terça-feira, 12 de abril de 2011

Predição do comprometimento metastático axilar em pacientes com câncer de mama em estádio inicial de acordo com o subtipo imunoistoquímico, idade e tamanho tumoral

Oliveira Filho HR. Predição do comprometimento metastático axilar em pacientes com câncer de mama em estádio inicial de acordo com o subtipo imunoistoquímico, idade e tamanho tumoral [dissertação]. São Paulo: Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo; 2011. 93 p.

INTRODUÇÃO: O aprimoramento dos métodos de rastreamento e a conscientização da população geral contribuíram para o diagnóstico cada vez mais precoce do câncer de mama e proporcionou, juntamente com o avanço na terapêutica, altas taxas de sobrevida. O estado do acometimento axilar por metástase é um dos principais fatores prognósticos em pacientes com câncer de mama, particularmente naquelas com diagnóstico em estádio inicial. Na última década, esforços científicos foram direcionados para simplificar a amostragem dos linfonodos axilares, diminuindo a morbidade, mas respeitando os princípios oncológicos. Nesse sentindo, a biópsia do linfonodo sentinela foi considerada o avanço mais importante. Ao se obter um método preditor do estado axilar, que apresente os benefícios da abordagem padrão – dissecção axilar e biópsia de linfonodo sentinela – porém sem seus efeitos colaterais e que seja facilmente reproduzível, realizaremos um grande avanço na avaliação e terapêutica do câncer de mama inicial. MÉTODOS: Foi realizado estudo transversal retrospectivo com base nos prontuários de pacientes com câncer de mama invasivo, não metastático, com qualquer idade, atendidas entre 1999 e 2007 no Setor de Mastologia da Disciplina de Ginecologia do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Clínica Professor José Aristodemo Pinotti, cujo estudo histopatológico e imunoistoquímico foi supervisionado por um único médico patologista. Realizamos uma subdivisão imunoistoquímica dos tumores, sendo considerado luminal A os tumores com receptores hormonais positivos e HER 2 negativo; luminal B os com receptores hormonais positivos e HER 2 positivo; HER 2 as pacientes com receptores hormonais negativos e HER 2 positivo e triplo negativo aquelas com receptores hormonais e HER 2 negativos. Correlacionamos esses subtipos com as variáveis clínicas idade e tamanho tumoral para predizer a probabilidade de acometimento linfonodal axilar. RESULTADOS: Duzentos e trinta e nove casos foram analisados. No subtipo luminal A, a possibilidade de metástase foi maior quanto menor a idade da paciente e maior o tamanho do tumor. Essa foi a única associação que apresentou diferença estatisticamente significante. As pacientes que possuíam tumores triplo negativo tiveram, aproximadamente, 90% menos chance de metástase linfonodal que as pacientes com tumor luminal A. CONCLUSÕES: As pacientes com tumor luminal A apresentaram, significativamente, maior probabilidade de metástase linfonodal axilar. As pacientes com de tumores triplo negativo, com idade superior a 55 anos ou tumores menores que 2 cm, revelaram menor probabilidade de metástase axilar

sábado, 9 de abril de 2011

I Encontro Paulista de Especialistas em HPV



Evento organizado pela Dra. Maricy Tacla, Responsável pelo Setor de Patologia do Trato Genital Inferior/Colposcopia  e colaboração da Dra. Luisa Lina Villa do Instituto Ludwig - São Paulo,  reuniu algumas dezenas de especilistas em HPV no Gran Hyatt na manhã do sábado dia 9 de abril de 2011.
No programa assuntos relacionados com a prevenção primária e secundária do Câncer de Colo Uterino e a Infecção pelo HPV, abordando desde os aspectos da Imunologia pela Profa. Dra. Ana Paula Lepique até as últimas opções de tratamento. O evento teve o apoio dos Profs. Drs. Edmund Chada Baracat e Marcelo Zugaib do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, além do apoio institucional da MSD  e Roche.
Além dos palestrantes (vide programa abaixo) incluindo um speaker da Roche suiça, Dr Jean Jacques Palombo, coordenador do estudo Athenas, houve a participação de diversos especialistas que discutiram dois blocos de apresentações concisas e precisas a respeito de aspectos fundamentais do problema HPV/Câncer. O alto nível científico das apresentações foi o tom constante do evento. 

