sexta-feira, 6 de agosto de 1999

Efeitos no metabolismo lipídico em usuárias da associação acetofenido de dihidroxiprogesterona 150mg e enantato de estradiol 10mg como método anticoncepcional injetável

Pós-Graduando: Waldyr Muniz Oliva Filho
Orientador: Dr. Nilson Roberto de Melo
Data de defesa: 06/08/1999
Realizou-se estudo prospectivo em 27 mulheres com idade entre 18 e 33 anos, que iniciaram o uso da associação acetofenido de dihidroxigesterona (DHPA) 150mg e enantato de estradiol (EEn) 10 mg como método contraceptivo injetável mensal. Foram analisados os efeitos sobre o metabolismo lipídico antes do uso do contraceptivo e ao final do terceiro, sexto e décimo segundo ciclos, nos seguintes parâmetros: colesterol total, HDL-C, LDL-C, VLDL-C, triglicérides, Índice de Castelli I e II, Apo-A-I, Apo-B e Lp(a). Alterações estatisticamente siginificativas, com nível de erro de 5% (p<0,05) ocorreram: no colesterol total que apresentou diminuição no sexto e décimo segundo ciclos; na LDL-C que mostrou redução no terceiro, sexto e décimo ciclos; Índice de Castelli I que apresentou diminuição no terceiro ciclo e no Índice de Castelli II onde ocorreu redução no terceiro e décimo segundo ciclos. Não foi verificada alteração siginificativa nos valores de HDL-C, VLVL-C, triglicerídeos, Apo-A-I, Apo-B e Lp(a).

terça-feira, 27 de julho de 1999

Estudo dos efeitos da terapia de reposição hormonal sobre a apoptose e a expressão das proteínas bcl-2 e p53 em pele de mulheres pós-menopáusicas

Pós-Graduanda: Joserita Serrano de Assis
Orientador: Prof. Dr. Paulo Levy Schivartche
Data da defesa: 27/07/1999
Dezenove mulheres pós-menopáusicas foram aleatoriamente divididas em dois grupos, conforme uso de placebo (Grupo A - nove mulheres) ou tratamento hormonal (Grupo B - dez mulheres) durante seis meses. Os grupos foram investigados quanto à quantidade de células apoptóticas e quanto à expressão das proteínas bcl-2 e p53 em biópsias de pele realizadas antes e no sexto mês de experimento. Para a quantificação de células apoptóticas na pele, foi empregada a reação de TUNEL. A expressão de bcl-2 e p53 foi estudada por reação imuno-histoquímica, utilizando-se anticorpos monoclais. Os grupos mostraram-se homogêneos com relação à idade e raça; entretanto, as mulheres do Grupo B apresentaram tempo de menopausa significativamente maior. Os resultados apontaram que terapia de reposição hormonal durante seis meses não interferiu significativamente na quantidade de células apoptóticas na epiderme de mulheres pós-menopáusicas. Foram negativas as reações para expressão das proteínas bcl-2 e p53 em todos os casos.

terça-feira, 20 de julho de 1999

Achados colposcópicos e citológicos do colo uterino de mulheres de acordo com o tempo de menopausa e na vigência de terapêutica para reposição hormonal

Pós-Graduanda: Domiciana Moreira de Melo Guerra
Orientador: Dr. José Roberto Filassi
Data da defesa: 20/07/99
Foram estudadas 92 mulheres com pelo menos um ano da menopausa para avaliação dos achados colposcópicos epiteliais e vasculares, medidas da espessura vesical e abertura do orifício externo. Foram tratadas e seguidas 42 mulheres, sendo 31 com reposição hormonal e 11 com palcebo. A análise estat'sitica dos dados foi realizada com teste do Qui-quadrado e Teste exato de Fischer, para achados colspocópicos e citológicos e teste t-student, Mann-Whitney e ANOVA, para abertura do oríficio cervical e espessura do colo. As correlações entre esses elementos, o tempo de menopausa, faixa etária e atividade sexual foram realizadas através do coeficiente linear de Pearson. Concluiu-se que os achados colposcópicos correlacionam-se positivamente com o tempo de menopausa, faixa etária e atividade sexual. Após 5 anos da menopausa observa-se, na maioria das mulheres, epitélio escamoso original hipotrófico ou atrófico, a junçãop escamocolunar não visível e o teste de Schiller irregular ou iodo-claro. Após 8 anos, o muco é escasso ou ausente e há maior frequência de hemorragia subepitelial ou petéquias. A partir da quinta década, a idade atua sinergicamente com o tempo de menopausa. A atividade sexual desempenha papel contra a atrofia cervical apenas nos primeiros cinco anos após a última menstruação. Os achados citológicos demonstraram que o material colhido pode ser adequado independentemente da idade. A terapêutica de reposição hormonal melhora as condições epiteliais do colo uterino e a produção de muco, tornando a colposcopia mais sensível e confiável para as mulheres, após a menopausa.

terça-feira, 6 de julho de 1999

Estudo do fator de crescimento insulina-símile (IGF-I) em mulheres após a menopausa, sob terapêutica de reposição hormonal

Pós-Graduando: Hilton José Pereira Cardim
Orientadora: Drª. Ceci Mendes Carvalho Lopes 
Data de Defesa: 06/07/1999


O fator de crescimento insulina-símile (IGF-1) é um potente agente mitótico, com propriedades semelhantes às da insulina, que estimula o crescimento de células de vários tecidos, tais como os osteoblastos, e células neoplásicas, inclusive às do câncer de mama. Sua ação é regulada por seis proteínas transportadoras (IGFBPs). Após a menopausa, ocorre diminuição da secreção de IGF-I. A reposição hormonal com estrogênios por via oral inibe a síntese hepática de IGF-I, enquanto que, a via transdérmica não altera ou até aumenta a concentração de IGF-I total. Pouco se sabe sobre a influência dos progestágenos e a secreção de IGF-I. As concentrações de IGF-I livre também não foram estudadas em pacientes sob terapêutica de reposição hormonal. O presente estudo avaliou quatro grupos de pacientes após a menopausa com esquemas de reposição hormonal diferentes: pacientes sob uso de estrogênios conjugados via oral (Grupo 1); sob uso de 17 b-estradiol transdérmicos (Grupo 2); sob uso de estrogênios conjugados e noretisterona via oral (Grupo 3); sob uso de 17 b-estradiol e acetato de noretisterona transdérmicos (Grupo 4). Foram realizadas dosagens de IGF-I total e livre, IGFBP-1, IGFBP-3, colesterol total, HDL, LDL, triglicérides, glicemia de jejum, insulina, além de densitometria de composição corporal. O Grupo 1 apresentou diminuição do IGF-I total, aumento do IGF-I livre e de IGFBP-1; e não alterou a composição corporal. O Grupo 2 não sofreu alterações de IGF-I total e livre, nem de IGFBP-1. Houve aumento de massa magra e da gordura tecidual nos braços, bem como da densidade mineral óssea da pelve. No Grupo 3, houve aumento de IGF-I livre e IGFBP-1, com IGF-I total e composição corporal inalterados. No Grupo 4, houve aumento de IGF-I livre, enquanto que IGFBP-1 e IGF-I total permaneceram sem alterações. Houve aumento da massa magra e da gordura tecidual nos braços. Não foram observadas alterações nas concentrações de IGFBP3 em nenhum dos grupos. Os resultados mostram que, conforme a via de administração, pode haver mudanças no IGF-I total; e aumento da fração livre de IGF-I, exceto pelo grupo tratado com estrogênios transdérmicos. Discutem-se as possíveis implicações no risco da carcinogênese da mama.