13/10/2009 Cecilia Del Giorno ME
Tema
Efeitos do Trifolium pratense nos sintomas da menopausa e na satisfação sexual em mulheres climatéricas
Objetivo: avaliar os efeitos do tratamento com o Trifolium pratense nos sintomas menopausais em mulheres climatéricas utilizando o Índice Menopausal de Kupperman (IMK) e pelo Inventário de Satisfação Sexual Golombok e Rust versão feminina (GRISS) l. Metodologia: Este estudo foi prospectivo, randomizado, duplo cego e controlado com placebo, e realizado no setor de Ginecologia Endócrina e Climatério da Disciplina de Ginecologia do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Foram selecionadas 100 mulheres na faixa etária de 45 a 65 anos com sintomas menopausais, com amenorréia superior há 1 ano e sem tratamento nos últimos 6 meses. Após a seleção, as mulheres foram divididas em dois grupos: Grupo I (n = 50) receberam Trifolium pratense na dose de 40 mg, 1 capsula/dia, por via oral; Grupo II (n = 50) receberam placebo (controle), contendo lactose, 1 cápsula/dia por via oral. A duração do tratamento foi de 12 meses e as mulheres foram avaliadas antes do tratamento com quatro, oito e 12 meses de tratamento, por exames clínico e laboratorial. Aplicaram-se o teste de t Student e o ANOVA para avaliar as diferenças entre os grupos. Resultados: Houve melhora significante dos sintomas após quatro meses de tratamento no IMK, principalmente, as ondas de calores, em relação aos dados antes do tratamento nos dois grupos. Não observamos melhora na avaliação da sexualidade (GRISS). Conclusão: Nossos dados sugerem que o efeito da ministração de 40mg ao dia de Trifolium pratense pode não ser superior ao do placebo, na redução dos sintomas da pós-menopausa durante um ano de estudo
terça-feira, 13 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Tratamento do prolapso da cúpula vaginal pela técnica da sacropexia infracoccígea
08/10/2009 Lilian Corrêa ME
Tema
Tratamento do prolapso da cúpula vaginal pela técnica da sacropexia infracoccígea
O prolapso da cúpula vaginal é uma patologia rara, que há mais de 100 anos sua fisiopatologia e tratamento têm sido alvo de discussão, devido ao grau de dificuldade de um tratamento com preservação da anatomia. A técnica considerada como padrão-ouro para esta correção é a promontofixação abdominal, porém a alta morbidade associada à laparotomia é um fator de restrição ao uso da técnica. Neste aspecto, as técnicas de abordagens vaginais oferecem vantagem de menor morbidade e menor tempo cirúrgico quando comparadas às técnicas abdominais. Este trabalho teve por objetivo avaliar a Técnica da Sacropexia Infracoccígea na fixação da cúpula vaginal. Foram estudadas 36 mulheres com prolapso da cúpula vaginal no período de março de 2004 à fevereiro de 2008 as quais foram submetidas ao tratamento cirúrgico para correção do prolapso segundo a Técnica da Sacropexia Infracoccígea. As mulheres foram estadiadas quanto ao grau do prolapso segundo a Padronização dos Prolapsos Genitais da ICS - POPq antes e após o procedimento e foram submetidas a avaliação da qualidade de vida através da aplicação do Questionário de Qualidade de Vida em Prolapso, nos mesmos períodos de avaliação do exame ginecológico. Para avaliar a cúpula vaginal foi utilizado o Ponto C do POPq e submetido a tratamento estatístico. As mulheres foram acompanhadas por um tempo médio de 30,9 meses (10 a 55 meses). O Ponto C avaliado antes e após o procedimento variou de média de +6 (antes do procedimento) para média de -6,5 (após 24 meses da correção). A variação do Ponto C foi estatisticamente significante. Houve somente uma recidiva do prolapso após 24 meses de avaliação. Quanto ao Questionário de Qualidade de vida houve redução significativa da pontuação pós-operatória, mostrando melhora importante na qualidade de vida das mulheres estudadas (p < 0,05). Em uma média de 30,9 meses de estudo a técnica foi eficaz na redução do prolapso da cúpula vaginal e na melhora da qualidade de vida das mulheres estudadas.
