domingo, 4 de julho de 2010

Programe-se para os Eventos Internacionais

Em agosto de 2010, no Canadá, vai acontecer um congresso de grande significado na área do Assoalho Pélvico/ Uroginecologia. Pela primeira vez a ICS – International Continence Society e a IUGA – International Urogynaecological Association vão juntar forças e esforços num Congresso em comum. Já vem de alguns anos as reuniões conjuntas, a publicação de protocolos mútuos e a formação de várias comissões e comitês dessa área tão importante da Saúde da Mulher. Muitos médicos brasileiros, ginecologistas, urologistas, proctologistas, fisioterapeutas, entre outros profissionais, são associados de uma ou de ambas as sociedades. O Brasil tem uma grande representação nas duas e é candidato a sediar um dos eventos anuais dessas entidades. As cidades que sediam esses eventos, que chegam a reunir aproximadamente 4.000 participantes, são escolhidas com bastante antecedência e por votação de todos os associados. A indicação da cidade-sede, antes do processo de eleição, passa , evidentemente, por uma análise criteriosa dos recursos de transporte aéreo e terrestre, local e infra-estrutura do centro de convenções escolhido, rede hoteleira, segurança, potencial turístico, recursos técnicos,etc. As últimas cidades que sediaram esses eventos foram San Francisco, Cuomo na Itália, Cairo no Egito, Taipei, Heidelberg na Alemanha, Florença, etc.

H.Guidi
Editor, junho 2010.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Perfil dos glicosaminoglicanos no útero de ratas ooforectomizadas e tratadas com estrogênios e/ou progestagênios

15/06/2010 Ricardo dos Santos Simões ME
Tema
Perfil dos glicosaminoglicanos no útero de ratas ooforectomizadas e tratadas com estrogênios e/ou progestagênios
Objetivo: Avaliar os efeitos dos estrogênios conjugados eqüinos (ECE), isolados ou associados ao acetato de medroxiprogesterona (AMP) sobre os glicosaminoglicanos do colo e do corno do útero de ratas. Métodos: 40 ratas adultas, após 30 dias de ooforectomia foram distribuídas em quatro grupos: GI - controle (veículo); GII - ECE (50 g/Kg, por dia); GIII - AMP (0,2 mg/Kg, por dia) e GIV - ECE (50 g/Kg, por dia) + AMP (0,2 mg/Kg, por dia). As substâncias foram administradas por gavagem por 28 dias consecutivos, sendo que ao final, após anestesia, o colo e o corpo do útero foram retirados e mergulhados em acetona para detecção e quantificação dos glicosaminoglicanos. Os glicosaminoglicanos sulfatados foram submetidos a eletroforese em gel de agarose e o ácido hialurônico a ensaio fluorimétrico (ELISA-like). Os resultados foram analisados pelo teste de t de Student e de ANOVA, complementado pelo teste de Tukey-Kramer (p<=0,05). Resultados: Foi detectada, em todos os grupos, maior concentração de glicosaminoglicanos sulfatados tanto no colo como nos cornos uterinos, em especial do dermatam sulfato. Já a concentração de ácido hialurônico foi maior no corno do que no colo. Com relação ao dermatam sulfato, os estrogênios promoveram incremento, tanto no colo quanto no corpo, sendo que a medroxiprogesterona bloqueou esta ação nos cornos uterinos. Os estrogênios e a medroxiprogesterona, por sua vez, apresentaram ação positiva nos níveis de heparam sulfato no colo do útero, já no corno este efeito foi atribuído à medroxiprogesterona. Conclusões: O perfil e a quantificação dos glicosaminoglicanos nas duas porções do útero de ratas são diferentes. Os glicosaminoglicanos sulfatados, em especial o dermatam sulfato, mostrou-se em maior concentração tanto no colo quanto no corno uterino. Os estrogênios e a medroxiprogesterona têm ação positiva nos glicosaminoglicanos sulfatados do colo, enquanto a medroxiprogesterona apresenta efeito antagônico no corno. O ácido hialurônico apareceu em maior concentração no corno do que no colo uterino.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Adenomiose em pacientes com endometriose profunda: aspectos clínicos, histológicos e radiológicos

