quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Triple-Negative Breast Cancer / Atualização Relâmpago

Conteúdo Técnico apenas para Médicos.

Triple-Negative Breast Cancer
Review article
Current Concepts: Triple-Negative Breast Cancer
W.D. Foulkes, I.E. Smith, and J.S. Reis-Filho



N Engl J Med 2010; 363:1938-48. November 11, 2010

Artigo de revisão sobre Câncer de Mama Triplo-Negativo publicado hoje, 11 de novembro de 2010, no New England Journal of Medicine.

Definição

Os tumores de mama triplo-negativos são definidos como tumores que perdem a expressão dos receptores de estrógeno e progesterona e do gene HER2. Seu rápido crescimento e ocorrência em mulheres jovens podem tornar a difícil a sua detecção pela mamografia.


Pérolas Clínicas

* Qual é a epidemiologia do câncer de mama triplo-negativo.

Tumores triplo-negativos somam em torno de 15% de todos os cânceres de mama invasivos. Eles ocorrem mais frequentemente em mulheres jovens da raça negras e hispânicas do que em mulheres de outros grupos raciais ou étnicos.

* Quais são as manifestações clínicas do câncer de mama triplo negativo?

Tumores triplo-negativos e o câncer de mama do tipo basal tendem a ser maiores em volume do que outros subtipos de câncer de mama. Geralmente são de alto grau histológico e carcinomas ductais invasivos, sem um tipo histológico em especial. Diferenças no status nodal são menos pronunciadas, mas uma grande casuística já publicada mostrou que o câncer de mama do tipo basal é mais comumente linfonodo-negativo, comparativamente a outros tipos de câncer de mama. ,

* Qual é o principal fundamento, a base, do tratamento de pacientes com câncer de mama triplo-negativo?

Mulheres com câncer de mama triplo-negativo não se beneficiam de terapia endócrina ou com trastuzumab.
A quimioterapia é atualmente o principal recurso no tratamento dessas pacientes, apesar das pacientes com esse tipo de doença, quando consideradas como um grupo, apresentarem um resultado pior após a quimioterapia, comparativamente àquelas com outros tipos de câncer de mama.

* Qual é o prognóstico para o câncer de mama triplo-negativo?

Vários estudos têm indicado que o tumor triplo-negativo e o câncer de mama do tipo basal, como grupo, estão associados com um prognóstico ruim.

A forma da curva de sobrevida para pacientes com esses dois tipos de tumores difere daquela das pacientes com outros tipos de tumores: há uma queda aguda na sobrevida durante os primeiros 3 a 5 anos após o diagnóstico, mas uma recorrência tardia, após esse intervalo de tempo, é muito menos comum. Ambos os tipos de tumores de mama são mais propensos a apresentar metástases para vísceras, particularmente pulmões e cérebro, e têm menor propensão às metástases ósseas .

(Transcrito de Alerta On line do N Eng J Med - 11/11/2010)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Fitoginecologia – Aspectos Práticos

Centro de Convenções Rebouças

9, 10 e 11 de novembro de 2010.


Curso com a chancela da Sobrafito – Associação Médica Brasileira de Fitomedicina.





Assuntos:
Fitoterapia em Ginecologia com ênfase no uso em vulvovaginites, tensão pré-menstrual e dismenorréia, na transição menopausal e na pós-menopausa, climatério e outras aplicações.





Veja entrevista com a Dra. Ceci Lopes no Blog Notícias e Eventos





P R Ê M I O S DURANTE O CURSO
-Os participantes concorrerão ao sorteio de diversos exemplares de literatura médica específica de Fitoginecologia por cortesia da Livraria Atheneu, no final das sessões do curso, durante todos os dias.
-Sorteio de inscrições para o VCongresso Brasileiro de Fitomedicina em março de 2011 - Sobrafito
-Sorteio de convites para I Encontro de Amigos da Fitomedicina ( 4 dezembro 2010).
-Sorteio de Inscrições para a 5a. Jornada de Obstetrícia e Ginecologia da USP
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Inscrições On Line(ENCERRADAS)Inscrições diretamente no local.


