sábado, 28 de maio de 2011

Reuniões da Clínica Ginecológica no mes de Junho de 2011

Dia 01
07h30-08h30     Reunião dos   Residentes
09h00-10h00  Centro de Convenções Rebouças  - Aud. Amarelo  
Conferência: Sofrimento Fetal
Palestrante: Prof. Jorge de Rezende Filho


Dia 08
07h30-08h30        - Reunião dos Residentes
09h00-10h00  Conferência: Tratamento da Endometriose
Palestrante: Dr. Sergio Podgaec


Dia 15
07h30-08h30       Residente
09h00-10h00  Conferência: Neurosifilis
Palestrante: Dr. Jose Vidal


Dia 22
07h30-08h30      
09h00-10h00  Conferência: linfoangiogênese
Palestrante: Prof. Jesus Paula Carvalho & Cols


Dia 29
07h30-08h30  Reunião dos Residentes    

09:00-10:00
Reunião Conjunta com a Obstetrícia

Conferência: A Declaração de óbito: documentos
Palestrante: Luiz Roberto de Oliveira Fontes

Conferência: Telemedicina
Palestrante: Prof. Chao Lung Wen

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Prof. Baracat participa de Meeting Experts na Itália


Com o tema "Transplante de Ovários: mito ou realidade" o Prof. Baracat é convidado na Universidade de Firenze, através de seu Centro de Oncologia, em uma reunião de experts de Oncologia Ginecológica nesta semana na cidade italiana, berço do Renascimento.

Entre os temas vários assuntos de ponta no diagnóstico e tratamento dos tumores ginecológicos e mamários.

domingo, 22 de maio de 2011

Anvisa libera uso da Vacina contra HPV nos homens

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária liberou no dia de hoje o uso da Vacina Quadrivalente contra o HPV no sexo masculino, com recomendação de seu uso entre os 9 e 26 anos de idade. O Brasil se junta à vários outros países europeus, Estados Unidos, Austrália e vários outros países asiáticos onde isso já acontecia. A vacina quadrivalente tem um alto índice de proteção contra o condiloma acuminado ou verrugas genitais que acomete tanto mulheres e homens.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Coluna do Residente Ano1 Número 3

Terminou ontem dia 19 de maio em Washington o Congresso da American Urological Association, abaixo comentamos  as principais mensagens práticas na área da urologia feminina:
Obstrução após cirurgias de sling 
Grande  problema, além da possibilidade de infecção crônica ou recorrente, é a perda da função contrátil do detrusor que se deteriora rapidamente(*). Mensagem foi de que o diagnóstico e tratamento devem ser o mais precoce possível para  preservar, ou mesmo recuperar, a função do detrusor
(*) músculo liso tem uma capacidade limitada de se hipertrofiar, compensando o esforço necessário para o esvaziamento vesical. Geralmente, a hipertrofia ocorre, mas em poucos meses há tendência à perda de elasticidade e massa muscular, traduzidos na clínica pela ineficiência do esvaziamento (baixo fluxo com baixa pressão do detrusor e resíduo aumentado) e trabeculação vesical até com formação de divertículos. Além disso, por sua natureza inerente, a contração vesical é limitada e involuntária (não pode ser prolongada indefinidamente no tempo, compensando o fator obstrutivo).

Novidades na Incontinência Urinária de Esforço
Para os casos de IUE com presença de hipermobilidade do colo vesical está em curso o uso de uma técnica experimental com a finalidade de fixar o colo em sua posição anatômica (ou mais próximo disso) com a utilização de Radiofrequência Transuretral. Casuística reportada no Congresso  foi realizada em base ambulatorial com 20 a 30 minutos de duração do procedimento.  A conferir no futuro  os resultados, durabilidade e efeitos negativos nos tecidos periuretrais em caso de falha e necessidade de um novo procedimento (rigidez uretral???).
Mini Slings
Estatística americana – 20% das cirurgias envolvendo slings nos EUA são do tipo mini-sling, mesmo sem estudos robustos demonstrando sua eficácia no médio e longo prazo. Cursos que ocorreram em paralelo na área da Uroginecologia apresentaram um consenso de que os mesmos devam ser indicados em casos selecionados e, principalmente ainda, em estudos experimentais para aferir o seu desempenho. Suas vantagens aparentes de menor invasão e menos dor precisam ser confirmadas no longo prazo.

Tratamento da Incontinência Urinária de Esforço
Ainda nessa área  reafirmado o conceito de que diante de um prolapso genital a IUE só deverá ser tratada conjuntamente se houver confirmação objetiva do seu diagnóstico -  demonstração urodinâmica, exame clínico ou queixa específica e consistente referida pela paciente.
Para os casos de IUE por hipermobilidade a mensagem é de que qualquer tipo de técnica é útil e benéfica. Para os casos de insuficiência esfincteriana os slings retropúbicos vêm em primeiro lugar, apesar de alguma controvérsia na literatura.  O  sling transobturatório tem indicação acertada nos casos de incontinência associada/ ou com possibilidade de  hipocontratilidade no esvaziamento (notadamente em pacientes idosas).  
Disfunção sexual feminina secundária à cirurgia pélvica
Foi apresentado um estudo originário de Milão na Itália em que se aplicou a técnica de histerectomia radical com a preservação de feixes nervosos da região pélvica em casuística específica e seguimento voltado aos aspectos de disfunções miccionais, sexuais e de dor pélvica. O assunto não é novo e o “nerve sparing” tem uma analógica muito grande com o que se observa nos casos masculinos de prostatectomia radical em relação a disfunção erétil.

Bexiga Hiperativa
Muitos trabalhos. Embora ainda não conclusivos e prontos para utilização prática, tendências observadas apontam um caminho promissor no conhecimento e manejo dos neurotransmissores presentes na mucosa e submucosa vesical  e mesmo todo o urotélio.
Também foram apresentados vários trabalhos enfocando a neuro-estimulação ou neuro-modulação,  técnicas ainda pouco aplicadas no Brasil.  A via mais utilizada num primeiro momento é a via sacral, que dispõe inclusive de um dispositivo permantente já comercializado há alguns anos.  O nervo pudendo pode ser uma alternativa válida e eficaz quando a via sacral não apresenta resultados. Estudo apresentado mostra eficácia dessa alternativa em 90% dos casos.  A conferir.
Infecção urinária de repetição
Vários trabalhos  na esfera do uso de pró-bióticos, uso de lactobacilos selecionados ou mesmo bifidobactérias alterando a ecologia vaginal com vista à diminuição da colonização vaginal que precede os episódios de infecção urinária.  Estudos até o momento vinham esbarrando em cepas adequadas e duradouras nesse tipo de intervenção com um número muito pequeno de microorganismos com esse perfil.