I ENCONTRO PAULISTA DE ESPECIALISTAS EM HPV
Grand Hyatt São Paulo – Av. Nações Unidas, 13.301
09 de abril de 2011
PROGRAMAÇÃO CIENTÍFICA
Horário                Temas Palestrante

08:00 - 08:20 -  Abertura

08:20 - 08:45 - Imunologia da infecção pelo HPV - Ana Paula Lepique

08:45 - 09:10 -  Citologia e histopatologia da infecção e da lesão pelo HPV - Filomena Marino Carvalho

09:10 - 09:50 - Prevenção Primária - Luisa Lina Villa

09:50 - 10:15 - A transmissão do vírus: o papel do homem e da gestante - Luciano Serpa Hammes

10:15 - 10:45 - Debate entre especialistas

10:45 - 11:20 - Intevalo.

11:20 - 11:40 - Diagnóstico - Prevenção Secundária - Yara Lucia Mendes Furtado de Melo

11:40 - 12:00 - Estudo Athena – Resultados - Jean Jacques Palombo

12:00 -12:15 - Rastreio molecular em SP - resultados preliminares - José Eduardo Levy

12:15 - 12:40 - Tratamento : o que há de novo - Edison Natal Fedrizzi

12:40 - 13:10- Debate entre Especialistas 

quinta-feira, 7 de abril de 2011

OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA – NORMAS ESPECÍFICAS

Março/2011  -  Aprovada em reunião específica do D.O.G. FMUSP


I - COMPOSIÇÃO DA COMISSÃO COORDENADORA DO PROGRAMA (CCP)

A CCP do Programa de Pós-graduação em OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA será constituída pelo Coordenador do Programa e seu Suplente, mais 2 docentes credenciados como orientadores no programa e por seus suplentes, além de 1 representante discente e seu suplente.


II - CRITÉRIOS DE SELEÇÃO

Os documentos para inscrição, o número de vagas disponíveis, a relação de orientadores, os itens de avaliação de currículo, a nota de cada item e a média final de aprovação, os temas e a bibliografia indicados para o processo seletivo, constarão em Edital específico, a ser divulgado na página eletrônica da FMUSP.
a) Curso de Mestrado e Doutorado
- Análise do Curriculum Vitae (CV)- peso 30;
- Avaliação do plano de pesquisa – peso 50;
- Argüição do Currículo Vitae- peso 20
b) Proficiência em língua estrangeira
A proficiência em língua estrangeira, conforme descrito no item V desta Norma,  será exigida no ato de inscrição.

III – PRAZOS

1) No curso de mestrado, o prazo para depósito da dissertação é de trinta e seis meses.
2) No curso de doutorado, para o portador do título de mestre, e no curso de doutorado direto o prazo para depósito da tese é de quarenta e oito meses.

IV - CRÉDITOS MÍNIMOS

1) Para o curso de mestrado são exigidas, pelo menos, 96 unidades de crédito, compreendendo 16 créditos em disciplinas e 80 pelo preparo da dissertação.
2) Para o curso de doutorado direto são exigidas, pelo menos, 200 unidades de crédito, compreendendo 24 créditos em disciplinas e 176 pelo preparo da tese.
3) Para o curso de doutorado, com obtenção prévia do título de mestre, pelo menos, 184 unidades de crédito, compreendendo 8 créditos em disciplinas e 176 pelo preparo da tese.

V - LÍNGUA ESTRANGEIRA

1) A proficiência em inglês será exigida para os cursos de Mestrado e Doutorado.
2) Serão aceitos unicamente os seguintes testes de proficiência em inglês, com validade de 5 anos:
(a) Reading Test in English for Candidates for Postgraduate Courses, realizado pela Cultura Inglesa, filial Pinheiros, exclusivamente para a Faculdade de Medicina da USP. Pontuação mínima para curso de mestrado: 50 pontos; para curso de doutorado: 60 pontos.
(b) Toefl internet-based Test, com pontuação mínima de 40 pontos para o curso de mestrado e 61 pontos para o curso de Doutorado.
(c)  Toefl Computer-based Test, com pontuação mínima de 120 pontos para o curso de mestrado e 173 pontos para o curso de Doutorado.
(d) Toefl Paper-based Test, com pontuação mínima de 433 pontos para o curso de mestrado e 500 pontos para o curso de Doutorado.
3) Ao aluno estrangeiro é obrigatória a apresentação do certificado de nível intermediário no teste de proficiência em português, realizado pelo CELPE-Brás, até 6 meses antes do prazo limite do curso.

