Pós-graduando: Marcos de Lorenzo Messina
Orientadora: Dra. Ceci Mendes Carvalho Lopes
Data da defesa: 01 de junho de 2004
Foram estudadas 60 mulheres com diagnóstico ultra-sonográfico de leiomioma uterino submetidas à embolização das artérias uterinas (EAU) com partículas de polivinil-álcool (PVA). Realizaou-se dosagem hormonal seriada de FSH, LH e E2 antes do procedimento e 1, 3, 6, 12, 18 e 24 meses pós-EAU. As pacientes foram divididas em 2 grupos conforme faixa etária. Nas pacientes com idade de 30 a 44 anos (grupo I) não foi encontrada variação significativa na dosagem de FSH, LH, E2 antes da EAU, bem como aos 3 e 12 meses pós-EAU. nas pacientes com idade igual ou acima de 45 anos (grupo II), foi encontrado acréscimo significativo de FSH e LH e diminuição do E2 nos momentos 3 e 12 meses pós-EAU. O grupo II apresentou valores de FSH e LH significativamente maiores e E2 menores que o grupo I na maior parte dos momentos de avaliação. Insuficiência ovariana ocorreu em 19 (31%) das pacientes submetidas a EAU; em 15 das 19 (79%), a falência hormonal ocorreu de modo definitivo e 92% destas pacientes apresentavam idade superior a 45 anos. Na análise estatística, adotou-se nível de significância p< 0,05. A conclusão do estudo é que a EAU compromete a função ovariana especialemente em mulheres com idade superior a 45 anos.
terça-feira, 1 de junho de 2004
sexta-feira, 12 de dezembro de 2003
ESTUDO DE UM CICLO MENSTRUAL EM ADOLESCENTES EUMENORRÉICA
Pós-graduando: Zuleide Aparecida Félix Cabral
Orientador: Prof. Dr. Laudelino de Oliveira Ramos
Data da defesa: 12/12/03
A falta de informações relativas ao ciclo menstrual e perfil hormonal de adolescentes com ciclos menstruais regulares, combinada com a diversidade de resultados sobre a investigação da fase folicular e lútea em mulheres não adolescentes descrita até o momento, suscitaram a idéia da presente pesquisa. Este estudo avaliou um ciclo menstrual de 55 adolescentes com idade entre 14 e 19 anos, com ciclos menstruais regulares e tempo decorrido da menarca de doze ou mais meses. Nenhuma adolescente avaliada era tabagista, praticante de esportes extenuantes, portadora de endocrinopatias ou doença neoplásica, tampouco estava em fase de lactação ou uso de anticoncepção hormonal. Investigou-se a correlação entre os valores séricos de FSH entre o segundo e o quinto dia do ciclo menstrual e a duração da fase folicular, o diâmetro floicular médio pré-ruptura ovular, a correlação entre a duração da fase folicular e o tempo decorrido da menarca, a distribuição da ovulação, o datamento do endométrio, a intensidade de vascularização e o índice de resistência do corpo lúteo, valores de progesterona na fase lútea e a correlação destes com a fase folicular, o tempo decorrido da menarca, a vascularização e o índice de resistência do corpo lúteo. A analise estatística dos resultados foi feita usando o software estatístico SPSS 11,0 tendo sido adotado o nível de significância de 5%. A média etária das adolescentes participantes deste estudo na ocasião da menarca foi de 12,2±1,2 anos. Observou-se correlação negativa, estatisticamente significante, entre os valores de FSH no início do ciclo menstrual e a duração da fase folicular, e ausencia de correlação entre a duração da fase folicular e o tempo decorrido da menarca. O diâmetro folicular médio pré-ruptura ovular no dia anterior à eclosão floicular foi de 1,87 cm. A porcentagem de ovulação diagnosticada pela ultra-sonografia transvaginal foi de 100%. A ovulação ocorreu entre o décimo segundo e o vigésimo oitavo dia do ciclo menstrual, com média de 17,1 dias. A totalidade das biópsias de endométrio revelou padrão histológico de aspecto secretor, sendo 85,5% dos endométrios compatíveis com a fase lútea. A média das concentrações de progesterona foi de 10,6ng/ml. A análise da comparação entre a duração da fase folicular e os valores de progesterona na fase lútea, nesta pesquisa, demonstrou que as concentrações de progesterona no décimo segundo dia após a ovulação foram menores no grupo com duração da fase folicular maior ou igual a dezesseis dias, em comparação ao grupo com fase folicular menor do que dezesseis dias. Os valores de progesterona no sexto e nono dia da fase lútea entre os dois grupos não apresentaram diferenças estatisticamente significantes. Intensidade de vascularização do corpo lúteo escassa foi evidenciada em 34,6%; moderada em 23,6% e exuberante em 41,8%. O índice de resistência do corpo lúteo foi de 0,4. Não foi evidenciada correlação entre as progesterona com a vascularização e o índice de resistência do corpo lúteo. Os resultados deste estudo sugerem que adolescentes que adolescentes eumenorréicas demonstram elevada capacidade reprodutiva.