Atenção :
Sócios da SOBRAFITO que não são associados à FEBRASGO/SOGESP podem fazer inscrição pelo preço da categoria Médicos Associados, apenas no local, comprovando estar quite com a SOBRAFITO.

NO LOCAL
Médicos residentes R$ 80,00

Sócios Febrasgo/Sogesp(*) R$ 140,00

Médicos não sócios R$ 260,00

(*) observação - Sócios adimplentes da Febrasgo ou entidades estaduais federadas à Febrasgo. Lembre-se que a inscrição faz a checagem através do CPF diretamente no cadastro da Febrasgo. As entidades estaduais é que mantém esse cadastro atualizado. Caso não consiga realizar a sua inscrição on line entre em contato conosco.

Maiores informações eventosginecologia@hcnet.usp.br
fone fax 11 3069 7192 Sra. Eunice
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Programa do Curso - 09, 10 e 11 de Novembro de 2010


09/11/2010 - terça-feira


18:30 -19:00 Secretaria – Inscrições e material
19:30 - 20:15 Fitoterapia: Conceitos Gerais - Eduardo Pagani - SOBRAFITO
20:15 - 20:30 Discussão
20:30 - 21:00 Coffee Break

21:00 - 21:45 Fitoterapia: O que mostram as Evidências - Eduardo Pagani - SOBRAFITO
21:45 - 22:00 Discussão

10/11/2010 - quarta-feira

18:30 -19:00 Secretaria

19:30 - 20:15 Fitoterápicos em Vulvuvaginites - Lana Maria Aguiar - HCFMUSP

20:15 - 20:30 Discussão

20:30 - 21:00 Simpósio patrocinado ACHÉ ("snack box").
Palestra com o Dr. Odair Albano

Médico Ginecologista/obstetra formado pela Unicamp/TEGO-FEBRASGO/ Administração em Saúde (FGV-SP)
Especialista em Fitomedicamentos.
Autor de capítulo do livro "Fitomedicamentos na Prática Ginecológica e Obstétrica" da Dr. Sonia Maria Rolim Rosa Lima - Editora Atheneu e também em capítulo no livro "Fitoestrogênios" do Dr. Edmund Baracat; Geraldo R. de Lima e Mauro Abi Haidar.

Secretário de Saúde Campinas, Vice Presidente COSEMS-SP, Conselheiro CES-SP e membro C.T.MS (1997-2000)
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Continuação do programa do dia 10/11

21:00 - 21:45 Sexualidade Feminina e fitoterápicos. - Sonia Maria Rolim Rosa Lima- FCMSCSP

21:45 - 22:00 Discussão

11/11/2010 - quinta-feira

18:30 -19:00 Secretaria
19:30 - 20:15 Fitohormônios nas transição menopausal e na pós-menopausa - José Maria Soares Junior - UNIFESP

20:15 - 20:30 Discussão

20:30 - 21:00 Coffee Break

21:00 - 21:45 Tensão Pré-Menstrual e Dismenorréia. - Lucia de Fátima Cahino da Costa Hime / UNISA

21:45 - 22:00 Discussão

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Entrevista com a Dra. Lúcia Hime, palestrante do Curso de Fitoginecologia , UNISA.

1-Doutora Lucia, a senhora vem utilizando fitoterápicos no seu dia-a-dia como ginecologista? Qual a sua impressão?


Como autêntica nordestina sempre tive as plantas fazendo parte do arsenal de substâncias utilizadas no tratamento das mais variadas afecções. Claro tudo feito de maneira observacional. A partir do momento que começamos a encontrar evidências científicas que comprovam o que antes era só observacional o meu interesse ficou cada vez maior e desde então introduzi a prescrição de fitoterápicos na minha vida médica.
Quanto a minha impressão, acho que a crença do médico é passada para os seus pacientes portanto a partir do momento que acredito meus pacientes se sentem seguros e em raras situações não aceitam a prescrição.

