Pós-graduando: Carlos Roberto Izzo
Orientador: Prof. Dr. Hans Wolfgang Halbe
Data da defesa: 22/08/03
Foram estudadas prospectivamente 49 mulheres inférteis com síndrome dos ovários policísticos clomifeno-resistentes, separadas aleatoriamente em dois grupos. Vinte e quatro mulheres foram submetidas à eletrocauterização laparoscópica ovariana bilateral com corrente monopolar e as restantes, a até ciclos de hiperestimulação ovariana controlada com hormônio folículo-estimulante recombinante. Os objetivos do estudo foram: 1) avaliar os efeitos da eletrocauterização laparoscópica ovariana bilateral sobre o volume ovariano e as dosagens séricas do hormônio folículo-estimulante, hormônio luteinizante, testosterona, androstenediona e insulina; 2) determinar a associação entre as variáveis hormônio luteinizante > 12UI, índice de massa corpórea, quociente glicemia de jejum/insulinemia de jejume teste de tolerância à glicose e a taxa de gestação no grupo de mulheres submetidas a eletrocauterização laparoscópica ovariana bilateral e 3) comparar as taxas de gestação dos dois grupos de tratamento. Houve diminuição estatisticamente significativa do volume ovariano após a eletrocauterização laparoscópica ovariana bilateral. Observou-se queda estatisticamente significativa dos níveis séricos de testosterona e androstenediona e uma tendência à queda na média dos níveis séricos de hormônio luteinizante. Não houve influência do nível sérico de hormônio luteinizante, do índice de massa corpórea, do índice de massa corpórea, do quociente glicemia/insulina de jejum e do teste de tolerância à glicose oral na taxa de gestação após a eletrocauterização ovariana laparoscópica. A taxa de gestação obtida com a eletrocauterização ovariana lapasroscópica, doze meses após o procedimento, não diferiu da taxa de gestação obtida com três ciclos de indução ovulatória com hormônio folículo-estimulante recombinante.
sexta-feira, 22 de agosto de 2003
terça-feira, 26 de novembro de 2002
ANTICONCEPÇÃO COM ESTROGÊNIO NATURAL NA FORMA INJETÁVEL MENSAL EM PACIENTES CARDIOPATAS: AVALIAÇÃO DOS ASPECTOS CLINICOS, DE HEMOSTASIA E DE PERFIL LIPIDICO
Pós-graduando: Rogério Ciarcia Ramires
Orientador: Prof. Dr. Nilson Roberto de Melo
Data da defesa: 26/11/02
Realizou-se estudo prospectivo e comparativo durante 18 meses em 104 mulheres portadoras de cardiopatia compreendidas em 2 grupos. o primeiro constituido por 61cardiopatas que iniciaram o uso do anticoncepcional injetavel mensal (IM) composto pela associação de 5mg de valerato de estradiol e 50mg de enantato de noretisterona e o segundo composto por 43 cardiopatas que não utilizaram medicação hormonal, denominado de grupo controle (GC). Foram analisados os efeitos do IM sobre os parãmetros clinicos, hemostaticos e de perfil lipidico antes de receberam a medicação e a cada 6 meses de seguimento. A análise estatística foi realizada pelo método de Coorte, sendo considerado p< 0,05. Não ocorreram alterações estatísticas entre os dois grupos quanto aos eventos cardíacos e ginecologicos adversos, ao peso corporal, e à pressão arterial durante o seguimento. As usuárias de IM apresentaram maior alteração do padrão menstrual aos 6 meses de seguimento, sem apresentar diferença aos 12 aos 18 meses em comparação ao GC. As variáveis hemostáticas no TTPA, plasminog~enio e fibrinogênio não apreentaram diferença significante entre 2 grupos. Ocorreu diminuição estatística nas variaveis TT e TP e aumento no teste de Owren e antitrombina III no grupo de usuárias de IM em relação ao GC. No perfil lipídico ocorreu diminuição significante no colesterol toal, HDL, VLDL e triglicerides nas usuarias de Im quando comparadas ao GC, sendo que não houve diferença estatistica entre os grupos para as variaveis LDL e lipoproteina (a).