Orientador: Prof. Dr. Laudelino de Oliveira Ramos
Data da defesa: 12/12/03
A falta de informações relativas ao ciclo menstrual e perfil hormonal de adolescentes com ciclos menstruais regulares, combinada com a diversidade de resultados sobre a investigação da fase folicular e lútea em mulheres não adolescentes descrita até o momento, suscitaram a idéia da presente pesquisa. Este estudo avaliou um ciclo menstrual de 55 adolescentes com idade entre 14 e 19 anos, com ciclos menstruais regulares e tempo decorrido da menarca de doze ou mais meses. Nenhuma adolescente avaliada era tabagista, praticante de esportes extenuantes, portadora de endocrinopatias ou doença neoplásica, tampouco estava em fase de lactação ou uso de anticoncepção hormonal. Investigou-se a correlação entre os valores séricos de FSH entre o segundo e o quinto dia do ciclo menstrual e a duração da fase folicular, o diâmetro floicular médio pré-ruptura ovular, a correlação entre a duração da fase folicular e o tempo decorrido da menarca, a distribuição da ovulação, o datamento do endométrio, a intensidade de vascularização e o índice de resistência do corpo lúteo, valores de progesterona na fase lútea e a correlação destes com a fase folicular, o tempo decorrido da menarca, a vascularização e o índice de resistência do corpo lúteo. A analise estatística dos resultados foi feita usando o software estatístico SPSS 11,0 tendo sido adotado o nível de significância de 5%. A média etária das adolescentes participantes deste estudo na ocasião da menarca foi de 12,2±1,2 anos. Observou-se correlação negativa, estatisticamente significante, entre os valores de FSH no início do ciclo menstrual e a duração da fase folicular, e ausencia de correlação entre a duração da fase folicular e o tempo decorrido da menarca. O diâmetro folicular médio pré-ruptura ovular no dia anterior à eclosão floicular foi de 1,87 cm. A porcentagem de ovulação diagnosticada pela ultra-sonografia transvaginal foi de 100%. A ovulação ocorreu entre o décimo segundo e o vigésimo oitavo dia do ciclo menstrual, com média de 17,1 dias. A totalidade das biópsias de endométrio revelou padrão histológico de aspecto secretor, sendo 85,5% dos endométrios compatíveis com a fase lútea. A média das concentrações de progesterona foi de 10,6ng/ml. A análise da comparação entre a duração da fase folicular e os valores de progesterona na fase lútea, nesta pesquisa, demonstrou que as concentrações de progesterona no décimo segundo dia após a ovulação foram menores no grupo com duração da fase folicular maior ou igual a dezesseis dias, em comparação ao grupo com fase folicular menor do que dezesseis dias. Os valores de progesterona no sexto e nono dia da fase lútea entre os dois grupos não apresentaram diferenças estatisticamente significantes. Intensidade de vascularização do corpo lúteo escassa foi evidenciada em 34,6%; moderada em 23,6% e exuberante em 41,8%. O índice de resistência do corpo lúteo foi de 0,4. Não foi evidenciada correlação entre as progesterona com a vascularização e o índice de resistência do corpo lúteo. Os resultados deste estudo sugerem que adolescentes que adolescentes eumenorréicas demonstram elevada capacidade reprodutiva.