2-Doutora Lucia, a senhora utilizou óleo de borragem como tratamento do climatério nos seus estudos tanto para seu mestrado, como para seu doutorado. Quanto isso mudou a sua conduta no caso do atendimento dessas pacientes, desde então?

Não falaria que mudou minha conduta. Diria que encontrei mais uma opção para o tratamento dos sintomas do climatério.

3-A senhora acha que, no dia-a-dia do ginecologista, há lugar para o uso de fitoterápicos, com vantagem em relação a outros medicamentos?

Acho que a prescrição de fitoterápicos de maneira consciente e com respaldo científico encontra lugar de destaque no dia a dia do ginecologista. Acho que nenhum medicamento apresenta vantagem em relação ao outro. Cada um tem sua indicação precisa.

4-A senhora, como chefe da clínica ginecológica na UNISA, tem muito contacto com alunos e residentes. Qual a sua impressão sobre a aceitação por parte desses jovens, sobre os fitoterápicos? É diferente do que a senhora observa, quanto a profissionais mais antigos?

Sim. Nos dias atuais existe um interesse cada vez mais crescente por terapias não consideradas convencionais . Na faculdade temos ambulatório de acupuntura e de fitoterapia e percebemos uma grande procura por parte dos alunos. Estamos pensando em criar cursos de extensão na universidade para que possamos oferecer capacitação.

5- Qual a sua opinião em relação à formação das novas gerações, quanto aos fitoterápicos? Mudanças curriculares? Cursos independentes?

Na minha opinião deveríamos ter dentro da grade curricular do curso de medicina a disciplina de fitoterapia. É muito importante que se ensine o mecanismo de ação e a prescrição. Acho que só dessa forma vamos parar de ouvir a frase irritante “ Se bem não faz, mal não faz”.


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Profa Dra Sônia Maria Rolim Rosa Lima
Profa Adjunta do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia
Faculdade de Ciências Médicas Santa Casa de São Paulo
Pioneira em Fitoginecologia e autora de vários livros sobre o assunto.


1- Dra Sonia, a senhora tem o primeiro ambulatório de fitoterapia em ginecologia num serviço universitário no Brasil. Qual a sua impressão sobre o interesse e a procura dessa terapia por parte das pacientes?

Realmente, nos últimos anos, muito se tem ouvido falar sobre medicamentos que possuem como característica comum serem derivados de produtos ativos de plantas: os fitomedicamentos. Vale lembrar que no Brasil, em 2005, a 11a Conferência Nacional de Saúde recomendou, com ênfase, a implementação de Programa de Fitoterapia na rede pública, com regularização do uso de plantas medicinais, garantindo parcerias com Universidades para pesquisas e controle de qualidade, sob a fiscalização da Vigilância Sanitária. Recomendou, ainda, a regulamentação da produção e comercialização de produtos fitoterápicos e plantas medicinais, bem como a implementação de programas de incentivo ao desenvolvimento de projetos de fitoterapia e o fomento à implantação de laboratórios fitoterápicos, inseridos dentro da política de assistência farmacêutica do Estado.
Em decreto publicado no DOU, em 18.02.2005, foi criado o Grupo de Trabalho Interministerial com o objetivo de formular a proposta da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, o que demonstra a preocupação do Estado com essa área da terapêutica, ainda pouco explorada de forma científica, no país.
Desde 1998, após a participação no Encontro Anual de Especialistas da Sociedade Norte Americana de Climatério (NAMS), o interesse pelos produtos derivados de princípios ativos provenientes de plantas foi-nos despertado e pudemos observá-lo, também, entre os profissionais de saúde dos Estados Unidos e do mundo, apesar de ser assunto de sobejo discutido no continente europeu. Trouxemos então a proposta de abrir linha de Pesquisa sobre o tema e tivemos a aprovação do Curso de Pós-Graduação do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Quanto à criação do Ambulatório foi consequência do fato de termos alunos interessados também em fazer pesquisa científica e teses no assunto. Existe também excelente demanda e aceitação por parte das mulheres que procuram e participam dos trabalhos de pesquisa.

