terça-feira, 21 de setembro de 2010

Avaliação dos fatores de crescimento insulinóides IGF-1 e IGFBP-3 em mulheres com alto risco para câncer de mama

21/09/2010 Angela Francisca Trinconi da Cunha DO
Tema
Avaliação dos fatores de crescimento insulinóides IGF-1 e IGFBP-3 em mulheres com alto risco para câncer de mama
INTRODUÇÃO: A crescente incidência de câncer de mama, que cada vez mais acomete mulheres jovens, tem despertado muito interesse no diagnóstico precoce e na busca do tratamento mais eficaz e minimamente agressivo. Da mesma forma, vem aumentando a parcela da população com alto risco para câncer de mama, para a qual as atenções têm se voltado no sentido de se encontrar um caminho que permita prevenir o surgimento da neoplasia. Inspirados por Peyrat, que primeiro associou o câncer de mama com a presença de fator de crescimento insulina like tipo 1 (IGF-1), vários autores se lançaram nesta procura e, apesar de controversa, a literatura internacional tende a mostrar uma relação direta entre IGF-1 e câncer de mama na pré-menopausa. A proteína carreadora de IGF do tipo 3, ou IGFBP-3, também foi adicionada ao rol de sustâncias com possibilidade de promover câncer, porém, não tem demonstrado clara regularidade em seu mecanismo de ação. Tendo como alvo a população com alto risco para câncer de mama, quer histopatológico, quer familiar, e direcionada pelos cálculos matemáticos de Gail e Tyrer-Cuzick, essa tese objetivou avaliar a relação entre IGF-1 e IGFBP-3 em mulheres brasileiras atendidas pelo Setor de Mastologia da Disciplina de Ginecologia do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. MÉTODOS: estudo transversal em que foram comparados os níveis séricos de IGF-1 e IGFBP-3, dosados pelo método imunométrico quimioluminescente, em 3 diferentes grupos: mulheres com câncer de mama não tratado (n= 51), mulheres com risco populacional (n= 66) e mulheres com alto risco para câncer de mama (n= 108). Foram considerados fatores de comparação: idade, estado menopausal e índice de massa corpórea. RESULTADOS: 1) não houve diferenças entre os grupos com respeito ao IMC; 2) foi estatisticamente significativa a diferença das médias de idades dos grupos, sendo as mulheres com alto risco para câncer de mama mais jovens (p<0,001); 3) quanto ao estado menopausal, houve significativa diferença entre os grupos, com predomínio de mulheres pós-menopausa no grupo de pacientes com câncer de mama (58,8%), com p <0,001; 4) não foi encontrada relação estatisticamente significante entre percentual de IGF-1 em relação à mediana, percentual de IGFBP-3 em relação à mediana e razão dos percentuais de IGF-1 e IGFPB-3 em relação à mediana para os 3 grupos estudados;4) não houve variações nas dosagens de acordo com o tipo de situação determinante do alto risco para câncer de mama (familiar ou histopatológico); 5) não houve alteração estatisticamente significativa das variáveis estudadas, mesmo após subdivisão do grupo de alto risco (risco vitalício entre 20 e 29% X risco vitalício superior a 29%). CONCLUSÃO: Não foi observada variação dos níveis séricos de IGF-I e IGFBP-3 em mulheres com câncer de mama, com alto risco para câncer de mama ou com risco populacional

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Análise do estudo intraoperatório de margens cirúrgicas no tratamento conservador do câncer de mama

14/09/2010 Guilherme Novita Garcia ME
Tema
Análise do estudo intraoperatório de margens cirúrgicas no tratamento conservador do câncer de mama Introdução: A eficácia do tratamento cirúrgico conservador do câncer de mama depende da retirada de toda a neoplasia com margem livre. Existem várias formas de avaliar o estado da margem de ressecção durante a cirurgia, porém todas apresentam considerável índice de falha (10 a 20%). Dentre estes métodos, congelação de margens é o menos utilizado. Esta técnica apresenta riscos de perda de tecido e custo mais elevado que as demais. No entanto, trata-se de excelente maneira de avaliar a distância do tumor à margem durante o exame intraoperatório. O Setor de Mastologia da Disciplina de Ginecologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) preconiza a avaliação combinada com exames macroscópico, citológico e de congelação das margens em toda cirurgia conservadora de câncer mamário. Objetivos: Avaliar o valor preditivo negativo do estudo intraoperatório das margens cirúrgicas em casos de carcinoma ductal invasor da mama pelo método utilizado no Setor de Mastologia da Disciplina de Ginecologia do HCFMUSP, comparar estes valores com os casos que realizaram o exame intraoperatório apenas com macroscopia e citologia e analisar quais fatores clínicos, cirúrgicos, histopatológicos e imunoistoquímicos podem interferir com os resultados. Pacientes e métodos: Foram analisados os dados dos prontuários médicos de 242 cirurgias conservadoras operadas neste serviço, sendo que 179 realizaram exame de congelação e o restante apenas macroscopia e citologia. O estudo intraoperatório das margens (EIM), com ou sem congelação, foi avaliado tendo como padrão ouro as margens cirúrgicas definitivas, que podiam ser livres ou positivas (tumor na borda ou a menos de 2mm). Os fatores pesquisados foram: clínicos (idade), cirúrgicos (retirada de pele, ampliação da cavidade), histopatológicos (tamanho, linfonodos acometidos, invasão angiolinfática (IAL) e componente intraductal extenso (CIE) e imunoistoquímicos (receptores de estrogênio, progesterona, Ki-67, Her-2). A influência destas variáveis no EIM foi calculada com p < 0,05. Resultados: O valor preditivo negativo (VPN) do EIM foi de 87,1%. O exame de congelação não modificou significativamente os resultados do EIM (p=0,364). As variáveis analisadas não influenciaram no resultado do exame intraoperatório das margens. Conclusão: O presente estudo permite concluir que o VPN do EIM foi de 87,1%, que o exame de congelação não melhorou significativamente os resultados em relação ao exame feito apenas por macroscopia e citologia e que as variáveis clínica (idade), cirúrgicas (excisão de pele e ampliação da cavidade), histológicas (tamanho tumoral, número de linfonodos positivos, IAL e CIE) e imunoistoquímicas (RE, RP e Her-2) não influenciaram no resultado do EIM.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