Tema
Tratamento do prolapso da cúpula vaginal pela técnica da sacropexia infracoccígea
O prolapso da cúpula vaginal é uma patologia rara, que há mais de 100 anos sua fisiopatologia e tratamento têm sido alvo de discussão, devido ao grau de dificuldade de um tratamento com preservação da anatomia. A técnica considerada como padrão-ouro para esta correção é a promontofixação abdominal, porém a alta morbidade associada à laparotomia é um fator de restrição ao uso da técnica. Neste aspecto, as técnicas de abordagens vaginais oferecem vantagem de menor morbidade e menor tempo cirúrgico quando comparadas às técnicas abdominais. Este trabalho teve por objetivo avaliar a Técnica da Sacropexia Infracoccígea na fixação da cúpula vaginal. Foram estudadas 36 mulheres com prolapso da cúpula vaginal no período de março de 2004 à fevereiro de 2008 as quais foram submetidas ao tratamento cirúrgico para correção do prolapso segundo a Técnica da Sacropexia Infracoccígea. As mulheres foram estadiadas quanto ao grau do prolapso segundo a Padronização dos Prolapsos Genitais da ICS - POPq antes e após o procedimento e foram submetidas a avaliação da qualidade de vida através da aplicação do Questionário de Qualidade de Vida em Prolapso, nos mesmos períodos de avaliação do exame ginecológico. Para avaliar a cúpula vaginal foi utilizado o Ponto C do POPq e submetido a tratamento estatístico. As mulheres foram acompanhadas por um tempo médio de 30,9 meses (10 a 55 meses). O Ponto C avaliado antes e após o procedimento variou de média de +6 (antes do procedimento) para média de -6,5 (após 24 meses da correção). A variação do Ponto C foi estatisticamente significante. Houve somente uma recidiva do prolapso após 24 meses de avaliação. Quanto ao Questionário de Qualidade de vida houve redução significativa da pontuação pós-operatória, mostrando melhora importante na qualidade de vida das mulheres estudadas (p < 0,05). Em uma média de 30,9 meses de estudo a técnica foi eficaz na redução do prolapso da cúpula vaginal e na melhora da qualidade de vida das mulheres estudadas.
Marcadores:
Tese
terça-feira, 31 de março de 2009
Influência da infecção genital pelo Papilomavirus humano no ciclo de resposta sexual feminino
31/03/2009 Franciele Norma Minotto ME
Tema
Influência da infecção genital pelo Papilomavirus humano no ciclo de resposta sexual feminino
INTRODUÇÃO: O Papilomavirus humano (HPV) causa a grande maioria dos casos de câncer de colo uterino. Estudos epidemiológicos têm associado parâmetros relacionados à atividade sexual como principais fatores de risco para infecção pelo HPV e câncer de colo uterino. Assim, o diagnóstico de câncer ginecológico e lesões pré-malignas podem ter profundo impacto na sexualidade afetando vários núcleos da identidade feminina. Neste trabalho avaliamos a influência do diagnóstico de infecção genital pelo HPV no comportamento, desejo e excitação sexual além do orgasmo e satisfação sexual. MÉTODOS: Estudo observacional, descritivo, transversal, realizado entre março 2005 e novembro de 2006. A população de estudo foi composta por 78 mulheres, entre 18 e 60 anos, portadoras de NIC 1, 2 , 3 e condiloma acuminado, matriculadas no Setor de PTGI do Ambulatório da Clínica Ginecológica do Departamento de Ginecologia HCFMUSP. RESULTADOS: A média etária foi 32,9 anos (DP 9,5), a escolaridade média em anos foi de 8,9 (DP 3,7). Houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos LIEBG e LIEAG (p=0,009) no quesito escolaridade. Apresentavam vida sexual ativa 82,7% da amostra, a freqüência sexual mensal média foi de 7,1 (DP 4,3); 66,7% (28) das pacientes do grupo LIEBG referiu não ter notado redução no desejo assim como 59,4% (19) das pacientes agrupadas no grupo LIEAG. No entanto, 33,3% (14) do grupo LIEBG e 40,6% do grupo LIEAG revelaram ter notado redução no desejo sexual após o diagnóstico da infecção HPV (p=0,661); 64,0% (48) das pacientes pesquisadas referiam não ter notado redução na quantidade de orgasmos, enquanto 36,0% (27) referiram redução na quantidade de orgasmos (p=0,948). Em relação ao comportamento sexual, 10,4% (8) responderam que após o diagnóstico não mais praticavam sexo anal; assim como 11,7% (9) responderam agora não mais recebem sexo oral; quanto ao uso de condom, 20,3% responderam que após o diagnóstico passaram a fazer uso. Em relação à satisfação sexual, 67,9% (53) das pesquisadas estão satisfeitas sexualmente após o diagnóstico e 32,1% (25) revelam não estarem satisfeitas sexualmente. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos LIEBG e LIEAG. CONCLUSÕES: Houve influência negativa do diagnóstico da infecção genital pelo HPV em relação à prática de sexo anal e sexo oral; o uso de condom apresentou pequeno incremento. Houve redução no desejo sexual, excitação sexual e sensação de orgasmo, mais acentuada, porém não estatisticamente significativo, entre as portadoras de LIEAG. As participantes portadoras de condiloma acuminado apresentavamse mais satisfeitas sexualmente, as portadoras de NIC 1 foram as menos satisfeitas sexualmente.