Orientador: Prof. Dr. Nilson Roberto de Melo
Data da defesa: 26/11/02
Realizou-se estudo prospectivo e comparativo durante 18 meses em 104 mulheres portadoras de cardiopatia compreendidas em 2 grupos. o primeiro constituido por 61cardiopatas que iniciaram o uso do anticoncepcional injetavel mensal (IM) composto pela associação de 5mg de valerato de estradiol e 50mg de enantato de noretisterona e o segundo composto por 43 cardiopatas que não utilizaram medicação hormonal, denominado de grupo controle (GC). Foram analisados os efeitos do IM sobre os parãmetros clinicos, hemostaticos e de perfil lipidico antes de receberam a medicação e a cada 6 meses de seguimento. A análise estatística foi realizada pelo método de Coorte, sendo considerado p< 0,05. Não ocorreram alterações estatísticas entre os dois grupos quanto aos eventos cardíacos e ginecologicos adversos, ao peso corporal, e à pressão arterial durante o seguimento. As usuárias de IM apresentaram maior alteração do padrão menstrual aos 6 meses de seguimento, sem apresentar diferença aos 12 aos 18 meses em comparação ao GC. As variáveis hemostáticas no TTPA, plasminog~enio e fibrinogênio não apreentaram diferença significante entre 2 grupos. Ocorreu diminuição estatística nas variaveis TT e TP e aumento no teste de Owren e antitrombina III no grupo de usuárias de IM em relação ao GC. No perfil lipídico ocorreu diminuição significante no colesterol toal, HDL, VLDL e triglicerides nas usuarias de Im quando comparadas ao GC, sendo que não houve diferença estatistica entre os grupos para as variaveis LDL e lipoproteina (a).
sexta-feira, 22 de novembro de 2002
AVALIAÇÃO HISTOLÓGICA E MORFOMÉTRICA DE MAMAS DE RATAS CASTRADAS SUBMETIDAS À TERAPÊUTICA COM ESTERÓIDES SEXUAIS
Pós-graduando: Luciano de Melo Pompei
Orientador: Profa. Dr.a Filomena Marino Carvalho
Data da defesa: 22/11/02
Ao longo das últimas décadas, a terapêutica de reposição hormonal se estabeleceu como tratamento para a sintomatologia climatérica, além de propiciar importante redução no risco de desenvolver enfermidade cardiovascular, osteoporose, doença de Alzheimer e outros. No entanto, a ação hormonal no tecido mamário sempre foi alvo de discussões, particularmente quanto à progesterona e aos progestógenos, com estudos concluindo haver diminuição da atividade proliferativa induzida pelos estrog~enios, enquento vários outros concluem que essas substâncias estimulam a proliferação mamária. Neste estudo, as ações do benzoato de estradiol (BE2) e do acetato de medroxiprogesterona (AMP) na mama foram estudadas em 40 ratas com 250 dias de vida, sendo que 20 haviam procriado e 20 não. Todas foram submetidas à ooforectomia bilateral e, depois de quatro semanas, receberam tratamento hormonal injetável cinco dias por semana, durante 10 semanas. Cada grupo foi dividido em 4 subgrupos, que receberam um dos seguintes: 1 - BE2 5ug/dia; 2-AMP 60ug/dia; 3-BE2 5ug/dia + AMP 60ug/dia; 4-placebo. Ao f inal do tratamento, os animais foram savrificado e suas segunda glândulas mamárias torácicas foram estudadas em microscópio óptico com aumento de 400x. A ocular continha gratículo de 100 pontos permitindo a contagem dos coincidentes com cada estrutura estudada, permitindo p cálculo dos parâmetros morfométricos, isto é, as frações do volume: a) lobular, b) acinar no lóbulo, c) acinar na mama, d) epitelial no lóbulo, e) epitelial na mama, f) luminal acinar. Foi feita também avaliação qualitativa de atrofia, secreção e microcalcificações. Compararam -se todos os tratamentos para cada parãmetro analisado, encontrando-se: a) o tratamento 3 aumentou, significativamente em relação aos tratamentos 2 e 4, todos os parãmetros morfométricos, exceto a fração de volume epitelial no lóbulo; b) somente o tratamento 3 aumentou significativamente a fração do volume epitelial na mama em comparação com os tratamentos 2 e 4; c) não houve diferença significativa entre os tratamentos 