Pós-graduando: Márcia Aparecida de Faria Pádua
Orientadora: Profa. Dra. Angela Maggio da Fonseca
Data da defesa: 03 de julho de 2007
O câncer de mama é a neoplasia mais comum na população feminina, representando até um terço dos novos diagnósticos de neoplasia nessa população em algumas regiões do mundo. A prevenção primária ou secundária constitui a pedra fundamental no controle do câncer de mama; depende da identificação dos determinantes da doença, em termos de iniciação e promoção. Aproximadamente, 48.930 novos casos de câncer de mama são detectados anualmente no Brasil, tornando-se um sério problema de saúde pública. O objetivo primário deste estudo foi avaliar a ação e diferenças de dois SERMs, tamoxifeno (TAM) e raloxifeno (RAL), na quimioprevenção de tumores mamários quimicamente induzidos em ratas. Foram estudados três grupos homogêneos (DMBA ou 7,12-Dimetilbenzantraceno, TAM e RAL) compostos de 20 ratas adultas da raça Sprague-Dawley com tumores induzidos quimicamente pelo carcinógeno DMBA. As ratas, com 40 a 50 dias de vida, receberam a substância em dose única, por gavagem. Nos grupos TAM e RAL, os animais receberam os SERMs, diariamente, por via oral, 10 dias antes e por mais 80 dias após a indução química com o DMBA. A ação destes SERMs na quimioprevenção de tumores mamários, como também as características morfológicas e histopatológicas dos tumores induzidos, a porcentagem de receptores de estrogênio e a atividade proliferativa da célula tumoral pelo Ki67 foram analisadas. A expressão angiogênica em cada grupo e suas diferenças foram avaliadas com o método qRT-PCR. Após a análise estatística dos resultados observou-se, em relação aos três grupos, que não houve diferenças significantes quanto ao peso, tipo histológico do tumor formado, porcentagem dos receptores de estrogênio e a média do tamanho tumoral. Houve diferenças estatísticas quanto a: 1) número de ratas que desenvolveram tumores (DMBA 100%, tamoxifeno 35% e raloxifeno 15%) ; 2) indução do aparecimento do tumor (DMBA = 32 dias, TAM=46 dias e RAL=57 dias); 3) média, por rata, de tumores formados em cada grupo (DMBA=4,5 tumores, TAM=1,33 tumores e RAL=1,28 tumores); 4) porcentagem de células Ki-67 positivas nos tumores: DMBA 85% dos casos Ki67= 75% a 80%, 15% dos casos Ki67=50%; TAM 43% dos casos Ki57=50% e 57% dos casos Ki67=75% ,e RAL 100% dos casos Ki67=50%; 5) grau histológico tumoral: DMBA 100% grau 3; TAM 71% grau 2 e 29% grau 3 , RAL 100% grau 2; 6) a avaliação da expressão de fatores angiogênicos: nos grupos TAM vs DMBA apresentou maior expressão nos genes Angpt1, Angpt2, Hqf, Hif1a, Itgab3, Lep, Mapk14,Mmp19 predicted, Nrp1, Pgf, Plau, Serpinf1, Tgfb1, Tgfb2, Tek, Timp3, TNF, Vegfa e Vegfc. No grupo RAL vs DMBA, apresentaram maior expressão os genes Hif1a, Itgab3 , Pgf, Plau, Tek e Vegfc. Este grupo mostrou, ainda, menor expressão dos genes Fgf6 e Pecam. Neste modelo experimental, houve maior eficácia do raloxifeno em relação ao tamoxifeno na quimioprevenção mamária; possivelmente, esta maior proteção esteja relacionada com os diferentes fatores angiogênicos expressos nos dois grupos.
