quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Novo diretor geral da Organização Panamericana de Saúde será escolhido hoje


Nessa quarta-feira 19 de Setembro de 2012, os Estados-Membros da Organização Panamericana de Saúde vão eleger um novo Diretor-Geral, dentre os três seguintes candidatos:

     Caroline Chang Judith Campos - Equador
     Carissa Etienne Faustina - República Dominicana
     Socorro Gross Galiano - Costa Rica

Os três candidatos foram selecionados a partir de nominações de todos os Estados-Membros, num processo que se iniciou em 2011.

A pessoa eleita começará seu mandato de cinco anos em 1 de fevereiro de 2013, substituindo a Dra. Mirta Roses Periago da Argentina, que foi Diretora da OPAS, desde 1 de Fevereiro de 2003.

Entre os ex-diretores da OPAS incluem-se:  Sir George Alleyne (1995-2003), Dr. Carlyle Guerra de Macedo do Brasil (1983-1995), Dr. Héctor Acuña (1975-1983), o Dr. Abraham Horwitz (1959-1975), o Dr. Fred Soper (1947-1959), o Dr. Hugh Cumming (1920-1947), Dr. Rupert azul (1912-1920) y Dr. Walter Wyman (1902-1911). A OPAS, que celebra o seu 110 º aniversário neste ano, é a organização mais antiga do mundo voltada à saúde pública e serve como Escritório Regional da OMS para as Américas.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

28a. Conferência da Organização Panamericana de Saúde


Começa hoje, 17 de setembro de 2012, Washington D.C, a 28a. Conferência da OPAS. Ministros de Saúde de todas as nações da América estarão reunidos até o dia 21, sexta-feira.

Além de analisar as conquistas e desafios sanitários dos 48 países e territórios que compõem o nosso continente as delegações vão eleger o novo  diretor geral do órgão para um mandato de 5 anos que se inicia em 1 de fevereiro de 2013. O novo diretor eleito vai suceder a Dra. Mirta Roses Periago, da Argentina, que ocupa o cargo já por dois mandatos, desde fevereiro de 2003.

A OPAS é a organização de Saúde mais antiga do mundo, completando em 2012, 110 anos. Suas reuniões gerais acontecem a cada 5 anos e vários balanços e políticas são analisadas e definidas nessas ocasiões.

Nesse ano serão analisados os progressos nos últimos dez anos em toda a região, incluindo o controle de doenças não-transmissíveis, vacinação, AIDS/HIV, mortalidade materna, gravidez na adolescência, assistência a infância, saneamento público, controle e qualidade de água, entre vários outros assuntos.

A Conferência também deve rever a organização da ajuda humanitária/sanitária em caso de grandes desastres, naturais ou não, nos países do continente.

Outro ponto curioso é a indicação do Campeão da Saúde, um premio que distingue e reconhece figuras públicas que, através do seu prestígio e reconhecimento, nacional ou internacional, trabalham e intercedem pela saúde pública, programas vacinais. Na galeria dos campeões estão:



  • Ricardo Montaner
  • Fernando Sendra
  • Mario Kreutzberger - "Don Francisco"
  • Sesame Workshop
  • Mercedes Sosa
  • Jon Secada
  • Heather Mills
  • Mauricio de Sousa (Brasil)
  • Ronaldinho Gaúcho (Brasil)
  • José José
  • Jerry Rivera
  • Fundación Selva Negra
  • Shaila Durcal
  • Luis Enrique
  • Conferência da OPAS


    O impacto das doenças não transmissíveis nas Américas.


    Dados obtidos nos 48 países e territórios das Américas, entre 2007 e 2009 mostram que as doenças não transmissíveis são as líderes como causa de morte, respondendo por 76% de todas as mortes naquele período.
    Em um aspecto mais pernicioso, essas mesmas doenças são responsáveis por 44% de mortes que ocorrem em pessoas com menos de 70 anos. Nos países de baixa renda o índice é de 52%, comparativamente aos 35% observados nos países de alta renda.
    Na 28ª edição da Conferência da OPAS desse ano o diabetes mellitus está em foco, pela sua alta prevalência. Estima-se que no continente americano existam em torno de 55 milhões de pessoas vivendo com diabetes. Anualmente as mortes estimadas em função direta do diabetes chegam a 242.000, divididos entre 132.000 no sexo feminino e 110.000 no sexo masculino. As taxas de mortalidade por país, quando disponíveis, são bastante díspares, tais como 12,28% na Argentina, 38,49% no Brasil e 83,52% no México.
    Dez porcento das mortes pelo diabetes são totalmente evitáveis, pois ocorrem em pessoas com menos de 50 anos Nesse particular as taxas nos diversos países do continente, são bastante variáveis como pode ser visto no mapa abaixo.