1 e 3 para nenhum parãmetro, embora a maioria deles tenha apresentado tendência de maior elevação com o último; d) nenhum parãmetro morfométrico mostrou diferença significativa entre os tratamentos 2 e 4; e) houve predomínio de atividade secretora e de ausência de atrofia com os tratamentos 1 e 3. Os resultados permitem concluir que a adição de progestógeno ao tratamento estrog~enico não reverteu o aumento do compartimento epitelial da mama; pelo contrário, houve potencialização da ação estrog~enica proliferativa. Houve também diferenciação do tecido mamário, evidenciado pela atividade secretora tanto no tratamento estrog~enico quanto no estroprogestacional. Há ncessidade de ação estrogênica para que o progestogeno possa agir. A condição de prole não influencial significativamente a resposta da densidade epitelial, mas houve tendência a maior aumento epitelial no grupo sem prole.
Orientador: Profa. Dr.a Filomena Marino Carvalho
Data da defesa: 22/11/02
Ao longo das últimas décadas, a terapêutica de reposição hormonal se estabeleceu como tratamento para a sintomatologia climatérica, além de propiciar importante redução no risco de desenvolver enfermidade cardiovascular, osteoporose, doença de Alzheimer e outros. No entanto, a ação hormonal no tecido mamário sempre foi alvo de discussões, particularmente quanto à progesterona e aos progestógenos, com estudos concluindo haver diminuição da atividade proliferativa induzida pelos estrog~enios, enquento vários outros concluem que essas substâncias estimulam a proliferação mamária. Neste estudo, as ações do benzoato de estradiol (BE2) e do acetato de medroxiprogesterona (AMP) na mama foram estudadas em 40 ratas com 250 dias de vida, sendo que 20 haviam procriado e 20 não. Todas foram submetidas à ooforectomia bilateral e, depois de quatro semanas, receberam tratamento hormonal injetável cinco dias por semana, durante 10 semanas. Cada grupo foi dividido em 4 subgrupos, que receberam um dos seguintes: 1 - BE2 5ug/dia; 2-AMP 60ug/dia; 3-BE2 5ug/dia + AMP 60ug/dia; 4-placebo. Ao f inal do tratamento, os animais foram savrificado e suas segunda glândulas mamárias torácicas foram estudadas em microscópio óptico com aumento de 400x. A ocular continha gratículo de 100 pontos permitindo a contagem dos coincidentes com cada estrutura estudada, permitindo p cálculo dos parâmetros morfométricos, isto é, as frações do volume: a) lobular, b) acinar no lóbulo, c) acinar na mama, d) epitelial no lóbulo, e) epitelial na mama, f) luminal acinar. Foi feita também avaliação qualitativa de atrofia, secreção e microcalcificações. Compararam -se todos os tratamentos para cada parãmetro analisado, encontrando-se: a) o tratamento 3 aumentou, significativamente em relação aos tratamentos 2 e 4, todos os parãmetros morfométricos, exceto a fração de volume epitelial no lóbulo; b) somente o tratamento 3 aumentou significativamente a fração do volume epitelial na mama em comparação com os tratamentos 2 e 4; c) não houve diferença significativa entre os tratamentos 1 e 3 para nenhum parãmetro, embora a maioria deles tenha apresentado tendência de maior elevação com o último; d) nenhum parãmetro morfométrico mostrou diferença significativa entre os tratamentos 2 e 4; e) houve predomínio de atividade secretora e de ausência de atrofia com os tratamentos 1 e 3. Os resultados permitem concluir que a adição de progestógeno ao tratamento estrog~enico não reverteu o aumento do compartimento epitelial da mama; pelo contrário, houve potencialização da ação estrog~enica proliferativa. Houve também diferenciação do tecido mamário, evidenciado pela atividade secretora tanto no tratamento estrog~enico quanto no estroprogestacional. Há ncessidade de ação estrogênica para que o progestogeno possa agir. A condição de prole não influencial significativamente a resposta da densidade epitelial, mas houve tendência a maior aumento epitelial no grupo sem prole.
