segunda-feira, 12 de março de 2012

Gastronomia nos arredores do Complexo HC/ Centro Rebouças


São Paulo é famosa pela sua gastronomia.

As indicações dos restaurantes aqui contidas utilizam o critério geográfico de proximidade com os eventos no Rebouças e Complexo HC.  O trânsito paulistano está entre um dos piores do mundo e isso influi bastante na programação de um almoço ou jantar (ir e vir).

Não incluem todos, evidentemente,  há várias opções no final da Paulista entre a Rua da Consolação em direção ao centro tanto quanto em direção a Cerqueira Cesar, perto do  Conjunto Nacional que reune ainda lojas e lachonetes, livrarias, cinemas etc.

Na região localizada ao fundo do Complexo HC, em direção a Pinheiros descendo a Rebouças no corredor delimitado entre essa avenida e a Rua Cardeal Arcoverde, há dezenas e dezenas de cantinas e restaurantes self-service a quilo para todos os gostos. Na própria rua Artur de Azevedo e Teodoro Sampaio e respectivas travessas há vários deles utilizados pelos médicos, estudantes e funcionários do hospital.

Alguns são bastante antigos e tradicionais como o Degas (com seus pratos fartos - destaque para o filé a milaneza - daqueles que o garçom costuma recomendar "pedidos menores"...) ou a Caverna Bugre, bem próximo do Instituto da Criança, com suas especialidades em filés e quitutes germânicos.  Ambos estão na Rua Teodoro Sampaio (no. 568 e 334  respectivamente)

Os restaurantes abaixo estão divididos pelo tipo de comida e origem.  O site não se responsabiliza por mudanças de telefone ou horários diferentes daqueles contidos nos links. Esse é apenas um serviço de orientação aos nossos participantes do evento da Clínica.

Fast food
Mc Donalds 
Rua Augusta, 2000  - tel 3262 1295
Av Henrique Schauman, 80  - tel 3083 4248

Burdog Hamburguers
Av Dr. Arnaldo, 232  - tel 3256 2996

Pão com Manteiga
Rua Haddock Lobo, 141 - tel 3257 7822

Árabes
Folha de Uva
Rua Bela Cintra, 145 - tel 3062 2564

Arábia
R Haddock Lobo, 1397 - tel 3061 2203

Brasileiros
Andrade  - Cozinha típica nordestina
R Artur de Azevedo, 874  - tel 3085 0589

Bargaço - Frutos do mar e cozinha típica baiana.
R Oscar Freire, 1189 -  tel 3085 5058 / 3082 2626

Cozinha Contemporânea
D.O.M  - Chef Alex Atala
Rua Barão de Capanema, 549   -  tel 3088 0761

Cozinha Internacional
Spot
Al Ministro Rocha Azevedo, 72      -  tel 3284 6131


Cozinha Rápida
Viena
R Augusta, 1835 - tel 3283 4130

Ritz
Al Franca, 1088 - tel 3088 6808

Lanches Frevo
R Oscar Freire, 603 - tel 3082 3434

B&B Burger Bistrot
R Bela Cintra, 1693  - tel 3062 0643

Raggazzo  (italian fast food)
Al Santos, 2209   tel 3898 0223

Churrascarias
Vento Haragano
Av Rebouças, 1001  -  tel 3085 6039 - 3083 4265

Bovinus
Av Rebouças, 1604 - tel3064 5330 / 3082 0021
Veja também  Beer&Grill  na Augusta  e Fast Grill na Al Santos e Av Paulista.
Beef Platz
R Consolação, 3101  - tel 3062 7837

Rodeio
R Haddock Lobo, 1498 - tel 3083 2322

Espanhol
Don Curro
Rua Alves Guimarães, 230 - tel 3062 4712 - 3083 5168  (considerada a melhor paella).

Italianos
Lellis Trattoria
R Bela Cintra, 1849 - tel 3064 2727
R Peixoto Gomide, 1635 - tel 3083 3588.