Tema
Influência da infecção genital pelo Papilomavirus humano no ciclo de resposta sexual feminino
INTRODUÇÃO: O Papilomavirus humano (HPV) causa a grande maioria dos casos de câncer de colo uterino. Estudos epidemiológicos têm associado parâmetros relacionados à atividade sexual como principais fatores de risco para infecção pelo HPV e câncer de colo uterino. Assim, o diagnóstico de câncer ginecológico e lesões pré-malignas podem ter profundo impacto na sexualidade afetando vários núcleos da identidade feminina. Neste trabalho avaliamos a influência do diagnóstico de infecção genital pelo HPV no comportamento, desejo e excitação sexual além do orgasmo e satisfação sexual. MÉTODOS: Estudo observacional, descritivo, transversal, realizado entre março 2005 e novembro de 2006. A população de estudo foi composta por 78 mulheres, entre 18 e 60 anos, portadoras de NIC 1, 2 , 3 e condiloma acuminado, matriculadas no Setor de PTGI do Ambulatório da Clínica Ginecológica do Departamento de Ginecologia HCFMUSP. RESULTADOS: A média etária foi 32,9 anos (DP 9,5), a escolaridade média em anos foi de 8,9 (DP 3,7). Houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos LIEBG e LIEAG (p=0,009) no quesito escolaridade. Apresentavam vida sexual ativa 82,7% da amostra, a freqüência sexual mensal média foi de 7,1 (DP 4,3); 66,7% (28) das pacientes do grupo LIEBG referiu não ter notado redução no desejo assim como 59,4% (19) das pacientes agrupadas no grupo LIEAG. No entanto, 33,3% (14) do grupo LIEBG e 40,6% do grupo LIEAG revelaram ter notado redução no desejo sexual após o diagnóstico da infecção HPV (p=0,661); 64,0% (48) das pacientes pesquisadas referiam não ter notado redução na quantidade de orgasmos, enquanto 36,0% (27) referiram redução na quantidade de orgasmos (p=0,948). Em relação ao comportamento sexual, 10,4% (8) responderam que após o diagnóstico não mais praticavam sexo anal; assim como 11,7% (9) responderam agora não mais recebem sexo oral; quanto ao uso de condom, 20,3% responderam que após o diagnóstico passaram a fazer uso. Em relação à satisfação sexual, 67,9% (53) das pesquisadas estão satisfeitas sexualmente após o diagnóstico e 32,1% (25) revelam não estarem satisfeitas sexualmente. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos LIEBG e LIEAG. CONCLUSÕES: Houve influência negativa do diagnóstico da infecção genital pelo HPV em relação à prática de sexo anal e sexo oral; o uso de condom apresentou pequeno incremento. Houve redução no desejo sexual, excitação sexual e sensação de orgasmo, mais acentuada, porém não estatisticamente significativo, entre as portadoras de LIEAG. As participantes portadoras de condiloma acuminado apresentavamse mais satisfeitas sexualmente, as portadoras de NIC 1 foram as menos satisfeitas sexualmente.