VI – DISCIPLINAS

1) Os critérios de credenciamento de disciplina no Programa são:
(a) Mérito e importância junto ao programa.
(b) Conteúdo ligado às linhas de pesquisa.
(c) Competência específica dos responsáveis, avaliada por produção científica dos últimos cinco anos: publicação de artigos completos em revistas de corpo editorial rigoroso, de preferência em nível internacional; livros; capítulos de livros; participação em congressos internacionais e nacionais, coordenação e participação em projetos de pesquisa financiados.
(d) Linha de pesquisa definida, coerente com o conteúdo da disciplina.

VII – CANCELAMENTO DE TURMAS DE DISCIPLINAS

1) São critérios para cancelamento de turmas de disciplinas:
(a) Não ter sido atingido o número mínimo de estudantes por turma.
(b) Solicitação do ministrante devidamente justificada, aprovada pela CCP, até 15 (quinze dias) antes do início da turma.

VIII – EXAME DE QUALIFICAÇÃO (EQ)

1) O EQ é exigido no Mestrado e no Doutorado. O aluno deverá se inscrever para o Exame de Qualificação (EQ) obrigatoriamente até ter completado 60% do tempo máximo previsto para depósito dos exemplares de Dissertação/Tese (21 meses para Mestrado e 28 meses para Doutorado), desde que cumpridos pelo menos cinquenta por cento dos créditos exigidos em disciplinas.
 2) O EQ será prestado perante uma Comissão Julgadora constituída de membros indicados pelo Orientador e aprovados pela CCP. A Comissão julgadora será composta de três membros titulares e dois suplentes, com titulação mínima de Doutor e será presidida pelo membro de maior titulação.
3) O EQ terá por finalidade avaliar os conhecimentos do aluno dentro do tema relacionado ao seu projeto, bem como contribuir para aprimoramento do projeto de pesquisa. Para tal o aluno deverá entregar à Secretaria do Programa 3 (três) cópias da versão de seu projeto de Dissertação/Tese para análise da Comissão Julgadora, contendo introdução, objetivos, material e métodos e resultados parciais quando houver.
4) O Exame de Qualificação deverá ocorrer em até 120 dias após a data da inscrição. Nessa ocasião, o pós-graduando apresentará, em sessão pública, aula expositiva com duração máxima de 40 (quarenta) minutos, versando sobre seu trabalho de Dissertação/Tese e será arguido pela Banca Julgadora.
A avaliação será feita pela Banca em sessão secreta, após o término da última etapa do exame, respeitadas as normas regimentais.
5) No caso de reprovação, o aluno poderá se submeter a novo exame de qualificação até 180 dias após a  realização do primeiro.
6) O orientador, e/ou co-orientador no caso de curso de doutorado, não poderá fazer parte da comissão julgadora de Exame de Qualificação.

IX – PASSAGEM DE MESTRADO PARA DOUTORADO DIRETO

1) A partir da aprovação no Exame de Qualificação de Mestrado, e por sugestão da banca examinadora, o aluno poderá solicitar a mudança de curso com anuência do orientador, dentro do prazo de 30 dias. A CCP analisará o pedido fundamentado em parecer circunstanciado emitido por um relator sobre o novo projeto de pesquisa e desempenho acadêmico do aluno.
2) O aluno, com a anuência de seu orientador, poderá pleitear a transferência para o Curso de Doutorado, sem a necessidade de realizar Exame de Qualificação de Mestrado, dentro do prazo de 12 meses, a contar da data de ingresso no Programa. A CCP analisará o pedido fundamentado em parecer circunstanciado emitido por um relator sobre o novo projeto de pesquisa e desempenho acadêmico do aluno.
Critérios para análise: 1. Originalidade do trabalho; 2. Desempenho acadêmico do aluno mostrado através de trabalho publicado em periódico indexado com conteúdo parcial de sua tese, com co-autoria de seu orientador, a contar da data de matrícula no Curso.