terça-feira, 3 de julho de 2007
terça-feira, 8 de maio de 2007
COMPORTAMENTO SEXUAL DE MULHERES COM SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS
Pós-graduanda: Jucilene Sales da Paixão
Orientadora: Profa. Dra. Angela Maggio da Fonseca
Data da defesa: 08 de maio de 2007
A sexualidade envolve processo complexo com determinantes biológicos psicológicos e interpessoais. Comprometimento em qualquer uma destas dimensões pode interferir na sexualidade, causando impacto na qualidade de vida. Foram estudadas prospectivamente 48 mulheres portadoras de síndrome dos ovários policísticos matriculadas no Ambulatório de Ginecologia Endócrina e Climatério da Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Os objetivos do estudo foram: avaliar a auto-estima e auto-imagem corporal: o comportamento sexual entre parâmetros clínicos da síndrome (obesidade, hirsutismo, irregularidade menstrual) com o comportamento sexual; e, a influência da terapêutica hormonal no ciclo da resposta sexual. O instrumento de avaliação utilizado foi o questionário sexual HC - extenso questionário que avaliou, no tempo 0, dados demográficos; antecedentes pessoais; antecedentes gineco-obstétricos; hábitos e estilo de vida; imagem corporal; auto-estima; antecedentes sexuais e atividade sexual atual com ênfase na satisfação sexual, existência ou não de parceiro, fases do ciclo de resposta sexual (desejo, excitação, orgasmo e resolução), freqüência sexual, prática de masturbação, avaliação da presença de práticas menos habituais, do grau de intimidade e qualidade de comunicação no envolvimento do parceiro. A influência da terapêutica hormonal no ciclo da resposta sexual foi avaliada em 30 das 48 paciente, divididas em três grupos: Grupo A (n=10), medicadas com acetato de medroxiprogesterona, na dose de 5mg/dia/10 dias do mês; grupo B (n=10), medicadas com 35ug de etinilestradiol + 2mg de acetato de ciproterona, na dose de 1cp/dia/21 dias do mês e Grupo C (n=10), medicadas com 2mg de valerato de estradiol - 11 drágeas, 2mg de valerato de estradiol + 1mg de acetato de ciproterona - 10 drágeas, na dose de 1dg/dia/21 dias do mês. Para esta avaliação foram utilizadas as freqüências sexual, de desejo, de excitação e orgástica nos tempo 0, 6 e 12 meses. A metodologia estatística utilizou freqüências absolutas e relativas para análise descritiva das variáveis, qui-quadrado de homogeneidade, teste exato de Fisher e o teste de McNemar. O nível de significância foi de 5%. Os resultados permitiram concluir que a auto-estima não sofreu interferência das manifestações clínicas da síndrome. A auto-imagem foi prejudicada e xerceu impacto negativo sobre o desejo sexual. A iniciação sexual, as formas de expressão da sexualidade, a intimidade comunicativa com o parceiro e a satisfação sexual não foram influenciadas pela síndrome. Houve maior freqüência masturbatória nas pacientes amenorréicas. A terapêutica hormonal não demonstrou influência no ciclo da resposta sexual.
Orientadora: Profa. Dra. Angela Maggio da Fonseca
Data da defesa: 08 de maio de 2007
A sexualidade envolve processo complexo com determinantes biológicos psicológicos e interpessoais. Comprometimento em qualquer uma destas dimensões pode interferir na sexualidade, causando impacto na qualidade de vida. Foram estudadas prospectivamente 48 mulheres portadoras de síndrome dos ovários policísticos matriculadas no Ambulatório de Ginecologia Endócrina e Climatério da Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Os objetivos do estudo foram: avaliar a auto-estima e auto-imagem corporal: o comportamento sexual entre parâmetros clínicos da síndrome (obesidade, hirsutismo, irregularidade menstrual) com o comportamento sexual; e, a influência da terapêutica hormonal no ciclo da resposta sexual. O instrumento de avaliação utilizado foi o questionário sexual HC - extenso questionário que avaliou, no tempo 0, dados demográficos; antecedentes pessoais; antecedentes gineco-obstétricos; hábitos e estilo de vida; imagem corporal; auto-estima; antecedentes sexuais e atividade sexual atual com ênfase na satisfação sexual, existência ou não de parceiro, fases do ciclo de resposta sexual (desejo, excitação, orgasmo e resolução), freqüência sexual, prática de masturbação, avaliação da presença de práticas menos habituais, do grau de intimidade e qualidade de comunicação no envolvimento do parceiro. A influência da terapêutica hormonal no ciclo da resposta sexual foi avaliada em 30 das 48 paciente, divididas em três grupos: Grupo A (n=10), medicadas com acetato de medroxiprogesterona, na dose de 5mg/dia/10 dias do mês; grupo B (n=10), medicadas com 35ug de etinilestradiol + 2mg de acetato de ciproterona, na dose de 1cp/dia/21 dias do mês e Grupo C (n=10), medicadas com 2mg de valerato de estradiol - 11 drágeas, 2mg de valerato de estradiol + 1mg de acetato de ciproterona - 10 drágeas, na dose de 1dg/dia/21 dias do mês. Para esta avaliação foram utilizadas as freqüências sexual, de desejo, de excitação e orgástica nos tempo 0, 6 e 12 meses. A metodologia estatística utilizou freqüências absolutas e relativas para análise descritiva das variáveis, qui-quadrado de homogeneidade, teste exato de Fisher e o teste de McNemar. O nível de significância foi de 5%. Os resultados permitiram concluir que a auto-estima não sofreu interferência das manifestações clínicas da síndrome. A auto-imagem foi prejudicada e xerceu impacto negativo sobre o desejo sexual. A iniciação sexual, as formas de expressão da sexualidade, a intimidade comunicativa com o parceiro e a satisfação sexual não foram influenciadas pela síndrome. Houve maior freqüência masturbatória nas pacientes amenorréicas. A terapêutica hormonal não demonstrou influência no ciclo da resposta sexual.
