíneos (p=0,060), de colágeno (p=0,048), do AgNOR (p=0,321) e do número de células (p=0,221) em relação a outro subgrupo Ia e ao grupo II (grupo controle). Como conclusão, observou-se que o análogo do GnRH está relacionado à diminuição da concentração de receptores de estrógeno, porém não apresentou influência uniforme nos receptores de progesterona, nos vasos sanguíneos, no colágeno e na celularidade desse tumor.

sexta-feira, 29 de outubro de 1999

Contribuição ao estudo de um modelo de atendimento à adolescente no sistema público de saúde

Pós-Graduanda: Albertina Duarte Takiuti
Orientador: Laudelino de Oliveira Ramos
Data de Defesa: 29/10/1999

O programa saúde do adolescente da Secretaria de estado da Saúde de São Paulo, desde 1987, vem desenvolvendo um modelo de atendimento a adolescentes em Centros de Saúde do sitemas único de saúde SUS e em ambulatórios de serviços universitários, caracterizando-se pelo enfoque e preventivo, vinculado à família e à comunidade.
O programa implantou, até 1993, 35 serviços, dentre eles o Ambulatório de Ginecolgia da Adolescente do HC/FMUSP(AGAHC), serviço do Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti, sendo que de 1987 a 1993 realizaram-se 56.000 atendimentos. Até 1998, estavam implantados 112 serviços para ambos os sexos, destacando-se, desse total, cinco Casas do Adolescente, e foram realizados 175.000 atendimentos.
O universo de atendimentos analisados nesta tese constituiu-se de 3.097 prontuários, 1.800 do AGAHC e 1.297 de 4 serviços da rede pública, nos períodos de 1987 a 1993 e de 1994 a 1998.
As adolescentes que procuram os serviços tem idade entre 15 e 17 anos, em sua maioria são solteiras, moram com a família, são paulistas, tem 1º grau incompleto (embora haja adolescentes com 2º grau e universitárias), tiveram menarca entre 12 e 13 anos, iniciaram atividade sexual entre 15 e 17 anos, conhecem os métodos anticoncepcionais em maior porcentagem do que os utilizam e expressam dualidade/ambigüidade em relação às questões da sexualidade.
Em relação aos resultados alcançados em termos de prevenção, destacam-se a inserção do parceiro da mulher adolescente nos amblatórios e grupos educativos dos serviços estudados, devido crescimento em até oito vezes do uso do preservativo masculino, entre 1987 e 1998, número substancialmente superior ao alcançado por parceiros de mulheres adultas - e o direito das adolescentes realizarem citologia oncótica gratuitamente.
Foi possível implantar e implementar, no estado de São Paulo, uma política pública de juventude na área de saúde que proporcionou abertura de espaços de atendimento integral à saúde física, psicológica e social das adolecentes.
Os serviços analisados criaram modelo de atendimento universalizado, integral e multiprofissional. Desenvolveram ações intersetoriais com participação comunitária e integradas aos sistemas de referência e contra-referência universitários, realizaram ações de prevenção primária, secundária e terciária, favorecendo e incentivando o protagonismo da mulher adolescente atendida em favor de seus plenos direitos de cidadania em relação não somente à sua saúde, como também à sua vida.

terça-feira, 10 de agosto de 1999

Tratamento de mulheres portadoras de incontinência urinária de esforço através de cones vaginais: avaliação clínica e ultra-sonográfica

Pós-Graduando: Jorge Milhem Haddad
Orientador: Prof. Dr. Ricardo Muniz Ribeiro
Data de defesa: 10/08/1999
No período de janeiro de 1996 a outubro de 1997 foram estudadas 25 mulheres com incontinência urinária de esforço atendidas na Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e no Setor de Uroginecologia do Centro de Referência da Saúde da Mulher e Nutrição, Alimentação e Desenvolvimento Infantil. O objetivo foi o de avaliar o tratamento de mulheres portadoras de incontinência urinária de esforço utilizando cones vaginais nas fases passiva (primeira fase) e ativa (segunda fase), através da queixa clínica, avaliação funcional do assoalho pélvico, "pad test", cone passivo e ativo, posição e amplitude de deslocamento do colo vesical ao ultra-som. Na fase passiva, a paciente introduzia na vagina, o cone de maior peso que resultasse em uma sensação de perda do dispositivo, sem que ocorresse a sua exteriorização, na ausência de contração voluntária da musculatura do assoalho pélvico. A paciente deveria permanecer com este cone na vagina deambulando por 15 minutos, duas vezes ao dia, sem contração voluntária dos musculos do assoalho pélvico. A fase ativa iniciava-se com o cone de maior peso que a paciente era capaz de reter na vagina por período de um minuto com contração voluntária dos músculos do assoalho pélvco. A paciente efetuava 30 contrações voluntária de 5 segundos alteranadas com outros 5 segundos de relaxamento, duas vezes ao dia. Cada fase foi realizada por um período de três meses. Os resultados revelaram que 57,1% das pacientes apresentavam-se curadas ao final do tratamento e 33,3% delas melhoraram e estavam satisfeitas, não solicitando outra alternativa terapêutica. No grupo das pacientes que solicitaram outra alterantiva de tratamento encontrava-se 4,8% das pacientes e este mesmo percentual foi encontrado no grupo das que não apresentaram melhora da perda urinária. Verificou-se também que no final da fase passiva, 8,3% das pacientes apresentavam-se curadas e apenas 4,2% não apresentaram melhora da perda de urina.
Concluímos que, o tratamento de mulheres com incontinência urinária de esforço através de cone vaginal nas fases passiva e ativa foi efetivo, com melhora significativa da queixa clínica. Na fase passiva, houve melhora significativa da avaliação funcional do assoalho pélvico, "pad test", amplitude de deslocamento e posição do colo vesical à ultra-sonografia. Na fase ativa, houve melhora significativa da avaliação funcional do assoalho pélvico e posição do colo vesical à ultra-sonografia. Por outro lado, a melhora nos valores do "pad test"e da amplitude de deslocamento do colo vesical ao ultra-som não foi significativa.

sexta-feira, 6 de agosto de 1999

Efeitos no metabolismo lipídico em usuárias da associação acetofenido de dihidroxiprogesterona 150mg e enantato de estradiol 10mg como método anticoncepcional injetável

Pós-Graduando: Waldyr Muniz Oliva Filho
Orientador: Dr. Nilson Roberto de Melo
Data de defesa: 06/08/1999
Realizou-se estudo prospectivo em 27 mulheres com idade entre 18 e 33 anos, que iniciaram o uso da associação acetofenido de dihidroxigesterona (DHPA) 150mg e enantato de estradiol (EEn) 10 mg como método contraceptivo injetável mensal. Foram analisados os efeitos sobre o metabolismo lipídico antes do uso do contraceptivo e ao final do terceiro, sexto e décimo segundo ciclos, nos seguintes parâmetros: colesterol total, HDL-C, LDL-C, VLDL-C, triglicérides, Índice de Castelli I e II, Apo-A-I, Apo-B e Lp(a). Alterações estatisticamente siginificativas, com nível de erro de 5% (p<0,05) ocorreram: no colesterol total que apresentou diminuição no sexto e décimo segundo ciclos; na LDL-C que mostrou redução no terceiro, sexto e décimo ciclos; Índice de Castelli I que apresentou diminuição no terceiro ciclo e no Índice de Castelli II onde ocorreu redução no terceiro e décimo segundo ciclos. Não foi verificada alteração siginificativa nos valores de HDL-C, VLVL-C, triglicerídeos, Apo-A-I, Apo-B e Lp(a).