CÂNCER DE ENDOMÉTRIO - novos paradigmas.


Na próxima reunião da Clínica Ginecológica da Universidade de São Paulo, quarta-feira,dia 8 de setembro o Prof. Dr. Jesus de Paula Carvalho, professor associado da Clínica e Chefe do Setor de Oncologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo "Otávio Frias" - ICESP vai discorrer sobre os novos conceitos e dados epidemiológicos do Câncer de Endométrio.
Comenta o Prof. Dr. J.P. Carvalho:

"O carcinoma do endométrio será, muito em breve, o câncer ginecológico mais freqüente, como acontece nos países mais desenvolvidos. No Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, o câncer do endométrio já é mais freqüente do que o câncer do colo do útero.

Isto se deve aos programas de controle de câncer do colo; às mudanças nos padrões reprodutivos das mulheres e, sobretudo, ao crescente aumento da obesidade na população brasileira.

O tratamento cirúrgico do câncer do endométrio está em meio a grandes controvérsias nos últimos meses. Diferentes estudos têm questionado o papel da linfadenectomia pélvica e para-aórtica e mesmo da radioterapia adjuvante.

Existem dois grupos de carcinomas do endométrio. Um de baixo risco, em que a cirurgia costuma ser tratamento suficiente. E o outro de alto risco, cujo tratamento compreende cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

Conhecer as diferenças e oferecer o melhor tratamento para cada tipo de tumor é tarefa dos ginecologistas."

A reunião acontece as 8h no Anfiteatro "Berillo Langer" do Instituto Central do Hospital das Clínicas, sob a coordenação do Prof. Dr. Edmund Chada Baracat e com a presença de todo o staff da Clínica, médicos residentes, colaboradores, alunos graduandos e ginecologistas ouvintes. Têm transmissão simultânea e iterativa (telemedicina) para o anfiteatro do Hospital Universitário do campus principal da Universidade de São Paulo, no Butantã (Cidade Universitária).


Para o leigo - endométrio é a camada interna que reveste a cavidade uterina. Essa camada descama, em caráter cíclico, durante a menstruação da mulher. Sua finalidade precípua é servir de local para a implantação do óvulo fertilizado, que vai evoluir para embrião, feto e bebe, durante a gravidez. Nos ciclos em que não ocorre gestação, essa camada prolifera em metade do ciclo da mulher e depois descama, originando a menstrução.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Atualização relâmpago

****** Atenção esse é um artigo médico. Recomenda-se critério do leitor na leitura******

Publicação no New England Journal of Medicine - 2 de setembro de 2010.

Infertilidade


Teaching Topic
Infertility
Clinical Problem-Solving
Hard to Conceive
J.H. Levison and Others

In the United States, approximately 10% of women of reproductive age have received infertility treatment. Among these cases of infertility, about 50% are attributed to female factors, and 25% to male factors; 25% are unexplained.
Clinical Pearls
How is infertility diagnosed?
Infertility is defined as the inability to conceive after 1 year of regular unprotected intercourse. Within the first year of attempted conception, 80 to 90% of couples conceive, and after 2 years 95% conceive.

What are the most common causes of infertility?
Three quarters of infertility cases have an identifiable cause; the rest are designated as “unexplained.” The majority of cases of female infertility result from disorders of ovulation or the fallopian tubes; other causes include endometriosis, cervical defects, and uterine abnormalities. The predominant cause of male infertility is a low number of functional sperm in the ejaculate.

Morning Report Questions
Q. What initial diagnostic evaluation is recommended for the infertile couple?
A. The initial diagnostic evaluation should include semen analysis, documentation of ovulation, and hysterosalpingography to evaluate the uterine cavity and tubal patency.

Q. What is the most common cause of fallopian tube blockage?
A. Distal tubal blockage most commonly results from pelvic inflammatory disease and salpingitis; the most common causes include infection with C. trachomatis or N. gonorrhea, but blockage can also result from mixed infection with mycoplasma, ureaplasma, and fecal coliform species and from mycobacterial infections — notably, Mycobacterium tuberculosis.