2- Em quais situações há maior procura e necessidade do tratamento com fitoterápicos?

Parafraseando as palavras do saudoso Professor José Júlio de Azevedo Tedesco “Considerando-se que os medicamentos sintéticos tiveram sua origem há pouco mais de cem anos, verifica-se que a arte de curar e, dentro deste contexto, a história da própria Medicina, está intimamente ligada ao uso das plantas medicinais. Desde a mais remota Antigüidade, as plantas medicinais fazem parte do arsenal terapêutico do curador. Em escritos considerados os mais antigos, há cerca de 3000 anos a.C os chineses faziam referências à raiz do ginseng como a cura para todos os males; relatavam, ainda, o uso do ruibarbo, do acônito e da cânfora. Hipócrates (460 – 377 a.C.), considerado o “pai da Medicina”, seguido de outros como Dioscórides e Galeno, indicava, para cada doença, ao lado de tratamentos considerados adequados, o tratamento vegetal correspondente. Assim evoluiu o uso de fitomedicamentos até os dias atuais. Em 1978 a Organização Mundial de Saúde, levando em consideração o uso histórico dos vegetais, a facilidade de obtenção, o baixo custo e os efeitos benéficos, determinou o início de programa mundial com o objetivo de avaliação e utilização destes métodos naturais para a cura das doenças”.
Portanto podemos dizer que, em todas as especialidades médicas há medicamentos fitoterápicos que podem ser indicados.



3- Quais as principais vantagens no uso desses fitomedicamentos?


Trata-se de medicamentos então acreditamos que o conhecimento de suas indicações e contra-indicações devam ser respeitadas. A aceitação e a adesão por tratamento com fitoterápicos são altas. O médico deverá saber qual a terapia mais indicada para cada caso. Somos a favor do conhecimento de todas as opções terapêuticas reconhecidas pelos órgãos governamentais sempre visando o melhor para nossa paciente.


4- Qual a sua opinião sobre a possibilidade de desenvolvimento de novos produtos, a partir do uso em ambulatório universitário?

Muito interessante e creio que tal prática deva ser incentivada; novas pesquisas deverão se realizadas em parceria com Laboratórios conceituados, após prévia análise e aprovação dos respectivos Comitês de Ética das Instituições de Ensino.


5- A indústria farmacêutica tem sido acusada de ser contra a fitoterapia, porque plantas não podem ser patenteadas. No entanto, grande número de medicamentos é originado de plantas. Qual sua opinião?

Quando verificamos o grande número de medicamentos derivados de plantas produzidos por Indústrias Farmacêuticas de renome nacional e internacional, reconhecidas pelos Órgãos competentes no Brasil, causa-me estranheza tal afirmação. Creio que deva ser oriunda de pessoas mal informadas.


6-Como docente de uma das mais respeitadas Faculdades de Medicina do país, o que pensa sobre o interesse dos alunos de medicina sobre os fitoterápicos?


Creio ser dever de todo Professor mostrar de modo franco e honesto as indicações e contra-indicações de qualquer medicamento. Procuramos desenvolver em cada um o senso crítico, mostrando as diferentes opções terapêuticas. Sabemos que, grande parte da cura depende da adesão ao medicamento, e este fato relaciona-se diretamente com o modo de atendimento do médico responsável. O conhecimento do uso, as explicações competentes das características próprias cada medicamento são fatores primordiais no sucesso terapêutico. O Professor interessante e interessado pode passar estas recomendações de modo claro e transparente. Notamos interesse crescente dos alunos no tema.



7- Quais sugestões faria no intuito de aumentar o conhecimento desse ramo na classe médica?