Marcadores:
Tese
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Expressão gênica do leiomioma uterino em mulheres no período reprodutivo após tratamento com análogo agonista do GnRH
Pós-graduando: Rodrigo Borsari
Orientadora: Dr. Nilo Bozzini
Data da defesa: 09 de dezembro de 2008
OBJETIVO: Identificar os genes diferencialmente expressos entre os leiomiomas uterinos de pacientes em idade reprodutiva, tratadas ou não com análogo do GnRH e confirmar os resultados obtidos para genes selecionados por técnica de PCR em tempo real. PACIENTES E MÉTODOS: Foi colhida amostra do maior nódulo de leiomioma uterino de 89 pacientes negras, idade entre 20 e 45 anos, com indicação cirúrgica de miomectomia. Dessas, 38 receberam análogo do GnRH previamente a cirurgia (Grupo A) e 51 foram submetidas a cirurgia sem tratamento prévio (Grupo B). Dentro de cada grupo foram selecionadas 10 pacientes nulíparas, com maior nódulo acima de 3,0 cm, volume uterino acima de 300 cc. e amostras colhidas na fase lútea no Grupo B. INTERVENÇÃO: 5 amostras de cada grupo foram analisadas por técnica de microarray e posteriormente genes diferencialmente expressos foram analisados por técnica de PCR em tempo real em 10 pacientes de cada grupo. RESULTADOS: Do total de 47.000 seqüências da plataforma Affymetrix, representando em torno de 38.500 genes humanos já caracterizados, resultou na expressão diferencial de 174 genes, sendo 70 super-expressos (33 com função conhecida) e 104 sub-expressos (65 com função conhecida) em amostras do Grupo A (Tratado) comparativamente ao Grupo B (Não-Tratado). Os genes super-expressos CYR 61, EGR 1 e SULF 2 e o sub-expresso, WIF 1 foram confirmados por PCR em tempo real, enquanto o gene HMGN1 não teve confirmação da sua super-expressão após PCR em tempo real. CONCLUSÕES: Há alteração da expressão gênica de leiomioma uterino de mulheres submetidas a tratamento com análogo de GnRH em relação às não tratadas. O número de genes sub-expressos é o dobro dos super-expressos e 80% das alterações detectadas pela técnica de microarray foram confirmadas por PCR em tempo real.
Orientadora: Dr. Nilo Bozzini
Data da defesa: 09 de dezembro de 2008
OBJETIVO: Identificar os genes diferencialmente expressos entre os leiomiomas uterinos de pacientes em idade reprodutiva, tratadas ou não com análogo do GnRH e confirmar os resultados obtidos para genes selecionados por técnica de PCR em tempo real. PACIENTES E MÉTODOS: Foi colhida amostra do maior nódulo de leiomioma uterino de 89 pacientes negras, idade entre 20 e 45 anos, com indicação cirúrgica de miomectomia. Dessas, 38 receberam análogo do GnRH previamente a cirurgia (Grupo A) e 51 foram submetidas a cirurgia sem tratamento prévio (Grupo B). Dentro de cada grupo foram selecionadas 10 pacientes nulíparas, com maior nódulo acima de 3,0 cm, volume uterino acima de 300 cc. e amostras colhidas na fase lútea no Grupo B. INTERVENÇÃO: 5 amostras de cada grupo foram analisadas por técnica de microarray e posteriormente genes diferencialmente expressos foram analisados por técnica de PCR em tempo real em 10 pacientes de cada grupo. RESULTADOS: Do total de 47.000 seqüências da plataforma Affymetrix, representando em torno de 38.500 genes humanos já caracterizados, resultou na expressão diferencial de 174 genes, sendo 70 super-expressos (33 com função conhecida) e 104 sub-expressos (65 com função conhecida) em amostras do Grupo A (Tratado) comparativamente ao Grupo B (Não-Tratado). Os genes super-expressos CYR 61, EGR 1 e SULF 2 e o sub-expresso, WIF 1 foram confirmados por PCR em tempo real, enquanto o gene HMGN1 não teve confirmação da sua super-expressão após PCR em tempo real. CONCLUSÕES: Há alteração da expressão gênica de leiomioma uterino de mulheres submetidas a tratamento com análogo de GnRH em relação às não tratadas. O número de genes sub-expressos é o dobro dos super-expressos e 80% das alterações detectadas pela técnica de microarray foram confirmadas por PCR em tempo real.
Assinar:
Postagens (Atom)