terça-feira, 12 de setembro de 2006
PADRÕES DE RESPOSTA IMUNES EM PACIENTES COM ENDOMETRIOSE
Pós-graduando: Sérgio Podgaec
Orientador: Prof. Dr. Maurício Simões Abrão
Data da defesa: 12 de setembro de 2006
Objetivo: o objetivo deste estudo foi analisar a realação e a predominância dos padrões de resposta imune Th1 e Th2 em pacientes com endometriose. Pacientes e Métodos: entre fevereiro de 2004 e abril de 2005 foram avaliadas 98 pacientes divididas em dois grupos de acordo com a presença (Grupo A) ou ausência de endometriose (Grupo B), confirmada histologicamente. Foram Foram coletados sangue periférico e fluido peritoneal de todas as pacientes para a dosagem de interleucinas (IL) 2,4 e 10, fator de necrose tumoral-alfa (TNF-alfa) e interferon-gama (IFN-gama) por citometria de fluxo. Além da presença da endometriose, foram analisadas a fase do ciclo menstrual, o quadro clínico, o estadiamento, o local de acometimento e a classificação histológica da moléstia. Resultados: observou-se elevação estatisticamente significante nas concentrações de IFN-gama (mediana de 1,5 pg/ml no grupo A e de 0,4 pg/ml no Grupo B, p= 0,03) e de IL-10 (mediana de 38,6pg/ml no Grupo A e de 15,7pg/ml no grupo B, p=0,03) do fluido peritoneal das pacientes com endometriose em relação áquelas sem a doença. As pacientes com endometriose apresentaram alteração estatisticamente significativa na relação das concentrações de IL-4/IFN-gama (p<0,001), IL-4/IL-2 (p=0,006), IL-10/IFN-gama (p<0,01) e IL-10/IL-2 (p<0,001) do fluido peritoneal, com concentrações mais elevadas da IL-4 e da IL-10, o que reflete o predomínio da resposta Th2 sobre a Th1. Conclusão: os resultados obtidos permitem concluir que, neste estudo, observou-se elevação de citocinas relativas à resposta imune Th2, denotando haver um predomínio deste padrão de resposta em pacientes com endometriose.
Orientador: Prof. Dr. Maurício Simões Abrão
Data da defesa: 12 de setembro de 2006
Objetivo: o objetivo deste estudo foi analisar a realação e a predominância dos padrões de resposta imune Th1 e Th2 em pacientes com endometriose. Pacientes e Métodos: entre fevereiro de 2004 e abril de 2005 foram avaliadas 98 pacientes divididas em dois grupos de acordo com a presença (Grupo A) ou ausência de endometriose (Grupo B), confirmada histologicamente. Foram Foram coletados sangue periférico e fluido peritoneal de todas as pacientes para a dosagem de interleucinas (IL) 2,4 e 10, fator de necrose tumoral-alfa (TNF-alfa) e interferon-gama (IFN-gama) por citometria de fluxo. Além da presença da endometriose, foram analisadas a fase do ciclo menstrual, o quadro clínico, o estadiamento, o local de acometimento e a classificação histológica da moléstia. Resultados: observou-se elevação estatisticamente significante nas concentrações de IFN-gama (mediana de 1,5 pg/ml no grupo A e de 0,4 pg/ml no Grupo B, p= 0,03) e de IL-10 (mediana de 38,6pg/ml no Grupo A e de 15,7pg/ml no grupo B, p=0,03) do fluido peritoneal das pacientes com endometriose em relação áquelas sem a doença. As pacientes com endometriose apresentaram alteração estatisticamente significativa na relação das concentrações de IL-4/IFN-gama (p<0,001), IL-4/IL-2 (p=0,006), IL-10/IFN-gama (p<0,01) e IL-10/IL-2 (p<0,001) do fluido peritoneal, com concentrações mais elevadas da IL-4 e da IL-10, o que reflete o predomínio da resposta Th2 sobre a Th1. Conclusão: os resultados obtidos permitem concluir que, neste estudo, observou-se elevação de citocinas relativas à resposta imune Th2, denotando haver um predomínio deste padrão de resposta em pacientes com endometriose.