X – DESEMPENHO ACADÊMICO E CIENTÍFICO INSATISFATÓRIO

Além do desligamento pelo Art. 54, o aluno poderá ser desligado pelo desempenho acadêmico e científico avaliado pelas exigências aqui estabelecidas.
O aluno será desligado do curso de pós-graduação por desempenho acadêmico e científico insatisfatórios mediante aprovação pela CCP de parecer escrito e circunstanciado do orientador sobre as atividades programadas do aluno.
Em caso de desligamento, o aluno poderá apresentar recurso, no prazo de 30 dias, sendo desligado se este último não for aprovado.

XI – ORIENTADORES E CO-ORIENTADORES

1) O prazo de credenciamento e recredenciamento de orientadores é de 3 anos.
2) Critérios mínimos para credenciamento de orientadores do curso de Mestrado:
a) Linha de pesquisa definida.
b) Produção científica: publicação de 4 artigos completos no PUBMED ou superior, sendo que pelo menos 1 com fator de impacto > 1,35 ou 3 artigos com fator de impacto > 1,35.
3) Critérios mínimos para credenciamento de orientadores do curso de Doutorado:
a)  Linha de pesquisa definida
b) Produção científica similar aos critérios mínimos exigidos para credenciamento de orientadores do curso de Mestrado;
c) Experiência prévia em orientação: iniciação científica, alunos de Pós-Graduação Lato Senso com artigo científico publicado, Mestrado, Doutorado ou Pós-Doutorado.
4) Critérios mínimos para credenciamento de co-orientadores:
a) Linha de pesquisa que englobe o projeto do aluno.
b) Contribuição com tópicos específicos do projeto.
c) Produção científica: publicação de 4 artigos completos no PUBMED ou superior, sendo que pelo menos 1 com fator de impacto > 1,35 ou 3 artigos com fator de impacto > 1,35.
5) Critérios mínimos para credenciamento de orientadores específicos para os cursos de Mestrado e Doutorado, incluindo orientadores externos:
a) Ter linha de pesquisa que englobe o tema abordado na dissertação ou tese em questão.
b) Produção científica: publicação de 4 artigos completos no PUBMED ou superior, sendo que pelo menos 1 com fator de impacto > 1,35 ou 3 artigos com fator de impacto > 1,35 (para doutores há mais de 5 anos). Para doutores há menos de 5 anos, 2 artigos com fator de impacto > 1,35 e um com qualquer fator de impacto.
6) Critérios mínimos para recredenciamento de orientadores:
a) Preencher todos os critérios mínimos definidos para o credenciamento de orientadores para o curso em questão.
b) Ter concluído a orientação ou co-orientação de pelo menos 1 aluno.
c) Apresentar, no último período de credenciamento, 3 artigos com fator de impacto > 1,35, sendo que pelo menos 1 deverá ser oriundo das dissertações e teses orientadas.
7) Número máximo de orientandos e de programas
a) O número máximo de orientandos na USP será 8 (oito), não abrangendo orientações de outras instituições.
b) Os orientadores poderão ser credenciados em, no máximo, 2 programas de pós-graduação da Unidade.
8) O número máximo de co-orientações por orientador será 3.

XII – PROCEDIMENTOS PARA DEPÓSITO DA DISSERTAÇÃO/TESE

Deverão ser depositados na Secretaria do programa 6 exemplares e versão eletrônica da dissertação de mestrado ou 10 exemplares e versão eletrônica da tese de doutorado e a secretária do Programa enviará um exemplar da Dissertação ou Tese e a versão eletrônica com ofício assinado pelo orientador atestando que o trabalho está apto para defesa, mais cópia do envio do trabalho oriundo da tese e recibo dos exemplares, ao Serviço de Pós-Graduação.

XIII – NOMENCLATURA DO TÍTULO

Os títulos obtidos terão a designação de Mestre e Doutor em Ciências.