Há necessidade de incremento da parceria entre Laboratórios e Centros de Pesquisa e Ensino de Pós-Graduação. Há produtos já regulamentados e muitos outros em fase de pesquisa. O incentivo governamental também é fundamental. Voltando a minha primeira resposta: “....recomendou, ainda, a regulamentação da produção e comercialização de produtos fitoterápicos e plantas medicinais, bem como a implementação de programas de incentivo ao desenvolvimento de projetos de fitoterapia e o fomento à implantação de laboratórios fitoterápicos, inseridos dentro da política de assistência farmacêutica do Estado.” Creio que os setores citados deveriam seguir esta recomendação!



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Entrevista com a Dra. Lana Maria de Aguiar – Assistente Doutora e Chefe do Setor de Patologia Vulvar da Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da FMUSP.
Dra Lana participa do Fitoginecologia em novembro falando do uso de Fitoterápicos em vulvovaginites.





1) Qual é a sua impressão sobre o uso de fitoterápicos para o tratamento de afecções vulvares?


Quando tratamos as doenças vulvares, muitas vezes lançamos mão de fitoterápicos, que associados a antibióticos, antifúngicos, antivirais e outros medicamentos pertinentes para cada caso. Essa abordagem é o que se denomina atualmente a terapia integrativa. Uma terapêutica mais abrangente.


2) Qual sua opinião e experiência com o uso de fitoterápicos em outros problemas do trato genital inferior?

Muitas vezes algumas doenças vaginais (como as leucorréias / corrimentos) são tratadas com medicação fitoterápica, quer seja por via vaginal, quer seja para banhos de assento, externos, fazendo o tratamento da região vulvovaginal. A nossa experiência é maior com o uso de fitoterápico na região externa (vulva)

Costuma utilizar os fitoterápicos em outras situações? Quais?

Além das afecções vulvares, principalmente ligadas ao prurido vulvar e prurido sistêmico, nas quais podemos usar um fitoterápico (óleo de prímula), também o usamos na dor mamária (mastodínia ou mastalgia), tensão pré-menstrual e climatério

Qual o seu conselho aos mais jovens em relação aos fitoterápicos?

Penso que a medicina integrativa seja uma forma válida de melhorar as condições das pacientes. Acredito que em doenças com condutas bem estabelecidas, como as DSTs (doenças sexualmente transmissíveis ), por exemplo, não devamos trocar o antibiótico ou antiviral já recomendado e reconhecido. Em algumas eventualidades, no entanto, podemos usar a terapia fitoterápica associada a chamada terapia convencional conjuntamente e com reais benefícios às pacientes.

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Conceitos novos - Aprendendo

A Medicina Integrativa é a prática terapêutica que aborda de forma integral e completa o processo de cura do paciente, envolvendo sua mente, corpo e espírito. Ela combina a Medicina Convencional com as práticas de Medicina Complementares, que tenham se mostrado mais promissoras. Exemplo: usar conhecimentos de relaxamento para reduzir o estresse durante a quimioterapia


Dr Paulo de Tarso Lima



Médico Responsável pelo Setor de Medicina Integrativa e Complementar do Programa Integrado de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo/SP.
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Reciclagem em Ginecologia Baseada em Evidências
Centro de Convenções Rebouças – São Paulo


Atualize-se no sábado de manhã e ainda aproveite a tarde para o seu lazer!

Programas registrados na CNA - Comissão Nacional de Acreditação

Pontuação 2,5 pontos. Cadastro no. 21009.

INSCREVA-SE AQUI (Inscrições on line somente até dia 8 de dezembro).



INSCRIÇÕES

Residentes com comprovação - R$ 80,00

Sócios Sogesp/ Febrasgo(*) - R$ 150,00

Não sócios - R$ 260,00

(*) observação - Sócios adimplentes da Febrasgo ou entidades estaduais federadas à Febrasgo. Lembre-se que a inscrição faz a checagem através do CPF diretamente no cadastro da Febrasgo. As entidades estaduais é que mantém esse cadastro atualizado. Caso não consiga realizar a sua inscrição on line entre em contato conosco.