In Citta I - Expresso
R Barata Ribeiro, 205 -  tel 6842 3706
In Città Magazzino Gastronomico
R Dr Melo Alves, 651 - tel 3063 5707

La Bucca Romana
R Oscar Freire, 2117  - tel 3088 6689

L' Osteria do Piero
Al Franca, 1509  -  tel  3085 1082

Japonês
Rangetsu of Tokio
Av Rebouças, 1394   -  tel 3085 6915

Tendai
Al  Jaú, 1842  -  tel   3088 6690

Judaicos
Z Deli
R Haddock Lobo, 1386    - tel 3082 3015
Al Lorena, 1689  - tel 3088 5644

Mediterrâneo
Window
Al Santos, 1437  - tel  3253 5544

Naturais /  Vegetariano
Sattva
R da Consolação, 2904  - tel 3083 6237

Cheiro Verde
R Peixoto Gomide, 1413  - tel

Pizzarias

Pizza Hut - Shopping Paulista
R Treze de Maio, 1947  -   tel   3289 7231
Pizza Hut - Pinheiros
Rua dos Pinheiros, 100


Prainha Paulista
Al. Joaquim Eugênio de Lima, 557    -   tel 3284-6345

Pizzarias famosas de São Paulo (sempre vai faltar uma, mas...)







I JORNADA INTERNACIONAL DE UROGINECOLOGIA
DA DISCIPLINA DE GINECOLOGIA DA FMUSP
Centro de Convenções Rebouças

16 e 17 de março de 2012

Organização e Supervisão:   Edmund Chada Baracat
Coordenação: Jorge Milhem Haddad,  Homero Gustavo de C. Guidi, Aparecida Maria Pacetta 

N E W S

16/03/2012 -  sexta-feira -  10h -  Evento com todas as vagas preenchidas.  Sucesso.

15/3/12  - quinta feira    7:25h.  Prof. Bruno Deval já está no Brasil - acaba de ser recepcionado em Guarulhos, vindo de Paris  (AF 454).
A tarde realiza cirurgia no HC, exclusivamente com o staff da Uroginecologia USP.
Dr. Willy e Kurt Naber tem chegada prevista para amanhã de manhã.

17 h -  Cirurgia do Prof. Deval foi excelente. No sábado repete o procedimento com comentários em tempo real no auditório e Centro Círúrgico  (tradução simultânea).




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Convidados  internacionais:


Willy Davila (U.S.A.), 
Bruno Deval (France)  
Kurt Naber (Germany).


Mais de 55 convidados nacionais também confirmados!     

TRADUÇÃO SIMULTÂNEA COMPLETA



INSCRIÇÕES SOMENTE NO LOCAL - Poucas vagas - ordem de chegada.


Valor do investimento                   Local

Médicos  (Fisioterapêutas e        550,00                        
Enfermeiros)

Médicos Sócios*                           300,00

Médicos residentes**                   200,00


*  Febrasgo / Sogesp / Ceagin

** Comprovar   

Pontuação no CNA   -  Ginecologia e Obstetrícia  8 pontos /  Medicina Física e Reabilitação 8 pontos


Programa Científico 

Dia 16/03/2012 - sexta-feira

7:30- 8:15-      Inscrições
8:15- 8:30-      Abertura -  Jorge M. Haddad e Edmund C. Baracat

8:30-9:30        Mesa Redonda- Diagnóstico nas Disfunções do Assoalho Pélvico
Coordenadores: Ricardo Muniz Ribeiro e Manoel J.B. C. Girão
Secretaria: Fernanda Nastri

8:30-8:40        Estudo urodinâmico: Quando solicitar e quais parâmetros valorizar?  José Alor de Figueiredo

8:40- 8:50       Cistoscopia: quando é necessária e como evitar  complicações.   Luís Seabra Rios

8:50- 9:00       Método de Imagem: Quando e qual escolher?  Edilson de Castro

9:00- 9:10      Incontinência Fecal: Como proceder no diagnóstico?           Rodrigo Ambar

9:10- 9:30    Discussão: O que fazem de diferente os vários centros do              Brasil?
Valéria Pontes (PA) Alexandre Fornari (RS)  Leonardo Bezerra (CE)
Pedro Magnani (SP - Ribeirão Preto).

9:30- 10:30     Mesa redonda: Tratamento da incontinência urínária de esforço
Coordenadores: Jorge Haddad e Rodrigo Castro.
Secretaria Lilian Fiorelli

9:30- 9:40       Deficiência esfincteriana uretral: Como tratar? Qual o melhor sling? Zsuzana Jarmy di Bella
                                       
9:40-9:50        Incontinência urinária oculta. Como diagnosticar? Como  tratar ou não tratar?  Luciana Pistelli

9:50- 10:00     Incontinência urinária após sling de uretra média. O que fazer? Quando usar injetáveis e qual o melhor?  Fábio Baracat