XIV – OUTRAS NORMAS

1) É permitida a inclusão de errata nos exemplares de dissertações de mestrado ou teses de doutorado antes da defesa.
2) A solicitação de cancelamento de matrícula em disciplina fora de prazo somente será analisada por motivo de doença, devidamente comprovada por atestado médico.
3) Podem ser atribuídos, do total de créditos exigidos em disciplinas, até 25% de créditos especiais, assim distribuídos:
- Autor de artigo publicado em periódico com fator de impacto > 1,35, após a data da matrícula no programa = 2 créditos.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Mitos e Verdades em Ginecologia - parte II

Ginecologista Cidadão Responde 
Dr. Pérsio Cezarino, com colaboração Dr. Homero Guidi, urologista.  


Continuando nossa entrevista respondendo as perguntas e dúvidas da nossa paciente “preocupada”, que também podem ser as suas dúvidas:


Dr. Pérsio: Pensando na prevenção da saúde, que exames o senhor recomenda para minha filha de 18 anos, eu com 41anos e minha mãe que já esta com 67 anos e bastante saudável?

Resposta:
Para sua filha que já namora, com vida sexual ativa  em primeiro lugar recomenda-se o uso de anticoncepcionais orais, para evitar uma gravidez indesejada e a camisinha sempre para prevenir doenças sexualmente transmissíveis. No aspecto médico  recomendam-se visitas regulares ao Ginecologista e exame de Papanicolaou ou também chamado de Citologia Oncótica (prevenção do câncer do colo do útero).
Para a senhora acrescentamos, além do que foi recomendado para a sua filha: Mamografia, Densitometria óssea (pelo menos uma, inicial) e exames bioquímicos básicos (glicemia, colesterol/triglicérides) a cada 3 a 5 anos.
Para sua mãe, tudo o que a senhora fez e mais ultra-sonografia transvaginal e abdominal.

É importante frisar que na idade adulta, não é só a saúde ginecológica que importa, não se pode descuidar de outros aspectos da saúde geral envolvendo a parte cardiológica principalmente e também outros aspectos em função do histórico e antecedentes de saúde da família. Uma coisa muito importante hoje em dia, por exemplo, são os tumores intestinais. Quem teve alguém, na linhagem familiar direta, sanguínea, que teve câncer de intestino,  tem  a recomendação de fazer uma colonoscopia, depois dos 45 ou 50 anos de idade, época em que geralmente começam a aparecer esses tumores.


Dr Pérsio: Tenho 55 anos, sou casada e meu marido tem 60 anos, percebo, conversando com minhas amigas, que elas não têm  desejo sexual, tentam “fugir” das relações sexuais. Na minha casa, com meu marido, tudo continua da mesma maneira desde quando nós  tínhamos 30 anos? Tenho algo de errado conosco?

Resposta:

Não.  O ato sexual faz parte do bem estar e da saúde do casal.  Na faixa etária de vocês existem alterações hormonais que podem diminuir vontade (libido) e o prazer (orgasmo), porém não existem regras gerais, e sim existe tratamento tanto para disfunção sexual masculina como a feminina.

A senhora e o seu marido estão com boa saúde nesse aspecto. Suas amigas é que estão numa situação anormal e devem procurar um ginecologista. O mesmo acontecendo com os maridos que eventualmente tenham problemas com a parte sexual deles  (geralmente a ereção e a libido). Problemas de ereção e libido são muito comuns conforme avança a idade. É fundamental que procurem um urologista e façam uma revisão da sua saúde masculina e geral, incluindo a parte hormonal, a ereção propriamente dita, saúde geral (o diabetes, por exemplo,  pode influenciar muito negativamente a atividade sexual do homem!), a próstata (que pode ser atingida por câncer com muita facilidade – 1 em cada 8 homens na população em geral). Isso tudo além de outras coisas que o homem não sabe e quando sabe, empurra com a barriga. Homem também pode sofrer da tireóide, necessitar de reposição hormonal, além das doenças causadas pelo fumo, por falta de exercício, obesidade, excesso de álcool, etc.


Dr. Pérsio: Tenho 45 anos fiquei desempregada. Como ter acesso ao SUS?


Resposta:

Pergunta muito oportuna, porém complexa.
O Sistema Único de Saúde –SUS, teoricamente, é de acesso universal a todos os brasileiros, mas o funcionamento muitas vezes fica aquém do desejado e o acesso torna-se difícil. A desinformação, contudo, contribui bastante para essa dificuldade.

