segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Conferência da OPAS


O impacto das doenças não transmissíveis nas Américas.


Dados obtidos nos 48 países e territórios das Américas, entre 2007 e 2009 mostram que as doenças não transmissíveis são as líderes como causa de morte, respondendo por 76% de todas as mortes naquele período.
Em um aspecto mais pernicioso, essas mesmas doenças são responsáveis por 44% de mortes que ocorrem em pessoas com menos de 70 anos. Nos países de baixa renda o índice é de 52%, comparativamente aos 35% observados nos países de alta renda.
Na 28ª edição da Conferência da OPAS desse ano o diabetes mellitus está em foco, pela sua alta prevalência. Estima-se que no continente americano existam em torno de 55 milhões de pessoas vivendo com diabetes. Anualmente as mortes estimadas em função direta do diabetes chegam a 242.000, divididos entre 132.000 no sexo feminino e 110.000 no sexo masculino. As taxas de mortalidade por país, quando disponíveis, são bastante díspares, tais como 12,28% na Argentina, 38,49% no Brasil e 83,52% no México.
Dez porcento das mortes pelo diabetes são totalmente evitáveis, pois ocorrem em pessoas com menos de 50 anos Nesse particular as taxas nos diversos países do continente, são bastante variáveis como pode ser visto no mapa abaixo.





Nas doenças não transmissíveis existem quatro fatores de risco comuns a todas. Todos os quatro fatores são altamente passivos de prevenção por mudança de hábito: o uso do tabaco, a  inatividade física, a dieta inadequada e o uso excessivo do álcool.  

Essa combinação de quatro fatores leva também a quatro situações metabólicas extremamente negativas: elevação da pressão arterial, obesidade, elevação do colesterol e elevação da glicose.   

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

CONGRESSOS PELO MUNDO - IUGA 2012 - Uroginecologia



Na semana passada, entre 4 e 8 de setembro aconteceu em Brisbane, Austrália, o 37th Annual Meeting da International Urogynecological Association – IUGA.

Entre muitos assuntos palpitantes dessa área em expansão, a Uroginecologia estiveram em pauta as telas e suas controvérsias, a síndrome da dor pélvica crônica na mulher (assunto em franca expansão nas pesquisas), novas técnicas diagnósticas e terapêuticas, sexualidade,  controvérsias dos traumas do assoalho pélvico e vários outros assuntos.                   

No campo das telas muito se discutiu e muito ainda será discutido, notadamente depois de dois fatos fundamentais e históricos nesse particular: as medidas restritivas do FDA americano, no sentido de endurecer as regras e exigências de estudos e pesquisas para o licenciamento e aprovação de produtos nessa linha (no dizer do Dr. Willy Davila, em aula aqui no Brasil, o ato do FDA foi o equivalente a “um trem expresso que abruptamente se deteve”) e a decisão da Johnson & Johnson de retirar do mercado vários de seus produtos de tela para a cirurgia do prolapso.

Os dois fatos, embora permeados de várias razões comerciais e judiciárias, intrinsecamente relacionadas pela avalanche de complicações e ações judiciais, notadamente nos Estados Unidos, ainda vão repercutir pelo mundo todo na reavaliação de quando, o que, em quem, porquê e por quem, tais dispositivos possam/devam ser ou não utilizados.

Não adianta espernear, os dispositivos antes de chegarem ao mercado, baseados apenas numa “equivalência substancial”, muitas vezes presumida apenas, deverão sim,  se submeter aos mesmos requisitos de evidência e segurança clínica, através de estudos robustos randomizados e controlados, exigidos de novas drogas. Diga-se, ainda, para as drogas e medicamentos, o sistema, apesar de rigoroso, ainda não é ideal, tendo em vista vários exemplos recentes de drogas retiradas, após largo tempo uso e constatação de efeitos perniciosos que escaparam ao sistema inicial de licenciamento original.

No caso dos dispositivos, não apenas as telas para prolapso justificam essa atitude mais rigorosa dos órgãos regulatórios e licenciadores, mas também as recentes evidências de sérios problemas com as próteses de mama PIP,  próteses de quadril DePuy, para apenas citar alguns exemplos.

Em próximas matérias abordaremos os temas da dor pélvica crônica na mulher e, no âmbito das controvérsias em uroginecologia, os desafios do diagnóstico do trauma do músculo  elevador do ânus.

Nesse particular o papel dos exames de imagem, com indicação e custo/benefício ainda não consensual na sua aplicação clínica. 

A importância e acuracidade de tais exames ainda devem se pautar com a comparação do achado anatômico real em cadáveres frescos, o “gold standard” da anatomia,  para a demonstração de traumas, avulsões e outros achados da complexa região do assoalho pélvico e seus órgãos correlatos. Como se diz popularmente "ainda existe muita estrada pela frente"!

sábado, 1 de setembro de 2012

I CONGRESSO INTERNACIONAL DE CIRURGIA MINIMAMENTE INVASIVA E ROBÓTICA




São Paulo sedia seu primeiro Congresso Internacional de Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica em Outubro.


Clínica Ginecológica da USP apóia o evento.

Congregesso acontece no Hotel Transamérica na cidade de São Paulo.

A  Ginecologia tem vasto programa no evento.

Os convidados internacionais na área da Ginecologia incluem os Drs. Arnold Advincula da Flórida, U.S.A.;  Michael C. Piter do Newark Beth Israel Medical Center, U.S.A, em New Jersey e, por fim, nosso amigo de Portugal, Dr. Helio Retto, integrante ativo do Núcleo Brasileiro de Uroginecologia.

O Dr. Retto é  o Chefe do Serviço de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital da Cruz Vermelha em Portugal, Lisboa e da Faculdade de Medicina da Universidade Clássica de Lisboa, além de ser o atual Presidente da Sociedade Portuguesa de Cirurgia.
Destarte essas qualidades todas, é um amigo de muitos uroginecologistas brasileiros, para os quais se dispensam as apresentações e distinções do Dr. Retto.

O Prof. Edmund Chada Baracat,  Professor Titular de Ginecologia da Universidade de São Paulo e Vice-Diretor Clínico do Hospital das Clínicas, do qual também é membro efetivo do seu Conselho Deliberativo, saúda os convidados internacionais e professores nacionais, convidando os ginecologistas brasileiros para que prestigiem o evento e se atualizem em mais essa fronteira da especialidade.

Maiores informações acesse o link do evento


Resenha Dr. Homero Guidi
diretor do Núcleo Brasileiro de Uroginecologia





sexta-feira, 31 de agosto de 2012

REUNIÕES CLÍNICAS CIENTÍFICAS SETEMBRO 2012


Dia 05
07h30-08h15 -  Reunião dos  Residentes
08h30-10h00  - Conferência: Osteoporose
Palestrante: Profa. Dra. Rosa Maria Rodrigues Pereira


Dia 12
07h30-08h15 - Reunião dos Residentes
08h30-10h00 - Conferência: Humanização na atenção à mulher

Palestrante: Profa. Dra. Izabel Rios


Dia 19
07h30-08h15 - Reunião dos  Residente
08h30-10h00 - Reunião conjunta  do Depto. de Obstetrícia e Ginecologia        
Conferência:   Histerectomia: Total? Subtotal?
Palestrante: Dr. Eduardo Viera da Motta


Dia 26
07h30-08h15 -  Reunião dos Residentes
08h30-10h00 -  Conferência: Gerenciamento da Assistência à Saúde da Mulher Idosa
Palestrante:  Prof. Dr. Wilson Jacob