10:00- 10:10   Tratamento com células tronco: Como estamos?  Fernando Almeida

10:10- 10:30   Discussão: O que fazem de diferente outros centros brasileiros?
 Thais Santos (RS), Rachel Silviano BC Lima (MG),  Julio Resplande (GO),
 João Luis Amaro (SP - Botucatu)

10:30-11:00    Coffee Break

11:00- 12:00-  Conferência: Tratamento laparoscópico do prolapso genital
Coordenadores: Paulo Margarido e Jorge M. Haddad.
Secretaria  Denise     Yanasse
Conferencista  :   Bruno Deval  (França)

12:00-13:00-    Lunch Box  Cryopraxis - Conferência- "Células-tronco e Incontinência - Estado da Arte” - Maria Helena A. Nicola - Coodenadora Científica da Cryopraxis Criobiologia.
Secretária: Flávia Salomão.

13:00-  14:00-  Mesa Redonda- Tratamento fisoterapêutico em uroginecologia: Como realizar e quais as evidências científicas?
Coordenadores: Elizabeth Ferreira e Mara de Abreu Etienne
Secretária: Tatiane Takami    

13:00-13:10-    Bexiga hiperativa: pode-se utilizar a fisioterapia com anticolinérgico, ou com acupuntura ? Melhoram os resultados?   Andréa Marques

13:10-13:20-   Incontinência urinária de esforço: como selecionar o tipo de paciente e o tipo de tratamento? Elizabeth  Ferreira

13:20-13:30-   Síndrome da bexiga dolorosa:  Fisioterapia tem indicação?  Qual a evidência?   Fátima Fani Fitz

13:30- 13:40-   Incontinência fecal- Como avaliar e qual o melhor tratamento?       Mara de Abreu Etienne

13:40- 14:00-   Discussão -  João Luiz Amaro (SP Botucatu), Felipe Pinho (SP Campinas),  Rachel Silviano BC Lima (MG), Leonardo Bezerra (CE).  
                                 
14:00- 15:00-   Mesa Redonda - Distúrbios Miccionais-   
Diagnóstico e tratamento- Qual a evidência científica?
Coordenadores: Paulo Palma e Jorge Haddad
Secretária: Suzane Hwang

14:00-14:10 -   Definição e Diagnóstico de ITU recorrente- o que precisamos solicitar? Flávio Eduardo Trigo Rocha

14:10-14:20 -   Tratamento e profilaxia da ITU recorrente – Como  fazer?    Carlos Bezerra

14:10-14:20 -   Como diagnosticar a Síndrome da Bexiga Dolorosa- quais os exames   necessários?    Rogério Simonetti

14:20-14:30-    Qual o melhor tratamento? Quais os resultados?
 Thaís Peterson 

14:30- 14:50-   Discussão: Kurt Naber (Alemanha),
José Carlos Conceição (RJ), Mônica Diniz (PE), Rogério de Fraga (PR).

14:50- 15:10-   Coffee break

15:10- 17:00-   Cirurgias com transmissão ao vivo- Discussão "real time" com todos no auditório sobre as técnicas utilizadas (2 salas simultâneas)

Sala 1 - Prolapso anterior e apical concomitantes - Correção com  Elevate™ - Prof. Willy Davila (U.S.A.)

Sala 2 - Correção da Incontinência Urinária com o novo TVT-O™ (Abrevo™)  Equipe da Disciplina de Ginecologia/ Grupo de Uroginecologia FMUSP.

Dia 17/03/2012  - Sábado

8:30-9:30     Mesa Redonda- Tratamento atual da bexiga hiperativa
Coordenadores: Homero Bruschini e Aparecida M. Pacetta
Secretária: Helga Elisa M. Gonzales

8:30-8:40     Tratamento Comportamental funciona? Qual a melhor droga quanto a   resultados e  complicações?  Cassio Ricetto

8:40- 8:50    Toxina botulínica. Quando utilizar? Técnica, resultados e complicações. José Carlos Truzzi

8:50- 9:00    Neuromodulação sacral . Quando utilizar? Técnica, resultados e complicações. Miriam Dambros

9:00-9:10     Fluxograma tratamento da bexiga hiperativa refratária-  evidências.    Viviane Herrmann 

9:10-9:30     Discussão - O que fazem  outros centros brasileiros?
Maria Angela Cury (SP Ribeirão Preto), Artur Rangel (PE),
Márcia Salvador Geo  (MG),  Rogério de Fraga (PR).