Algumas noções básicas do seu funcionamento são fundamentais:

Inicialmente você deve fazer seu cadastramento e obter o seu cartão SUS, através dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) ou procurar na própria Unidade Básica de Saúde (UBS) em seu bairro. Para o atendimento ginecológico já pode agendar um Papanicolau e consulta com Médico de Família ou Ginecologista.  Uma vez tendo sido feito esse registro, a Sra. passa a fazer parte daquele núcleo ou unidade, que em muitos lugares e municípios são também unidades do Programa da Saúde da Família. Dessa maneira os ACS periodicamente vão alertá-la sobre a realização de exames que devem ser feitos de tempos em tempos, participar de grupos educativos em saúde e outras campanhas e programas.
Caso em seu bairro não exista Unidade Básica de Saúde ou Unidade do Programa de Saúde da Família procure informações Ministério da Saúde pelo número DISQUE saúde 0800 61 1997, ou pela página da secretaria de saúde de São Paulo: http://www.saude.sp.gov.br/.

Outro problema que estrangula o SUS  é a mania da população procurar o hospital diretamente para casos que não são urgentes, atrás de uma consulta via Pronto Socorro.  Ocupa o lugar de uma urgência de verdade e não recebe um tratamento adequado pois, geralmente, vai receber o atendimento do momento, sem possibilidade de um acompanhamento, necessário na maioria das vezes. Geralmente vai receber um encaminhamento de volta para a Unidade Básica e aí, a dificuldade é maior.

Quando o caminho é o inverso ele é muito mais fácil.

O Hospital das Clínicas  (HC), por exemplo, tem atendimento classifcado como  terciário, complexo, reservado para casos mais críticos e complicados. Recebe casos e pacientes já triados pelas unidades que atendem os casos mais simples. É muito custoso utilizar uma estrutura do HC para extrair uma unha, ou tratar uma diarréia de dois dias, uma dor de barriga. São casos que ocuparam e gastaram no lugar de outros casos mais complicados.

Dr. Pérsio: Moro no bairro Capela do Socorro, na Zona Sul da capital. Minha vizinha tem 3 filhos,  mas seu companheiro atual não é  o pai deles.  Quando ela sai para trabalhar nós frequentemente escutamos o marido dela  gritando e maltratando as crianças, que as vezes aparecem machucadas dizendo que "cairam" ou "bateram a cara na porta". A menina menor, de 7 anos, já foi vitima de abuso sexual e ele não deixou falar nada, pois  a minha vizinha também sofre agressões físicas e tem muito medo dele. Há alguns dias vimos seu olho direito arroxeado e vários outros machucados. Também disse que tinha "caido", mas na verdade teve muita gritaria na noite anteior. O que podemos fazer para ajudá-la? 

Resposta:
Infelizmente vemos que essas situações ainda ocorrem numa proporção maior do que imaginamos.
Há necessidade de buscar ajuda, de denunciar, no sentido de proteger as crianças e também a sua vizinha.
Órgãos que podem ser acionados:

Na vigência da agressão acione a Polícia  pelo  190.

-Delegacias da Mulher, unidades que existem em vários distritos policiais ou separadamente destes, ou mesmo, na capital a 1ª. Delegacia de Defesa da Mulher – Parque Dom Pedro São Paulo/SP
Tel.: (11) 3241-3328,24 horas, todos os dias.

Centro de Referência da Saúde da  Mulher (CRSM) -  Av. Brigadeiro Luiz Antonio,683, 2º andar. Fone: 3248-8080

Central de atendimento a mulher: Disque 180http://www.violenciamulher.org.br/ 

A violência contra as crianças deve ser encaminhada a qualquer Delegacia de Polícia que aciona os Conselhos Tutelares e Varas da Infância e Adolescência e, assim, todos os demais órgãos envolvidos com a Proteção à Criança e ao Adolescente, um assunto que está diretamente assegurado pela Constituição Brasileira.

Para ambas as situações, pode ser acionado o Disque Denúncia, que permite o sigilo e anonimato em situações mais delicadas, impedindo retaliações do denunciado.

Pelo telefone:
São Paulo e região metropolitana 181
Estado de São Paulo 0800-15-63-15

Pela internet