Maiores informações eventosginecologia@hcnet.usp.br
fone fax 11 3069 7192 Sra. Eunice


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Programa Reciclagem - 11 de Dezembro de 2010

Módulo : Ginecologia Endócrina, Infertilidade e Menopausa


Supervisão: Edmund Chada Baracat

Coordenação: Angela Maggio da Fonseca/ Paulo Serafini/ Vicente Renato Bagnoli

08:30-10:30 Sessão 1 - Coordenador Edmund Chada Baracat

08:30-08:50 Genitália Ambígua - Como proceder? - Vicente Renato Bagnoli - FMUSP

08:50-09:10 Amenorréia Marcos Felipe Silva de Sá - FMRP-USP

09:10-09:30 Sangramento disfuncional do endométrio - Como
conduzir? - José Maria Soares Júnior - UNIFESP

09:30-09:50 Hirsutismo e Acne - Poli Mara Spritzer - UFRGS

09:50-10:10 Infertilidade no dia-a-dia do Ginecologista - Paulo Serafini - FMUSP

10:10-10:30 Discussão

10:30-11:00 Coffee Break

11:00-13:00 Sessão 2 - Tsutomu Aoki

11:00-11:20 SOP e Infertilidade - Como proceder? Carlos Roberto Izzo - FMUSP

11:20-11:40 Osteopenia e Osteoporose - Angela Maggio da Fonseca - FMUSP

11:40-12:00 Androgênios na pós menopausa - Cesar Eduardo Fernandes - FMABC

12:00-12:20 TH na pós menopausa - Estado atual - José Mendes Aldrighi – Santa Casa SP

12:20-12:40 TH e mama - Afonso Celso Pinto Nazário - UNIFESP

12:40-13:00 Discussão

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Propedêutica da Endometriose

Patrick Bellelis, Sérgio Podgaec, João Antônio Dias Jr, Luiz Flávio Cordeiro Fernandes, Mauricio Simões Abrão
Junho 2010


1. Introdução

1.1 – Quadro Clínico
Os sintomas da endometriose são variáveis e podem estar relacionados à localização da doença. As queixas mais freqüentes de mulheres com endometriose são dismenorréia, dispareunia de profundidade, dor pélvica crônica e alterações intestinais e urinárias durante o período menstrual, como dor e sangramento. Muitas mulheres percorrem consultórios ginecológicos por mais de 7 anos até se estabelecer o diagnóstico definitivo da doença.
O diagnóstico de endometriose deve ser considerado em todas as mulheres em idade reprodutiva com as queixas descritas acima. A associação de sintomas com alterações do exame físico são bastante indicativas de doença. Em 2005, Fauconnier e Chapron publicaram os principais sintomas álgicos relacionando com os locais acometidos pela doença e a tabela 1 resume estes sintomas.


1.2 – Classificação
A maioria dos serviços utiliza classificação da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM), que divide em 4 grupos: mínima (I), leve (II), moderada (III) e severa (IV), como podemos observar na figura 1. No entanto, essa é uma classificação que recebe muitas criticas pois não relaciona-se à intensidade da dor, nem com o prognóstico de melhora desta com a realização dos tratamentos clínicos ou cirúrgicos, além de não valorizar os focos de endometriose em órgãos como intestino, bexiga e ureteres, relacionados à quadros mais graves da doença.

Figura 1 – Estadiamento de endometriose da American Society for Reproductive Medicine – ASRM – 1996



2. Avaliação por métodos de imagem

Atualmente, a avaliação cuidadosa permite a determinação dos locais de doença, o que possibilita programar de forma adequada o tratamento e antecipar possíveis dificuldades cirúrgicas e eventuais complicações intra-operatórias. O exame físico e a realização dos exames auxiliares são muito importantes para o planejamento terapêutico.
Os principais métodos de imagem utilizados para o diagnóstico da endometriose profunda são: ultrassonografia endoscópica transretal (USTR), ultrassonografia transvaginal (USTV) e ressonância magnética (RM).
Atualmente pode-se considerar a USTV (principalmente com preparo intestinal) como o exame de primeira linha na avaliação da endometriose profunda devido à sua alta acurácia, menor custo, maior numero de equipamentos instalados e à possibilidade de avaliar os demais sítios da doença, mas, para a sua realização a contento são necessários profissionais e protocolos especializados.
Sendo assim, um protocolo sugerido para avaliação das pacientes com suspeita de endometriose pode ser visualizado na figura 2.