quarta-feira, 6 de setembro de 2006
AVALIAÇÃO DO TRATAMENTO HORMONAL E/OU INTERVENCIONISTA POR PUNÇÃO NOS TUMORES CÍSTICOS DE OVÁRIOS
Pós-graduando: Lúcia Helena Chnee
Orientador: Prof. Dr. Vicente Renato Bagnoli
Data da defesa: 06 de setembro de 2006
Objetivo: o objetivo deste estudo foi avaliar em mulheres com tumores císticos de ovário, a proporção que, somente com o tratamento clínico e/ou punção, não necessitam de cirurgia; a influência da medicação e das doenças assosciadas na indicação de cirurgia e se a punção reduziu significativamente o tamanho dos cistos. Casuística e métodos: selecionaram-se 71 mulheres com idade entre 19 e 70 anos de idade, portadoras de tumores císticos de ovário maior que 5cm, com características de benignidade ao ultra-som transvaginal com Doppler colorido e pulsado e com perfil endócrino e marcadores séricos tumorais normais. Foram divididas em cinco grupos: 1) Grupo A: 15 mulheres que fizeram uso de acetato de noretisterona; 2) Grupo B: 13 mulheres que fizeram uso de acetato de medroxiprogesterona; 3) Grupo C: 14 mulheres que utilizaram contraceptivo oral; 4) grupo D: 15 mulheres que foram tratadas com análogo de GnRH e 5) Grupo E: 14 mulheres que não fizeram uso de medicação. Todos os grupos foram acompanhados por um ano. No final do primeiro trimestre, se o cisto persistiu, foi realizada a punção. No final do segundo trimestre, se houve recidiva do cisto, foi indicada cirurgia. As pacientes tiveram alta após um ano de acompanhamento com o tratamento do cisto concluído. Resultados: não houve diferenças significantes entre os cinco grupos. Constatou-se que a condição de uso de medicação para doença associada teve influência significativa no resultado dos tratamentos. Verificou-se que a redução do tamanho do cisto com a punção foi efetiva após 9 meses de acompanhamento. Observou-se que 7% das mulheres tiveram indicação direta para cirurgia sem a punção, portanto a proporção de recidiva da punção foi de 19,3% enquanto a porcentagem de mulheres que não fizeram a cirurgia foi de 73,2%. Conclusão: a proporção de mulheres que responderam adequadamente somente com o tratamento clínico e/ou a punção, não necessitando pois de cirurgia foi de 73,2%. A influência da medicação/doença associada no tratamento não cirúrgico foi significativa. A redução do tamanho dos cistos benignos em função do tratamento instituído incluindo a punção foi significativa, a qual foi observada após 9 meses de tratamento.
Orientador: Prof. Dr. Vicente Renato Bagnoli
Data da defesa: 06 de setembro de 2006
Objetivo: o objetivo deste estudo foi avaliar em mulheres com tumores císticos de ovário, a proporção que, somente com o tratamento clínico e/ou punção, não necessitam de cirurgia; a influência da medicação e das doenças assosciadas na indicação de cirurgia e se a punção reduziu significativamente o tamanho dos cistos. Casuística e métodos: selecionaram-se 71 mulheres com idade entre 19 e 70 anos de idade, portadoras de tumores císticos de ovário maior que 5cm, com características de benignidade ao ultra-som transvaginal com Doppler colorido e pulsado e com perfil endócrino e marcadores séricos tumorais normais. Foram divididas em cinco grupos: 1) Grupo A: 15 mulheres que fizeram uso de acetato de noretisterona; 2) Grupo B: 13 mulheres que fizeram uso de acetato de medroxiprogesterona; 3) Grupo C: 14 mulheres que utilizaram contraceptivo oral; 4) grupo D: 15 mulheres que foram tratadas com análogo de GnRH e 5) Grupo E: 14 mulheres que não fizeram uso de medicação. Todos os grupos foram acompanhados por um ano. No final do primeiro trimestre, se o cisto persistiu, foi realizada a punção. No final do segundo trimestre, se houve recidiva do cisto, foi indicada cirurgia. As pacientes tiveram alta após um ano de acompanhamento com o tratamento do cisto concluído. Resultados: não houve diferenças significantes entre os cinco grupos. Constatou-se que a condição de uso de medicação para doença associada teve influência significativa no resultado dos tratamentos. Verificou-se que a redução do tamanho do cisto com a punção foi efetiva após 9 meses de acompanhamento. Observou-se que 7% das mulheres tiveram indicação direta para cirurgia sem a punção, portanto a proporção de recidiva da punção foi de 19,3% enquanto a porcentagem de mulheres que não fizeram a cirurgia foi de 73,2%. Conclusão: a proporção de mulheres que responderam adequadamente somente com o tratamento clínico e/ou a punção, não necessitando pois de cirurgia foi de 73,2%. A influência da medicação/doença associada no tratamento não cirúrgico foi significativa. A redução do tamanho dos cistos benignos em função do tratamento instituído incluindo a punção foi significativa, a qual foi observada após 9 meses de tratamento.
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