    Nas doenças não transmissíveis existem quatro fatores de risco comuns a todas. Todos os quatro fatores são altamente passivos de prevenção por mudança de hábito: o uso do tabaco, a  inatividade física, a dieta inadequada e o uso excessivo do álcool.  

    Essa combinação de quatro fatores leva também a quatro situações metabólicas extremamente negativas: elevação da pressão arterial, obesidade, elevação do colesterol e elevação da glicose.   

    sexta-feira, 14 de setembro de 2012

    CONGRESSOS PELO MUNDO - IUGA 2012 - Uroginecologia



    Na semana passada, entre 4 e 8 de setembro aconteceu em Brisbane, Austrália, o 37th Annual Meeting da International Urogynecological Association – IUGA.

    Entre muitos assuntos palpitantes dessa área em expansão, a Uroginecologia estiveram em pauta as telas e suas controvérsias, a síndrome da dor pélvica crônica na mulher (assunto em franca expansão nas pesquisas), novas técnicas diagnósticas e terapêuticas, sexualidade,  controvérsias dos traumas do assoalho pélvico e vários outros assuntos.                   

    No campo das telas muito se discutiu e muito ainda será discutido, notadamente depois de dois fatos fundamentais e históricos nesse particular: as medidas restritivas do FDA americano, no sentido de endurecer as regras e exigências de estudos e pesquisas para o licenciamento e aprovação de produtos nessa linha (no dizer do Dr. Willy Davila, em aula aqui no Brasil, o ato do FDA foi o equivalente a “um trem expresso que abruptamente se deteve”) e a decisão da Johnson & Johnson de retirar do mercado vários de seus produtos de tela para a cirurgia do prolapso.

    Os dois fatos, embora permeados de várias razões comerciais e judiciárias, intrinsecamente relacionadas pela avalanche de complicações e ações judiciais, notadamente nos Estados Unidos, ainda vão repercutir pelo mundo todo na reavaliação de quando, o que, em quem, porquê e por quem, tais dispositivos possam/devam ser ou não utilizados.

    Não adianta espernear, os dispositivos antes de chegarem ao mercado, baseados apenas numa “equivalência substancial”, muitas vezes presumida apenas, deverão sim,  se submeter aos mesmos requisitos de evidência e segurança clínica, através de estudos robustos randomizados e controlados, exigidos de novas drogas. Diga-se, ainda, para as drogas e medicamentos, o sistema, apesar de rigoroso, ainda não é ideal, tendo em vista vários exemplos recentes de drogas retiradas, após largo tempo uso e constatação de efeitos perniciosos que escaparam ao sistema inicial de licenciamento original.

    No caso dos dispositivos, não apenas as telas para prolapso justificam essa atitude mais rigorosa dos órgãos regulatórios e licenciadores, mas também as recentes evidências de sérios problemas com as próteses de mama PIP,  próteses de quadril DePuy, para apenas citar alguns exemplos.

    Em próximas matérias abordaremos os temas da dor pélvica crônica na mulher e, no âmbito das controvérsias em uroginecologia, os desafios do diagnóstico do trauma do músculo  elevador do ânus.

    Nesse particular o papel dos exames de imagem, com indicação e custo/benefício ainda não consensual na sua aplicação clínica. 

    A importância e acuracidade de tais exames ainda devem se pautar com a comparação do achado anatômico real em cadáveres frescos, o “gold standard” da anatomia,  para a demonstração de traumas, avulsões e outros achados da complexa região do assoalho pélvico e seus órgãos correlatos. Como se diz popularmente "ainda existe muita estrada pela frente"!