Figura 2 – Orientação propedêutica no diagnóstico da endometriose – Protocolo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.
QC=quadro clínico; USTV = Ultrassonografia transvaginal; USTR = Ultrassonografia transretal; RM = Ressonância Magnética

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O papel das tubas uterinas no câncer de ovário

Jesus Paula Carvalho

Câncer de ovário é a neoplasia maligna ginecológica mais agressiva. Tem a maior morbidade e a maior taxa de mortalidade. A sobrevida de 5 anos é alcançada por menos de 50% das pacientes, mesmo com os melhores tratamentos cirúrgicos e quimioterápicos. Para agravar ainda mais o cenário, as diversas tentativas de estabelecer programas de prevenção, rastreamento e diagnósticos precoces da doença têm apresentado resultados decepcionantes.

A possível solução deste grande desafio é sem dúvidas conhecer melhor a carcinogênese ovariana e desta forma, talvez possam surgir estratégias novas e eficientes para prevenir, detectar precocemente ou mesmo tratar esta doença de tamanha gravidade. Neste breve artigo apresentamos um dos tópicos mais atuais e interessantes da carcinogênese ovariana que é o papel das tubas uterinas.

Existe um grupo de mulheres de altíssimo risco para câncer de ovário. São as mulheres com mutação dos genes BRCA1 e BRCA2(1). Familias com dois ou mais casos de câncer de ovário têm 50% de chance de apresentarem mutações nestes dois genes. Na população geral, 5 a 15% dos carcinomas ovarianos são decorrentes de mutações BRCA1/BRCA2(1-3).

Para estas pacientes com mutação confirmada dos genes BRCA1/BRCA2, o risco de desenvolver câncer de ovário ao longo da vida pode chegar a 60%, o que é um risco exageradamente alto para uma doença tão grave. Por este motivo, as pacientes com mutação do BRA1/BRCA2 têm sido orientadas a fazer ooforectomia profilática aos 35 anos de idade(4, 5).

No exame anatomopatológico dos espécimens retirados profilaticamente destas pacientes com mutação, encontra-se carcinoma seroso em proporções que variam de 2,3 a 17%(6-8).  O mais interessante é que estes carcinomas subclinicos, encontrados em exames de especimens supostamente normais, encontram-se não nos ovários como era de se esperar, mas nas tubas uterinas. E nas tubas uterinas em grande parte das vezes o carcinoma encontra-se na forma in situ. Isto confirma que a doença realmente originou-se nas tubas e não nos ovários.

Outro fato intrigante é que enquanto o carcinoma in situ ou neoplasia intra-epitelial é uma entidade comum na vulva, vagina, colo do útero e mesmo no endométrio, praticamente não existe carcinoma in situ do ovário, ou se existe o diagnóstico é excepcional. Por outro lado, as tubas uterinas foram tidas por muito tempo como sítios raros de tumor, mas agora com o estudo sistemático em pacientes de alto risco para câncer de ovário, com mutação do BRCA1/BRCA2, verifica-se que a neoplasia intra-epitelial tubárica e mesmo o carcinoma seroso primário da tuba uterina é uma entidade não tão rara quanto se julgava anteriormente, e a região mais propensa ao inicio do câncer nas tubas, são as terminações das fimbrias onde existe a transição do epitélio ciliar tubárico com o mesotélio peritoneal(6, 8-24).