sexta-feira, 22 de agosto de 2003
CONTRIBUIÇÃO DA ELETROCAUTERIZAÇÃO LAPAROSCÓPICA OVARIANA BILATERAL NO TRATAMENTO DE MULHERES INFÉRTEIS COM SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS CLOMIFENO-RESISTENTES
Pós-graduando: Carlos Roberto Izzo
Orientador: Prof. Dr. Hans Wolfgang Halbe
Data da defesa: 22/08/03
Foram estudadas prospectivamente 49 mulheres inférteis com síndrome dos ovários policísticos clomifeno-resistentes, separadas aleatoriamente em dois grupos. Vinte e quatro mulheres foram submetidas à eletrocauterização laparoscópica ovariana bilateral com corrente monopolar e as restantes, a até ciclos de hiperestimulação ovariana controlada com hormônio folículo-estimulante recombinante. Os objetivos do estudo foram: 1) avaliar os efeitos da eletrocauterização laparoscópica ovariana bilateral sobre o volume ovariano e as dosagens séricas do hormônio folículo-estimulante, hormônio luteinizante, testosterona, androstenediona e insulina; 2) determinar a associação entre as variáveis hormônio luteinizante > 12UI, índice de massa corpórea, quociente glicemia de jejum/insulinemia de jejume teste de tolerância à glicose e a taxa de gestação no grupo de mulheres submetidas a eletrocauterização laparoscópica ovariana bilateral e 3) comparar as taxas de gestação dos dois grupos de tratamento. Houve diminuição estatisticamente significativa do volume ovariano após a eletrocauterização laparoscópica ovariana bilateral. Observou-se queda estatisticamente significativa dos níveis séricos de testosterona e androstenediona e uma tendência à queda na média dos níveis séricos de hormônio luteinizante. Não houve influência do nível sérico de hormônio luteinizante, do índice de massa corpórea, do índice de massa corpórea, do quociente glicemia/insulina de jejum e do teste de tolerância à glicose oral na taxa de gestação após a eletrocauterização ovariana laparoscópica. A taxa de gestação obtida com a eletrocauterização ovariana lapasroscópica, doze meses após o procedimento, não diferiu da taxa de gestação obtida com três ciclos de indução ovulatória com hormônio folículo-estimulante recombinante.
Orientador: Prof. Dr. Hans Wolfgang Halbe
Data da defesa: 22/08/03
Foram estudadas prospectivamente 49 mulheres inférteis com síndrome dos ovários policísticos clomifeno-resistentes, separadas aleatoriamente em dois grupos. Vinte e quatro mulheres foram submetidas à eletrocauterização laparoscópica ovariana bilateral com corrente monopolar e as restantes, a até ciclos de hiperestimulação ovariana controlada com hormônio folículo-estimulante recombinante. Os objetivos do estudo foram: 1) avaliar os efeitos da eletrocauterização laparoscópica ovariana bilateral sobre o volume ovariano e as dosagens séricas do hormônio folículo-estimulante, hormônio luteinizante, testosterona, androstenediona e insulina; 2) determinar a associação entre as variáveis hormônio luteinizante > 12UI, índice de massa corpórea, quociente glicemia de jejum/insulinemia de jejume teste de tolerância à glicose e a taxa de gestação no grupo de mulheres submetidas a eletrocauterização laparoscópica ovariana bilateral e 3) comparar as taxas de gestação dos dois grupos de tratamento. Houve diminuição estatisticamente significativa do volume ovariano após a eletrocauterização laparoscópica ovariana bilateral. Observou-se queda estatisticamente significativa dos níveis séricos de testosterona e androstenediona e uma tendência à queda na média dos níveis séricos de hormônio luteinizante. Não houve influência do nível sérico de hormônio luteinizante, do índice de massa corpórea, do índice de massa corpórea, do quociente glicemia/insulina de jejum e do teste de tolerância à glicose oral na taxa de gestação após a eletrocauterização ovariana laparoscópica. A taxa de gestação obtida com a eletrocauterização ovariana lapasroscópica, doze meses após o procedimento, não diferiu da taxa de gestação obtida com três ciclos de indução ovulatória com hormônio folículo-estimulante recombinante.