01/06/2010 Midgley Gonzales DD
Tema
Adenomiose em pacientes com endometriose profunda: aspectos clínicos, histológicos e radiológicos
Objetivo: O objetivo deste estudo foi analisar a relação do diagnóstico, à ressonância magnética, de adenomiose com endometriose. Pacientes e Métodos: Entre fevereiro de 2004 e março de 2008 foram avaliadas 152 pacientes, com diagnóstico histológico de endometriose, as quais foram separadas em dois grupos de acordo com a presença (Grupo A) ou ausência de adenomiose (Grupo B), diagnosticadas ao exame de ressonância magnética. Foram analisadas a espessura da zona juncional e a presença de cistos intramiometriais como critérios principais para diagnóstico de adenomiose. Critérios secundários como acometimento da parede posterior uterina, "adenomiose subserosa", zona juncional até a serosa, zona juncional indefinida e adenomiose focal também foram avaliados. Os dados obtidos pela análise do exame de imagem foram correlacionados ao quadro clínico, estadiamento, local de acometimento e a classificação histológica da endometriose. Resultados: A prevalência de adenomiose em pacientes com endometriose foi de 42,76%. Pacientes com endometriose e adenomiose, diagnosticada à ressonância magnética, apresentaram, em relação ao grupo sem adenomiose maior queixa de dismenorréia severa ou incapacitante (61,53% no Grupo A e 44,83% no Grupo B, p=0,041) e dispareunia de profundidade (64,61% no Grupo A e 41,38% no Grupo B, p=0,005), maior associação com endometriose estádio IV (50,77% no Grupo A e 33,34% no Grupo B, p=0,03), mais endometriose localizada em retossigmóide (49,23% no Grupo A e 32,18% no Grupo B, p=0,033), maior associação com endometriose indiferenciada ou mista (52,31% no Grupo A e 34,48% no Grupo B, p=0,028). As pacientes com endometriose profunda, acometendo retossigmoide, e com estádio IV, apresentaram adenomiose, correlacionada a maiores espessuras de zona juncional, predominantemente em parede posterior do útero, e relacionada ao achado radiológico de cistos intramiometriais e adenomiose subserosa (p<0,05). Conclusão: Os resultados obtidos permitem concluir que, neste estudo, observou-se correlação entre adenomiose e endometriose profunda de pior prognóstico, envolvendo principalmente o reto-sigmóide.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Palavra inicial do Editor

Quando o Prof. Dr. Edmund Chada Baracat, titular da Clinica Ginecológica, nos confiou a tarefa de reativar e oxigenar o site da Ginecologia do HCFMUSP recebemos um desafio muito grande.

Existiam dois caminhos.

Um deles seria pura e simplesmente contratar um empresa inteira e especializada na construção de um site, cheio de recursos visuais e ferramentas, etc., etc. e de longe enviar uma pilha de arquivos para publicação.

O outro, muito mais desafiador, e proposto pelo Web Designer Cezar Galhardo, que já vinha ajudando a Clínica nas nossas Jornadas, era de romper algumas barreiras em favor do instantâneo e da participação direta para o qual toda a Internet caminha. Um site formatado e baseado na linguagem do blog, da comunicação postada, sem dificuldades e sem enormes estruturas interpostas entre quem produz o material, no caso os médicos da Clínica, e o leitor internauta.

Aceitamos todos o desafio e seguimos a tendência que explica o sucesso do Twitter e outros canais instantâneos e praticamente pessoais de comunicação. Esperamos que o esquema tenha sucesso, participação e, sobretudo, tenha a agilidade e utilidade para o leitor.
Que funcione como um instrumento de ensino e serviço, auxiliares poderosos na aproximação do trabalho da Disciplina e Clínica Ginecológica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e a comunidade a que serve, em última palavra sua razão de existência na Assistência, Ensino e Pesquisa, o tripé da Universidade.

Dr. Homero Guidi
Editor