terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Expressão gênica do leiomioma uterino em mulheres no período reprodutivo após tratamento com análogo agonista do GnRH

Pós-graduando: Rodrigo Borsari
Orientadora: Dr. Nilo Bozzini
Data da defesa: 09 de dezembro de 2008

OBJETIVO: Identificar os genes diferencialmente expressos entre os leiomiomas uterinos de pacientes em idade reprodutiva, tratadas ou não com análogo do GnRH e confirmar os resultados obtidos para genes selecionados por técnica de PCR em tempo real. PACIENTES E MÉTODOS: Foi colhida amostra do maior nódulo de leiomioma uterino de 89 pacientes negras, idade entre 20 e 45 anos, com indicação cirúrgica de miomectomia. Dessas, 38 receberam análogo do GnRH previamente a cirurgia (Grupo A) e 51 foram submetidas a cirurgia sem tratamento prévio (Grupo B). Dentro de cada grupo foram selecionadas 10 pacientes nulíparas, com maior nódulo acima de 3,0 cm, volume uterino acima de 300 cc. e amostras colhidas na fase lútea no Grupo B. INTERVENÇÃO: 5 amostras de cada grupo foram analisadas por técnica de microarray e posteriormente genes diferencialmente expressos foram analisados por técnica de PCR em tempo real em 10 pacientes de cada grupo. RESULTADOS: Do total de 47.000 seqüências da plataforma Affymetrix, representando em torno de 38.500 genes humanos já caracterizados, resultou na expressão diferencial de 174 genes, sendo 70 super-expressos (33 com função conhecida) e 104 sub-expressos (65 com função conhecida) em amostras do Grupo A (Tratado) comparativamente ao Grupo B (Não-Tratado). Os genes super-expressos CYR 61, EGR 1 e SULF 2 e o sub-expresso, WIF 1 foram confirmados por PCR em tempo real, enquanto o gene HMGN1 não teve confirmação da sua super-expressão após PCR em tempo real. CONCLUSÕES: Há alteração da expressão gênica de leiomioma uterino de mulheres submetidas a tratamento com análogo de GnRH em relação às não tratadas. O número de genes sub-expressos é o dobro dos super-expressos e 80% das alterações detectadas pela técnica de microarray foram confirmadas por PCR em tempo real.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Medicina tradicional chinesa – acupuntura e tratamento da síndrome climatérica

Pós-graduando: Alexandre Castelo Branco de Luca
Orientadora: Dra. Ceci Mendes Carvalho Lopes
Data da defesa: 05 de novembro de 2008

O objetivo do estudo foi avaliar em mulheres com sintomas menopáusicas, os efeitos da acupuntura ou da eletroacupuntura ou da eletroacupuntura-placebo no Índice Menopausal de Kupperman (IMK) e na intensidade de fogachos e secundariamente avaliar se a ordem de execução desses tratamento interfere nos resultados dessas medidas e se há alteração nos parâmetros laboratoriais. Foi realizado estudo prospectivo randomizado com 122 pacientes divididas em: Grupo 1 – Acupuntura com 88 pacientes (período de um ano – 10 sessões semanais e quinzenalmente até completar um ano, seguida de 6 meses de eletroacupuntura-placebo) e Grupo 2 – Eletroacupuntura-placebo com 34 pacientes (6 meses – 10 sessões semanais e quinzenalmente até completar 6 meses, seguida de um ano de acupuntura). Resultado: As pacientes tratadas com acupuntura e eletroacupuntura-placebo tiveram alívio das ondas de calor em 86,8% e 90,4% respectivamente, entretanto quanto realizado quinzenalmente houve aumento das ondas de calor no Grupo 2. As pacientes tratadas com acupuntura apresentaram redução acentuada do IMK de 93,7% em relação ao Grupo 2 de 15,1%. O grupo que inicia eletroacupuntura-placebo possui redução média na glicemia de 8,8%. Os valores médios de hemoglobina, triglicérides e HDL das pacientes aumentaram durante o estudo independente do grupo em 2,4%, 13,2% e 4,2%, respectivamente, enquanto os níveis de colesterol não modificaram. Nas pacientes tratadas com acupuntura observou-se redução do LDL em 9,1%, aumento do VLDL em 10,5% e redução do número de plaquetas em 5,0%. Houve redução significante do conteúdo mineral ósseo da coluna e do colo do fêmur em ambos os grupos em 1,4%. Conclusão: O uso da acupuntura para o alívio dos sintomas das pacientes climatéricas foi eficaz, sem apresentar efeitos colaterais.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Expressão proteica no endométrio durante a fase lútea do ciclo menstrual

Pós-graduando: Paulo Cesar Serafini
Orientadora: Prof. Dr. Edmund Chada Baracat
Data da defesa: 11 de dezembro de 2007

Introdução: O objetivo foi avaliar a expressão de algumas proteínas no endométrio durante a fase lútea do ciclo menstrual de mulheres férteis e inférteis, por meio imunoistoquímica de micro-arranjos teciduais (TMA). Métodos: Analisou-se a expressão de dez proteínas em 52 amostras de endométrio obtidas nas fases lútea inicial, intermediária (janela de implantação) e final. Resultados: As proteínas, fator inibidor de leucemia (LIF), fator de crescimento insulinóide tipo l (IGF-1), receptor de progesterona (PR), claudina-4, receptor de fator de crescimento vascular endotelial 3 (VEGFR-3) e citoqueratina 7 (CK-7) mostraram-se expressas no endométrio nas fases lútea inicial, intermediária e final. A proteína morfogenética óssea 4 (BMP-4) expressou-se no endométrio nas fases lútea inicial e intermediária. As proteínas citoqueratina 17 (CK-17), substância solúvel 100 (S 100) e calretinina não se expressaram no endométrio durante os três períodos avaliados. Houve correlação entre as expressões proteicas de LIF, IGF-1 e PR. As proteínas LIF e BMP-4 foram diferencialmente expressos no endométrio nas fases lútea inicial, intermediária e final. As proteínas claudina-4 e PR não se expressam simultaneamente no endométrio durante a fase lútea. Conclusão: Baseados nos resultados deste estudo podemos sugerir que a presença das proteínas LIF. IGF-1 e PR durante a janela implantacional teria relevância como preditor do adequado desenvolvimento do endométrio.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Avaliação do tratamento da incontinência urinária com sling fascial associado à histerectomia vaginal

Pós-graduanda: Sílvia Helena Coletti
Orientadora: Prof. Dr. Ricardo Muniz Ribeiro
Data da defesa: 06 de setembro de 2007

Foram estudados, prospectivamente, por um período médio de 4,9 anos, os resultados do tratamento de 31 mulheres com incontinência urinária e afecção benigna do útero que foram submetidas à cirurgia de sling fascial associada à histerectomia vaginal, atendidas na Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, no período de fevereiro de 2000 a outubro de 2006. O objetivo foi avaliar os resultados do tratamento comparando-se os diagnósticos urodinâmicos pré e pós-tratamento. As mulheres foram submetidas à cirurgia de histerectomia vaginal, para tratamento da afecção benigna do útero e sling fascial para correção da incontinência urinária.