segunda-feira, 25 de abril de 2011

Cursos de Ginecologia Médicos Residentes 2011

Cursos para os Médicos Residentes
Obs - Informações fornecidas pela Preceptoria.

Data
Tema
Responsável
02/fev
Urgências em Ginecologia
Dr Eduardo Vieira da Motta
09/fev
Urgências em Ginecologia
Dr Eduardo Vieira da Motta
16/fev
Urgências em Ginecologia
Dr Eduardo Vieira da Motta
23/fev
Urgências em Ginecologia
Dr Eduardo Vieira da Motta
02/mar
Biologia Celular e Molecular
Dr Gustavo Maciel
Dr José Maria Soares
Dr Katia Cândido Carvalho
09/mar
Carnaval
16/mar
Biologia Celular e Molecular
Dr Gustavo Maciel
Dr José Maria Soares
Dr Katia Cândido Carvalho
23/mar
Biologia Celular e Molecular
Dr Gustavo Maciel
Dr José Maria Soares
Dr Katia Cândido Carvalho
30/mar
Biologia Celular e Molecular
Dr Gustavo Maciel
Dr José Maria Soares
Dr Katia Cândido Carvalho
06/abr
PTGI
Dra Lana Aguiar
13/abr
PTGI
Dra Maricy Tacla
20/abr
PTGI
Dra Maricy Tacla
27/abr
Uroginecologia
Dr Jorge Haddad
04/mai
Uroginecologia
Dr Jorge Haddad
11/mai
Ginecologia Oncológica
Prof Jesus de Paula Carvalho
18/mai
Ginecologia Oncológica
Prof Jesus de Paula Carvalho
25/mai
Ginecologia Oncológica
Prof Jesus de Paula Carvalho
01/jun
Hormonioterapia em Ginecologia
Prof Edmund Chada Baracat
08/jun
Hormonioterapia em Ginecologia
Prof Edmund Chada Baracat
Dr Paulo Margarido
15/jun
Hormonioterapia em Ginecologia
Prof Edmund Chada Baracat
22/jun
Hormonioterapia em Ginecologia
Prof Edmund Chada Baracat
29/jun
Hormonioterapia em Ginecologia
Prof Edmund Chada Baracat
06/jul
Mastologia
Dr José Roberto Filassi
13/jul
Mastologia
Dr José Roberto Filassi
20/jul
Mastologia
Dr José Roberto Filassi
27/jul
Mastologia
Dr José Roberto Filassi

Calendário das Reuniões Conjuntas Ginecologia e Obstetrícia em 2011 – Médicos Residentes


Data
Tema
Assistentes
Residente
02/02
SOP
Dr Gustavo Maciel
Dra Sylvia Yamashita
Priscila Matsuoka
02/03
Transição Menopausal/ Terapia Hormonal
Prof Nilson R. Melo
Thais Lourenço
06/04
Distúrbio de desenvolvimento sexual
Prof Baracat
Prof Vicente Bagnoli
Francine Zacarias
04/05
Câncer de Mama
Dr José Roberto Filassi
Gabriela Paiva
01/06
Amenorréia
Profa Angela Maggio da Fonseca
Andreza Cadima
06/07
Puberdade precoce
Dr  José Alcione de Almeida
Prof José Maria Soares
Dr Cézar Matsuzaki
Luana Gallo
03/08
Tumores ovarianos
Prof Jesus de Paula Carvalho
Dra Cristina Anton
Renata Konno
07/09
Feriado
05/10
Sangramento uterino anormal
Dr Eduardo Vieira da Motta
Natália Faciroli
02/11
Feriado


07/12
Endometriose
Prof Mauricio S. Abrãao
Dr Sérgio Podgaec
Gabriela Boufelli
04/01
Recesso

Manual da Enfermaria de Ginecologia - Aspectos práticos

Disciplina de Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP
Enfermaria de Ginecologia
Divisão de Clínica Ginecológica
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
Ano: 2011

Faça o download do manual no link abaixo:
www.ginecousp.com.br/arquivos/manual_enf_gin.zip

domingo, 24 de abril de 2011

Conduta baseada em evidência- Metodologia - introdução.