terça-feira, 12 de novembro de 2002
ESTUDO DA CAPACIDADE PREDITIVA NO EXAME CITOLÓGICO INTRA-OPERATÓRIO DE LINFONODOS SENTINELA NO CÂNCER DE MAMA
Pós-graduando: Luiz Carlos Batista do Prado
Orientador: Dr. Braz Martorelli Fº
Data da defesa: 12/11/02
Foi analisada a capacidade preditiva do exame citológico intra-operatório de linfonodos sentinela comparado com o exame histológico por parafina, obtidos de 74 pacientes com carcinoma invasivo de mama, com diâmetro máximo do tumor igual ou menor que 3cm e linfonodos axilares clinicamente não comprometidos por metástases. As pacientes foram subdivididas em 2 grupos: 1) 26 pacientes submetidas a quimioterapia prévia, média de idade de 49,7 anos e média do diametro tumoral de 1,63cm; 2) 48 pacientes não submetidas a qualquer tratamento previo, media de idade de 58,1 anos e média do tamanho tumoral de 1,67 cm. Foram extirpados 121 linfonodos sentinela (88,4% da cadeia axilar e 11,6% da mamria interna) e o esfregaço citologico intra-operatorio bem como o exame histologico incluido em parafina foram estudados por uma mesma equipe de patologista. Resultados: 1) pacientes submetidas a quimioterapia previa apresentaram sensibilidade de 100% e acuracia de 100%. 2) pacientes não submetidas a qualquer tratamento previo apresentaram sensibilidade de 85,7% e acuracia de 98,7%. Concluimos que o exame citologico do linfonodo sentinela é exame rapido, barato e facilmente exequivel e com alta acuracia em pacientes submetidas ou não a quimioterapia, possibilitando a inclusão desta metodologia na pratica clinica.
Orientador: Dr. Braz Martorelli Fº
Data da defesa: 12/11/02
Foi analisada a capacidade preditiva do exame citológico intra-operatório de linfonodos sentinela comparado com o exame histológico por parafina, obtidos de 74 pacientes com carcinoma invasivo de mama, com diâmetro máximo do tumor igual ou menor que 3cm e linfonodos axilares clinicamente não comprometidos por metástases. As pacientes foram subdivididas em 2 grupos: 1) 26 pacientes submetidas a quimioterapia prévia, média de idade de 49,7 anos e média do diametro tumoral de 1,63cm; 2) 48 pacientes não submetidas a qualquer tratamento previo, media de idade de 58,1 anos e média do tamanho tumoral de 1,67 cm. Foram extirpados 121 linfonodos sentinela (88,4% da cadeia axilar e 11,6% da mamria interna) e o esfregaço citologico intra-operatorio bem como o exame histologico incluido em parafina foram estudados por uma mesma equipe de patologista. Resultados: 1) pacientes submetidas a quimioterapia previa apresentaram sensibilidade de 100% e acuracia de 100%. 2) pacientes não submetidas a qualquer tratamento previo apresentaram sensibilidade de 85,7% e acuracia de 98,7%. Concluimos que o exame citologico do linfonodo sentinela é exame rapido, barato e facilmente exequivel e com alta acuracia em pacientes submetidas ou não a quimioterapia, possibilitando a inclusão desta metodologia na pratica clinica.
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