9:30- 10:30  Mesa redonda: Aspectos anatômicos importantes e evidência   científica do tratamento cirúrgico do prolapso genital.
Coordenadores: Marair Sartori e Antonio Pedro Auge
Secretária:  Priscila Matsuoka

9:30- 9:40    Prolapso do compartimento anterior.  Carlos Del Roy

9:40- 9:50    Prolapso do compartimento apical .   Silvia Carramão

9:50- 10:00  Prolapso do compartimento posterior.  Virginia Roncatti   

10:00-10:10 Como tratar as principais complicações do tratamento do prolapso genital       Simone Brandão       

10:10- 10:30     Discussão: Opinião dos demais centros brasileiros.
Artur Rangel (PE), Aljerry Rego (AP), Marcia Salvador Geo (MG)
Thaís Santos (RS)

10:30-11:00-    Coffee Break

11:00- 12:00-   Conferência: Tratamento cirúrgico do prolapso genital - Estado da Arte. Coordenadores: Aparecida Pacetta e Jorge M. Haddad 
Secretária: Michelle Pongiluppi Herbst
Conferencista : Willy Davila (U.S. A.- Cleveland Clinic)

12:00-13:00-   Lunch box  Apsen - Conferência: Guidelines Europeus no tratamento da   Infecção Urinária Recorrente
Coordenadores: Homero Guidi e Jorge Milhem Haddad
Secretária: Roberta Danoli
Conferencista:  Kurt Naber  (Alemanha)

13:00- 14:30-   Casos Clínicos -  Discussão entre os centros brasileiros,  votação eletrônica iterativa -  platéia.
                    
13:00- 13:30-   Bexiga hiperativa refratária
Coordenadores: Jorge Haddad e Rodrigo Castro
Apresentação:   Cristiano Mendes Gomes
Discussão: Paulo Feldner (Unifesp), Antonio Pedro Auge (Sta. Casa  SP),   Luis Seabra Rios (Hosp Servidor Est SP), Aparecida Pacetta (USP)

13:30-14:00-    Algia pélvica crônica
Coordenadores: Sílvia Coletti e Homero Guidi
Apresentação: Lilian Fiorelli

Discussão: Rodrigo Castro (Unifesp), Silvia Carramão (Sta. Casa SP), Rogério Simonetti (Unifesp), Jorge M. Haddad (FMUSP).

14:00-14:30-   Tratamento do prolapso apical severo
Coordenadores: Aparecida M. Pacetta e Antonio Pedro Auge
Apresentação: Tatiana Pfiffer

Discussão: Marair Sartori (Unifesp), Camila Frade (Sta. Casa SP),
Raquel de Figueiredo (H. Servidor Estadual SP) Paulo Margarido (USP)

14:50- 15:10-  Coffee break

15:10- 17:00-  Cirurgias interativas com transmissão ao vivo- Discussão com   a  platéia e professores no auditório sobre as técnicas utilizadas- (cirurgias simultâneas com moderadores).

Sala 1-  Mini-sling (Ophira™) para tratamento da incontinência  urinária  -  Equipe da Disciplina de Ginecologia/ Grupo de Uroginecologia FMUSP

Sala 2-  Colpo-sacrofixação laparoscópica com tela
Bruno  Deval   (França).

17:00- 17:15- Encerramento

Atividade registrada na AMB  / CNA  -  8 pontos.

Patrocínio:



 


 


segunda-feira, 5 de março de 2012

Reuniões da Clínica Ginecológica FMUSP - Março de 2012

Dia 07
07h30-08h15      Reunião dos  Residentes
08h30-10h00  Conferência: Tratamento da dor no pós-operatório
Palestrante: Prof. Dr. Hazem Adel Ashamawi


Dia 14
07h30-08h15       Reunião dos Residentes
08h30-10h00  Conferência: Nova técnica para o tratamento da doença Hemorroidária e Prolapso Retal sem cortes
Palestrante: Prof. Dr. Carlos Walter Sobrado


Dia 21
07h30-08h15       Residente
08h30-10h00  Reunião  Conjunta com a Obstetrícia
Conferência: Medicina em lugares remotos
Palestrante: Dra. Mara Solange Diegoli


Dia 28

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Se não fizer bem, mal não há de fazer... Será?


Ceci Mendes Carvalho Lopes
(Setor de Fitoginecologia da Clínica Ginecológica do HCFMUSP)

Nesse artigo voltado aos leigos a Dra. Ceci Mendes Carlhavo Lopes, chefe do setor de Fitoginecologia da Clínica Ginecológica do HCFMUSP e Consultora do assunto junto ao SUS fala dos perigos do uso indiscriminado ou mesmo sem orientação de fitoterápicos pela população.  