Gustavo B. Kröger

Medicina Baseada em Evidência é o uso consciente, crítico, e explicito da melhor evidência científica disponível para tomar decisões relacionadas ao cuidado dos pacientes. A prática da Medicina Baseada em Evidência busca encontrar a melhor integração entre a experiência clínica pessoal, as preferências dos pacientes, e as melhores evidências clínicas encontradas por pesquisa sistemática1.
A prática médica evolui com o tempo, novas tecnologias são incorporadas, novos estudos estimulam ou afastam determinadas condutas, porém o objetivo principal permanece o mesmo, cuidar do paciente da melhor forma possível, mas com novas informações sendo geradas a cada dia, tomar a decisão médica mais adequada tornou-se um desafio constante2.
O objetivo desse trabalho é auxiliar nessas decisões, a literatura mundial atual possui um grande número de informações, mais acessíveis que no passado, porém assim que encontramos uma evidencia científica importante, que pode ajudar na tomada de conduta, devemos decidir se a evidência traz informações adequadas e se essas podem ser aplicadas ao paciente. A metodologia aplicada nesse trabalho tem por objetivo conciliar informações da literatura médica sobre determinadas doenças, permitindo responder perguntas que auxiliem o raciocínio e a tomada de decisão do médico2.
O projeto deve ser elaborado na forma de perguntas objetivas, relevantes à prática clínica, cujas respostas buscam recomendar ou contra-indicar condutas sobre procedimentos diagnósticos, terapêuticos e preventivos, ou ainda apontando a inexistência de informações científicas que permitam a recomendação ou a contra-indicação.  Uma forma básica e das mais simples na utilização dessas ferramentas  incluem as revisões sistemáticas orientadas.
As seguintes etapas devem ser seguidas para o desenvolvimento de uma rrevisão sistemática, modelo de pesquisa fundamental para a aplicação da Medicina Baseada em Evidência:
1)                 Identificação do problema clínico
2)                 Formulação de uma questão clínica relevante e específica - PICO
3)                 Busca das evidências científicas em Bases Primárias e Secundárias
4)                 Avaliação crítica das evidências disponíveis
5)                 Elaboração da resposta à questão inicial com Grau de Recomendação
6)                 Avaliação da aplicabilidade clínica das evidências

A identificação do problema clínico e formulação da questão podem ser decompostas seguindo a estratégia “PICO”, acrônimo para Paciente, Intervenção, Comparação e “Outcomes” (desfecho), componentes fundamentais para construção da pergunta para a busca de evidências na literatura médica.
A busca de evidências leva a identificação de termos descritores na estrutura PICO. Esses descritores devem então serem controlados para descritores MeSH do PubMed/Medline, podendo, por exemplo, serem os descritores MesH combinados com delimitadores AND, OR e NOT, resultando na estrutura de pesquisa para cada uma das perguntas.
A pesquisa leva à busca de evidência no PubMed/Medline, seguida de avaliação, de forma crítica,  das evidências disponíveis encontradas e se essas responderam a questão inicial e determinaram o grau de recomendação.
O grau de recomendação corresponde à força de evidência científica dos trabalhos encontrados, foi baseada nos centros de medicina-baseada-em-evidências em Oxford, e as diferenças entre o A, B, C e D devem-se exclusivamente ao desenho empregado na geração da evidência3:
A)                  Estudos experimentais ou observacionais de melhor consistência.
B)                  Estudos experimentais ou observacionais de menor consistência.
C)                  Relatos de casos estudos não controlados.
D)                 Opinião desprovida de avaliação crítica, baseada em consensos, estudos fisiológicos ou modelos animais.
As  respostas encontradas pelos pesquisadores devem ainda ser revisadas, buscando aumentar a consistência das respostas e com isso, a aplicabilidade clínica dessas.



Referências bibliográficas
1)   Sackett DL, Rosenberg WM, Gray JA, Haynes RB, Richardson WS. Evidence based medicine: what it is and what it isn't. BMJ. 1996 Jan 13;312(7023):71-2.
2)   Straus SE, Sackett DL. Applying evidence to the individual patient. Ann Oncol. 1999 Jan;10(1):29-32. Review.
3)   Bob Phillips, Chris Ball, Dave Sackett, Doug Badenoch, Sharon Straus, Brian Haynes, Martin Dawes.  Oxford Centre for Evidence-based Medicine Levels of Evidence November 1998. Updated by Jeremy Howick March 2009.