Desta forma, pode se concluir que as tubas uterinas é o sítio de origem  de pelo menos uma parcela importante dos carcinomas serosos anteriormente atribuídos aos ovários. Talvez não seja o sitio de origem de todos os carcinomas serosos, mas pelo menos nas pacientes com mutação do BRCA1/BRCA2, a grande soma de evidências apontam neste sentido.

Considerando-se que o carcinoma seroso inicia-se na transição do epitélio de revestimento tubárico com o mesotélio peritoneal, pode-se especular que existem fatores que aumentariam o risco de transformação neoplásica nesta transição dos dois epitélios.

Os ginecologistas conhecem bem a transição entre o epitélio escamoso do colo do útero e o epitélio glandular endocervical e sabem que este é o sítio preferencial para o inicio do carcinoma do colo do útero. Nesta área crítica chamada junção escamo-colunar existe dois fatores carcinogênicos importantes: a inflamação crônica e um agente biológico, o papilomavirus humano (HPV)(25).

Outra situação similar ocorre na junção do epitélio escamoso esofágico com o epitélio glandular gástrico. Este sítio também é zona de alto risco para o aparecimento do câncer e é sede de inflamação crônica e tem um agente biológico relacionado com o câncer, o H.pylori(26).

Nas tubas uterinas existe a transição entre o epitélio ciliar tubárico e o mesotélio peritoneal; existe inflamação crônica de várias etiologias, sendo a mais persistente e assintomática a inflamação crônica da infecção por Chlamydia trachomatis. Se estes fatores podem induzir ao câncer de ovário em pacientes suceptiveis geneticamente, é uma hipótese a ser comprovada(27). De qualquer forma, é recomendável incluir a salpingectomia bilateral nas pacientes em quem se deseja reduzir cirurgicamente o risco de câncer de ovário.

Referências bibliográficas

  1.  Ramus SJ, Gayther SA. The contribution of BRCA1 and BRCA2 to ovarian cancer. Mol Oncol. 2009;3: 138-50.
  2. Soegaard M, Kjaer SK, Cox M et al. BRCA1 and BRCA2 mutation prevalence and clinical characteristics of a population-based series of ovarian cancer cases from Denmark. Clin Cancer Res. 2008;14: 3761-7.
  3. Risch HA, McLaughlin JR, Cole DE et al. Prevalence and penetrance of germline BRCA1 and BRCA2 mutations in a population series of 649 women with ovarian cancer. Am J Hum Genet. 2001;68: 700-10.
  4. Gulden C, Olopade OI. Risk assessment and genetic testing for ovarian cancer. AJR Am J Roentgenol.194: 309-10.
  5. Schwartz MD, Kaufman E, Peshkin BN et al. Bilateral prophylactic oophorectomy and ovarian cancer screening following BRCA1/BRCA2 mutation testing. J Clin Oncol. 2003;21: 4034-41.
  6. Lee Y, Medeiros F, Kindelberger D et al. Advances in the recognition of tubal intraepithelial carcinoma: applications to cancer screening and the pathogenesis of ovarian cancer. 
  7. Adv Anat Pathol. 2006;13: 1-7.
  8. Rebbeck TR, Lynch HT, Neuhausen SL et al. Prophylactic oophorectomy in carriers of BRCA1 or BRCA2 mutations. N Engl J Med. 2002;346: 1616-22.
  9. Medeiros F, Muto MG, Lee Y et al. The tubal fimbria is a preferred site for early adenocarcinoma in women with familial ovarian cancer syndrome. Am J Surg Pathol. 2006;30: 230-6.
  10. McEwen AR, McConnell DT, Kenwright DN et al. Occult cancer of the fallopian tube in a BRCA2 germline mutation carrier at prophylactic salpingo-oophorectomy. Gynecol Oncol. 2004;92: 992-4.
  11. Gu J, Roth LM, Younger C et al. Molecular evidence for the independent origin of extra-ovarian papillary serous tumors of low malignant potential. J Natl Cancer Inst. 2001;93: 1147-52.
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