            É muito comum o uso de plantas para melhorar vários desconfortos. Com que saudade nos lembramos do carinho da Mamãe, quando nos trazia um chá que iria diminuir uma dor, ou um mal-estar, quando éramos crianças! O chazinho talvez curasse, mas o beijo, que vinha junto, alegrava o coração.

            Erva-cidreira, hortelã, boldo, camomila, e tantos outros, tinham um lugarzinho reservado no arsenal das mães e das avós, e resolviam muita coisa. Fomos crescendo habituados a isso. Com o tempo, outros produtos, com base em plantas de todo o tipo, foram mostrando sua utilidade. Eram remédios ao alcance da mão, resolviam os problemas, não tinham efeitos colaterais. De vez em quando, tinham sabor ruim, como o chá amargo de boldo, mas não passava disso.

            Adquirimos a noção de que esses produtos naturais são bons, na pior das hipóteses, se não resolvessem as queixas, não faziam mal.

            De modo geral, isso parece ser verdade. Porém, nem sempre é assim.

            Entre produtos vegetais, há alguns dos piores venenos existentes! Por exemplo, o chá de folhas de maracujá pode causar até a morte, dependendo da sua quantidade, da maneira de fazer, da sua concentração. Porque no maracujá há cianeto.



            Certa feita, uma paciente operada sangrava muito, e foi um drama conseguir estancar sua hemorragia. Ela correu sério risco. Depois, os médicos ficaram sabendo que ela estava usando ginkgo-biloba, porque tinha um zumbido no ouvido, e, como era um produto vegetal, nem lembrou de contar para o médico. O caso é que ginkgo-biloba contém uma substância anticoagulante. Após a operação, o sangramento não cessava, porque o sangue não coagulava. Bastaria ter sido interrompido o uso do fitoterápico alguns dias antes e não teria havido todo o problema que pôs em risco sua vida! Esta é outra lição importante: temos de contar ao médico sobre tudo que estivermos utilizando, quer seja por conta própria, quer indicado por outro médico, porque as várias substâncias podem interferir umas na ação de outras. Mesmo quando seja uma coisa aparentemente sem importância.

            Muitas vezes não estamos utilizando a planta certa. Há plantas muito parecidas, às vezes até “aparentadas”, mas que contêm substâncias diferentes, e, por isso mesmo, têm outra atuação. Outras vezes, podem estar contaminadas com inseticidas, ou agrotóxicos, ou mesmo mofos, e até insetos, que irão modificar o efeito esperado.

            No Brasil a legislação sobre medicamentos fitoterápicos é muito rigorosa. Assim, se adquirirmos fitoterápicos produzidos por laboratório farmacêutico, podemos confiar que houve liberação pela ANVISA, passando por testes, com dosagem e origem controladas. Devem ser encarados como verdadeiros remédios. Por isso, alguns médicos preferem chamá-los fitomedicamentos. Isso não é o que acontece em todos os países, no entanto. Por exemplo, nos Estados Unidos e no Canadá, são considerados complementos alimentares, e não são submetidos às mesmas condições de regulamentação e fiscalização, podem ser utilizados sem prescrição médica. Com isso, nem sempre são seguros, ou são usados de forma correta.

            Os produtos produzidos em farmácias de manipulação às vezes não têm o mesmo rigor no controle. Dependem da integridade do farmacêutico, que se espera seja muito boa, mas dependem também de matéria-prima de bom fornecedor, que, lastimavelmente, nem sempre ocorre, apresentando extratos de má origem. Lamentavelmente, muitos deles são importados, porque feitos de plantas de outros países, e há gente honesta e desonesta em todos os lugares do mundo... Já houve relatos de danos graves, porque os remédios “naturais” que pessoas estavam tomando, continham substâncias tóxicas.

            Outro ponto a ser considerado é a iniciativa pessoal em usar certos produtos, na crença de que são isentos de risco. Pode-se escolher erroneamente algo não aplicável ao caso. Vez por outra se utiliza o remédio certo, mas da forma errada, ou em dose inadequada. Isso pode fazê-lo ineficiente, ou, pior ainda, tóxico.

            Por tudo isso, fitoterápicos devem ser utilizados com cuidado, como remédios, que são. E, portanto, sob prescrição médica.