terça-feira, 26 de novembro de 2002
ANTICONCEPÇÃO COM ESTROGÊNIO NATURAL NA FORMA INJETÁVEL MENSAL EM PACIENTES CARDIOPATAS: AVALIAÇÃO DOS ASPECTOS CLINICOS, DE HEMOSTASIA E DE PERFIL LIPIDICO
Pós-graduando: Rogério Ciarcia Ramires
Orientador: Prof. Dr. Nilson Roberto de Melo
Data da defesa: 26/11/02
Realizou-se estudo prospectivo e comparativo durante 18 meses em 104 mulheres portadoras de cardiopatia compreendidas em 2 grupos. o primeiro constituido por 61cardiopatas que iniciaram o uso do anticoncepcional injetavel mensal (IM) composto pela associação de 5mg de valerato de estradiol e 50mg de enantato de noretisterona e o segundo composto por 43 cardiopatas que não utilizaram medicação hormonal, denominado de grupo controle (GC). Foram analisados os efeitos do IM sobre os parãmetros clinicos, hemostaticos e de perfil lipidico antes de receberam a medicação e a cada 6 meses de seguimento. A análise estatística foi realizada pelo método de Coorte, sendo considerado p< 0,05. Não ocorreram alterações estatísticas entre os dois grupos quanto aos eventos cardíacos e ginecologicos adversos, ao peso corporal, e à pressão arterial durante o seguimento. As usuárias de IM apresentaram maior alteração do padrão menstrual aos 6 meses de seguimento, sem apresentar diferença aos 12 aos 18 meses em comparação ao GC. As variáveis hemostáticas no TTPA, plasminog~enio e fibrinogênio não apreentaram diferença significante entre 2 grupos. Ocorreu diminuição estatística nas variaveis TT e TP e aumento no teste de Owren e antitrombina III no grupo de usuárias de IM em relação ao GC. No perfil lipídico ocorreu diminuição significante no colesterol toal, HDL, VLDL e triglicerides nas usuarias de Im quando comparadas ao GC, sendo que não houve diferença estatistica entre os grupos para as variaveis LDL e lipoproteina (a).
Orientador: Prof. Dr. Nilson Roberto de Melo
Data da defesa: 26/11/02
Realizou-se estudo prospectivo e comparativo durante 18 meses em 104 mulheres portadoras de cardiopatia compreendidas em 2 grupos. o primeiro constituido por 61cardiopatas que iniciaram o uso do anticoncepcional injetavel mensal (IM) composto pela associação de 5mg de valerato de estradiol e 50mg de enantato de noretisterona e o segundo composto por 43 cardiopatas que não utilizaram medicação hormonal, denominado de grupo controle (GC). Foram analisados os efeitos do IM sobre os parãmetros clinicos, hemostaticos e de perfil lipidico antes de receberam a medicação e a cada 6 meses de seguimento. A análise estatística foi realizada pelo método de Coorte, sendo considerado p< 0,05. Não ocorreram alterações estatísticas entre os dois grupos quanto aos eventos cardíacos e ginecologicos adversos, ao peso corporal, e à pressão arterial durante o seguimento. As usuárias de IM apresentaram maior alteração do padrão menstrual aos 6 meses de seguimento, sem apresentar diferença aos 12 aos 18 meses em comparação ao GC. As variáveis hemostáticas no TTPA, plasminog~enio e fibrinogênio não apreentaram diferença significante entre 2 grupos. Ocorreu diminuição estatística nas variaveis TT e TP e aumento no teste de Owren e antitrombina III no grupo de usuárias de IM em relação ao GC. No perfil lipídico ocorreu diminuição significante no colesterol toal, HDL, VLDL e triglicerides nas usuarias de Im quando comparadas ao GC, sendo que não houve diferença estatistica entre os grupos para as variaveis LDL e lipoproteina (a).
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